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Probióticos

A OMS define probióticos como “microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem um benefício à saúde do hospedeiro”.

Critérios essenciais a serem considerados ao selecionar um probiótico

No que diz respeito aos seus efeitos benéficos, nem todos os probióticos1 são iguais, sejam eles leveduras ou bactérias, e há muitos critérios essenciais a considerar2-6:

  • Propriedades dependentes da estirpe
  • Ciclo de vida
  • Processo de fabrico e método de armazenamento
  • Estado
  • Nível de evidência e dose efetiva
  • Via de administração, oral ou tópica

Efeitos favoráveis na microbiota

Um probiótico tem um efeito benéfico sobre a microbiota, mantendo-a equilibrada, promovendo a sua reconstituição durante e após um episódio de disbiose, e prevenindo certas situações clínicas de perturbação do ecossistema microbiano (prevenção de outras doenças).7

Um modo de ação para cada estirpe

O modo de ação de um probiótico depende da estirpe e não pode ser extrapolado para a espécie ou o género ao qual esta pertence.4 No entanto, cada probiótico atua de determinada forma no hospedeiro, de acordo com as suas próprias propriedades fisiológicas e farmacológicas. Podem atuar ao nível do2:

  • Hospedeiro: através da modulação do sistema imunitário, com as suas propriedades anti-inflamatórias, efeitos tróficos nos tecidos, através da estimulação de enzimas e através do reforço do efeito de barreira contra agentes patogénicos
  • Agentes patogénicos: através da libertação de efetores antimicrobianos contra fungos, bactérias ou vírus
  • Toxinas: através da neutralização de toxinas patogénicas

Sociedades como a WGO8 (Organização Mundial de Gastroenterologia), ESPGHAN (Sociedade Europeia de Gastroenterologia, hepatologia e Nutrição Pediátricas) ,9 e ISAPP10 (Associação Científica Internacional de Probióticos e Prebióticos) deram a sua opinião e recomendações sobre a utilização de probióticos.

Benefícios

Os benefícios são vários; no entanto, a eficácia dos probióticos foi demonstrada para indicações específicas com estirpes específicas:

  • Indicações no sistema digestivo: DAA (Diarreia associada ao uso de antibióticos),11 diarreia associada ao C. difficile,12 gastroenterite,13 distúrbios gastrointestinais funcionais,14 digestão de lactose e outros efeitos enzimáticos, DII (Doença inflamatória do intestino),15 enterocolite necrosante em bebés prematuros,16 infeções por H. pylori,17 diarreia associada à alimentação e diarreia do viajante18.
  • Indicações na prevenção de infeções não-digestivas: infeções respiratórias de inverno,19 infeções recorrentes do trato urinário,20 infeções ginecológicas e prevenção de eczema atópico e alergias.21

Estão a ser estudados outros efeitos benéficos, particularmente em relação à influência dos probióticos no cancro colorretal22 e em alguns distúrbios neuropsiquiátricos.23

efeitos indiretos

microbiota

Fontes:
1. Food and Agricultural Organization of the United Nations and World Health Organization. Health and nutritional properties of probiotics in food including powder milk with live lactic acid bacteria. World Health Organization [online], (2001).
2. Hill C et al. Expert consensus document. The International Scientific Association for Probiotics and Prebiotics consensus statement on the scope and appropriate use of the term probiotic. Nat Rev Gastroenterol Hepatol. 2014 Aug;11(8):506-14. doi: 10.1038/nrgastro.2014.66. Epub 2014 Jun 10.
3. Floch MH et al. Recommendations for probiotic use-2011 update. J Clin Gastroenterol. 2011 Nov; 45 Suppl:S168-71.
4. Williams NT. Probiotics. Am J Health Syst Pharm. 2010 Mar 15; 67(6):449-58.
5. Huys G et al. Microbial characterization of probiotics--advisory report of the Working Group "8651 Probiotics" of the Belgian Superior Health Council (SHC). Mol Nutr Food Res. 2013 Aug; 57(8):1479-504. 
6. Sanders ME et al. Effects of genetic, processing, or product formulation changes on efficacy and safety of probiotics. Ann N Y Acad Sci. 2014 Feb; 1309(1):1-18. 
7. McFarland LV. Use of probiotics to correct dysbiosis of normal microbiota following disease or disruptive events: a systematic review. BMJ Open 2014 ; 4 : e005047
8. http://www.worldgastroenterology.org/guidelines/global-guidelines/probiotics-and-prebiotics/probiotics-and-prebiotics-french
9. http://www.espghan.org/
10. http://isappscience.org/probiotics/
11. Szajewska H et al. Probiotics for the prevention of antibiotic-associated diarrhea in children. J Pediatr Gastroenterol Nutr 2016 ; 62 : 495-506.

12. McFarland LV et al. A randomized placebo-controlled trial of Saccharomyces boulardii in combination with standard antibiotics for Clostridium difficile disease. JAMA 1994 ; 271 : 1913-8.
13. Guarino A et al. European Society for Pediatric Gastroenterology, Hepatology, and Nutrition/ European Society for Pediatric Infectious Diseases evidencebased guidelines for the management of acute gastroenteritis in children in Europe: update 2014. J Pediatr Gastroenterol Nutr 2014 ; 59 : 132-52.
14. Brenner DM, Chey WD. Bifidobacterium infantis 35624: a novel probiotic for the treatment of irritable bowel syndrome. Rev Gastroenterol Disord 2009 ; 9 : 7-15.
15. Bejaoui M, Sokol H, Marteau P. Targeting the microbiome in inflammatory bowel disease: critical evaluation of current concepts and moving to new horizons. Dig Dis 2015 ; 33 : 105-12.
16. Alfaleh K, Anabrees J. Probiotics for prevention of necrotizing enterocolitis in preterm infants. Cochrane Database Syst Rev 2014 ; 4 : CD005496.
17. Malfertheiner P et al. ; European Helicobacter and Microbiota Study Group and Consensus panel. Management of Helicobacter pylori infection-the Maastricht V/ Florence Consensus Report. Gut 2017 ; 66 : 6-30. diarrhées de la nutrition entérale
18. McFarland LV. Meta-analysis of probiotics for the prevention of traveler's diarrhea. Travel Med Infect Dis. 2007;5:97-105.
19. Smith TJ. et al. Effect of Lactobacillus rhamnosus LGG® and Bifidobacterium animalis ssp. lactis BB-12® on health-related quality of life in college students affected by upper respiratory infections. Br J Nutr. 2013;109:1999-2007.
20. Beerepoot MA et al. Nonantibiotic prophylaxis for recurrent urinary tract infections: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. J Urol 2013 ; 190 : 1981-9.
21. Drago L et al. Effects of Lactobacillus salivarius LS01 (DSM 22775) treatment on adult atopic dermatitis: a randomized placebo-controlled study. Int J Immunopathol Pharmacol. 2011;24:1037-48.
22. Compare D. et al. Contribution of gut microbiota to colonic and extracolonic cancer development. Dig Dis. 2011 ; 29(6) : 554-61.
23. Lye Huey Shi et al. Beneficial properties of probiotics. Tropical Life Sciences Research 2016; 27(2): 73–90. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5031164/pdf/tlsr-27-2-73.pdf

Source complémentaire
Rapport conjoint FAO/OMS sur les probiotiques : ftp://ftp.fao.org/es/esn/food/probio_report_en.pdf

 

Biocodex Microbiota Institute

Biocodex Microbiota Institute: um lider internacional em Microbiota

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