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Vaginose

A vaginose bacteriana, a doença ginecológica mais comum, tem um efeito considerável na qualidade de vida das mulheres. É o resultado de um desequilíbrio na flora vaginal que pode ser regulado através do uso de próbióticos.

A vaginose é um distúrbio vaginal bacteriano que afeta cerca de um terço das mulheres sexualmente ativas.1 Embora a doença possa passar despercebida para algumas mulheres, os seus sintomas geralmente incluem irritação local e corrimento com odor desagradável. Não é uma doença sexualmente transmissível (DST), mas pode aumentar o risco de contrair DST, como herpes ou VIH.2

Uma doença causada por disbiose

A vaginose bacteriana é uma disbiose da microbiota vaginal caracterizada por um rácio modificado de Lactobacillus e outras bactérias e uma proliferação em massa de flora anaeróbica mista. Há predomínio de Bacteroides spp., Mobiluncus spp., Mycoplasma hominis ou Gardnerella vaginalis. Este último secreta poliaminas que causam uma reação inflamatória e aumentam o pH,5 causando vaginose.

Probióticos como backup

A vaginose é geralmente tratada com antibióticos locais ou orais6. No entanto, essa terapia pode levar a disbiose e aumentar o risco de recorrência.7,8 Para restabelecer um equilíbrio ponderado da microbiota vaginal e tornar o pH mais ácido, podem ser utilizadas estirpes de probióticos pertencentes ao género Lactobacillus, como as espécies L. rhamnosus, L. acidophilus, L. crispatus e L. reuteri. Estes probióticos estimulam o sistema imunitário, restituem o ecossistema vaginal, excluem competitivamente as bactérias patogénicas, diminuem os níveis de pH e produzem substâncias antimicrobianas como o H2O2.9

 

Fontes :
1. Allsworth JE et al. Prevalence of bacterial vaginosis: 2001-2004 National Health and Nutrition Examination Survey data [archive], Obstet Gynecol. 2007 ; 109 : 114-20. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17197596
2. Martin DH et al. The microbiota of the human genitourinary tract: trying to see the forest through the trees. Trans Am Clin Climatol Assoc. 2012; 123 : 242-56. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23303991
3. Tomusiak A et al. Efficacy and safety of a vaginal medicinal product containing three strains of probiotic bacteria: a multicenter, randomized, double-blind, and placebo-controlled trial. Drug Des Devel Ther. 2015 Sep 25;9:5345-54. doi: 10.2147/DDDT.S89214. eCollection 2015. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26451088 
4. Romero R et al. The composition and stability of the vaginal microbiota of normal pregnant women is different from that of non-pregnant women Microbiome. 2014; 2: 4. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3916806/
5. Nunn KL et al. Enhanced Trapping of HIV-1 by Human Cervicovaginal Mucus Is Associated with Lactobacillus crispatus-Dominant Microbiota. MBio. 2015 Oct 6;6(5):e01084-15. doi: 10.1128/mBio.01084-15. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26443453
6. Dovnik A et al. Treatment of vulvovaginal candidiasis: a review of the literature. Acta Dermatovenerol Alp Pannonica Adriat. 2015;24(1):5-7. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25770305
7. Sobel JD et al. Suppressive antibacterial therapy with 0,75 % metronidazole vaginal gel to prevent recurrent bacterial vaginosis. Am J Obstet Gynecol 2006; 194 (5):1283-9.
8. Senok AC et al.. Probiotics for the treatment of bacterial vaginosis (review) Cochrane Database Syst Rev. 2009 Oct 7; (4): CD006289.
9. Mastromariano P et al. Bacterial vaginosis : a review on clinical trials with probiotics. New Microbiol. 2013 Jul;36(3):229-38. Epub 2013 Jun 30. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23912864

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