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Rinossinusite

A rinossinusite é uma infeção crónica da mucosa nasal e perinasal cujos mecanismos fisiopatológicos ainda não são totalmente conhecidos. Estão a ser desenvolvidos estudos sobre o papel da microbiota no seu aparecimento.

Embora nenhum estudo tenha determinado com precisão a incidência da rinossinusite entre as infeções ORL, estima-se que entre 0,5 e 5% das rinofaringites se tornem rinossinusites1 (2 a 3 surtos de rinofaringite por ano em adultos, 6 a 8 em crianças), o que faz dela uma doença relativamente comum. No entanto, embora certas bactérias e vírus tenham sido claramente identificados no aparecimento da rinofaringite, os mecanismos pelos quais a rinossinusite surge são ainda pouco compreendidos.

Uma microbiota ainda em exploração

Um estudo sobre a etiologia bacteriana da rinossinusite identificou vários perfis bacterianos:
•    Haemophilus influenzae e Streptococcus pneumoniae são as bactérias mais frequentemente encontradas na rinossinusite aguda e subaguda.
•    Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa e H. influenzae são dominantes na rinossinusite crônica.2

Outro estudo analisou a composição da microbiota nasosinusal em indivíduos com rinossinusite: entre as bactérias presentes, nenhuma pareceu dominar claramente em comparação à composição de um indivíduo saudável. Os autores ainda identificaram os seguintes filos comuns: Firmicutes, Actinobacteria e Bacteroides.3

A microbiota nasofaríngea de indivíduos saudáveis foi comparada à de indivíduos com rinossinusite utilizando amostras de lavagem do meato nasal.4 Foram realizadas análises bacteriana e fúngica. Qualitativamente, entre os filos presentes, as cianobactérias foram as mais prevalentes; duas espécies de Pseudomonas também foram encontradas (incluindo P. aeruginosa). Além disso, a sequenciação evidenciou a presença de Corynebacterium e Cryptococcus neoformans, descritos pela primeira vez como constituintes maioritários da microbiota sinusal. Os mecanismos de defesa imunitários contra certas bactérias parecem ser a causa da rinossinusite.

Atualmente, o tratamento é sintomático (analgésicos, antipiréticos e descongestionantes) – ou pode envolver antibióticos nas situações mais comuns. A investigação da microbiota nasofaríngea e o seu impacto no sistema imunitário podem levar a um tratamento mais sistémico para a rinossinusite. Estão a ser desenvolvidos estudos sobre o potencial uso de probióticos em casos de rinossinusite.5

 

Fontes: 
1. Wald ER. Epidemiology, pathophysiology and etiology of sinusitis. Pediatr Infect Dis. 1985;4:S51-4. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/4080601
2. Fasquele D. et al. Epidémiologie des sinusites : étude de 326 prélèvements réalisés de 1993 à 1996. Médecine et Maladies Infectieuses (Elsevier), 27(8–9) p. 792-799. http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0399077X978015763.
3. Anderson M. et al. A systematic review of the sinonasal microbiome in chronic rhinosinusitis. Am J Rhinol Allergy. 2016;30:161-6. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27216345
4. Aurora R. et al. Contrasting the microbiomes from healthy volunteers and patients with chronic rhinosinusitis. JAMA Otolaryngol Head Neck Surg. 2013;139:1328-38. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24177790
5. Cleland EJ. Et al. Probiotic manipulation of the chronic rhinosinusitis microbiome. Int Forum Allergy Rhinol.  2014 ;4:309-14.

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