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Vaginose bacteriana

A vaginose bacteriana é causada por um desequilíbrio na flora bacteriana. Pode ser causada por várias bactérias patogénicas. Os tratamentos com probióticos foram avaliados, particularmente para prevenir reaparecimentos. 

A vaginoses bacterianas afetam normalmente mulheres adultas, ocorrendo em 10 % das mulheres pelo menos uma vez e 10 a 30 % em mulheres durante a gravidez. A doença manifesta-se através de irritação local e corrimento com odor fétido. Não é sexualmente transmissível. Alguns fatores de risco têm sido descritos, incluindo a higiene íntima, DIU e tabagismo. Contudo, as vaginoses podem facilitar a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, como o herpes e o VIH. 

Um desequilíbrio na flora vaginal 

A vaginose bacteriana é primeiramente um reflexo do desequilíbrio da microbiota vaginal e não, estritamente falando, uma infeção. O ecossistema vaginal altera-se ao longo das diferentes fases da vida da mulher (ciclo menstrual, gravidezes, puberdade, menopausa) e com a atividade sexual, contraceção e higiene. Em mulheres com boa saúde e em idade fértil (período entre a puberdade e a menopausa) este é dominado por certos tipos de bactérias (lactobacilos). Em caso de vaginoses, tem sido observado que há uma redução destas bactérias “boas” e a proliferação de bactérias “más”. 

Antibióticos e probióticos

A eficácia do tratamento padrão com antibióticos para vaginoses bacterianas é limitado. Devido ao desequilíbrio da flora vaginal, em particular a falta de bactérias “boas”, as vaginoses podem ressurgir. Para restaurar o equilíbrio, a administração oral ou vaginal de probióticos tem sido cada vez mais proposta. Os resultados obtidos são variáveis, mas muito encorajadores para certas estirpes de probióticos, que podem ser recomendados para o tratamento ou prevenção do reaparecimento destas doenças. 

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Fontes :
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