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Prostatite

Na sua forma aguda, a inflamação da próstata, ou prostatite, é mais frequentemente causada por uma infeção. Na sua forma crónica, no entanto, implica, mais provavelmente, um desequilíbrio na microbiota urinária.

A prostatite afeta cerca de 10% dos homens da população.1 Os sintomas incluem sensação de queimadura e frequência urinária. Outros sintomas podem estar presentes, tais como dor pélvica, perianal ou retal e febre. 

Prostatite aguda: uma origem infeciosa

A prostatite aguda é frequentemente causada por uma infeção. Pode ser transmitida sexualmente (como clamídia ou gonorreia), mas na maioria das vezes é causada por enterobactérias, sendo a Escherichia coli implicada em 80% dos casos.1

Microbiota envolvida em formas crónicas da doença

A origem da prostatite crónica é menos clara; raramente são isoladas bactérias com sucesso e a doença pode ser multifatorial. A etiologia está simultaneamente associada a fatores infeciosos e inflamatórios, bem como ao stress. Estes três desempenham um papel significativo nas interações entre a microbiota e o corpo.2 Em doentes, foram encontradas correlações entre sintomas, gravidade da dor e disbiose da microbiota intestinal quando comparadas com indivíduos saudáveis.2 A microbiota urinária2 também é perturbada, com uma sobre-representação de Burkholderia cenocepacia3 e Clostridia.4 A modificação da microbiota urinária por tratamento antibiótico pode ser a causa da prostatite crónica.5 Estas observações sugerem que a identificação dessas bactérias poderia ser útil para estabelecer um diagnóstico, enquanto a sua modulação poderia ser usada para o tratamento.2 

Formas crónicas por vezes difíceis de tratar

A prostatite aguda é tratada com antibióticos simples.6 O tratamento de formas crónicas da doença é mais difícil e, por vezes, requer uma abordagem multidisciplinar, dada a sua etiologia mais complexa.2 As opções probióticas com vista reequilibrar a microbiota urinária ainda estão numa fase bastante preliminar.

 

Fontes :
1. Nickel JC et al.  Prevalence of prostatitis-like symptoms in a population based study using the National Institutes of Health chronic prostatitis symptom index. J Urol 2001 ; 165 (3) : 842-5 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11176483
2. Arora HC et al. Gut microbiome and chronic prostatitis/chronic pelvic pain syndrome. Ann Transl Med. 2017 Jan;5(2):30 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28217695
3. Nickel JC et al. Search for Microorganisms in Men with Urologic Chronic Pelvic Pain Syndrome: A Culture-Independent Analysis in the MAPP Research Network. J Urol. 2015 Jul;194(1):127-35 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25596358
4. Shoskes DA et al. The urinary microbiome differs significantly between patients with chronic prostatitis/chronic pelvic pain syndrome and controls as well as between patients with different clinical phenotypes. Urology, 2016; 92: 26-32. http://www.goldjournal.net/article/S0090-4295(16)00267-3/abstract
5. Amarenco G. Microbiote urinaire et troubles mictionnels. Prog Urol 2015; 25,11:625-27. http://www.urofrance.org/nc/science-et-recherche/base-bibliographique/article/html/microbiote-urinaire-et-troubles-mictionnels.html
6. SPILF 2014.  Mise au point. Diagnostic et antibiothérapie des infections urinaires bactériennes communautaires de l’adulte. http://www.infectiologie.com/UserFiles/File/medias/Recos/2014-infections_urinaires-long.pdf

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