Endometriose e microbiota: existe uma ligação?

Por ocasião do mês de consciencialização da endometriose, o Biocodex Microbiota Institute dá a palavra a três especialistas sobre esta patologia. Quais são os sintomas? Como diagnosticá-la? Qual o tratamento? Há uma relação com a microbiota? Todas as respostas às suas perguntas neste artigo.

Publicado em 24 Março 2022
Atualizado em 25 Março 2022

Sobre este artigo

Publicado em 24 Março 2022
Atualizado em 25 Março 2022

Sumário

Sumário

“Endometriose, 4000 anos de preconceitos e diagnósticos imprecisos”

Dr. Erick Petit

(sidenote: Dr. Erick Petit, médico radiologista, fundador e responsável do Centro de endometriose do grupo hospitalar Paris Saint-Joseph, presidente da RESENDO (Rede Hospital Público Endometriose), membro dos comités de direção do setor da endometriose EndoSud-IDF e da estratégia nacional contra a endometriose, coautor de: Tudo sobre a endometriose, aliviar a dor, tratar a doença (Edições Odile Jacob, 2019). )

Quando surgiram os primeiros traços da endometriose? 

Erick Petit: Há 4000 anos que essa doença atormenta a vida das mulheres... Mas apenas foi reconhecida há um século e meio! A primeira “paciente” oficialmente relatada é uma mulher egípcia que viveu há 1855 anos antes da nossa era. Encontra-se o rasto da endometriose nos séculos VI e V a.C., sob a pena de médicos hipocráticos que indicaram de forma precisa os seus sintomas. Passado esse período, caímos numa forma de obscurantismo médico. Até à Renascença, a endometriose era apenas uma faceta da psique feminina.

Etimologicamente falando, era coincidente. Uma vez que a palavra útero vinha do grego hysterikos, a comunidade médica facilmente derivou para a histeria, com a endometriose a assumir formas de uma doença imaginária, inventada do zero por mulheres, embora afetadas pela dor. Para ter a noção, foi preciso esperar até ao ano de 1860 para que Karel Rokitansky, um médico austríaco, demonstre que a doença vinha do (sidenote: Endométrio Tecido que reveste o interior do útero. NCI Dictionaries_Endometrium   ) , daí o seu nome, endometriose1. Hoje, estima-se que pelo menos uma em cada dez mulheres em idade fértil sofra de endometriose.  Seria mais uma em cada sete mulheres, ou mesmo cinco, em idade fértil2.

Saúde feminina

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Como diagnosticar a endometriose? Porque é tão complexo?

E.P.: Na verdade, o diagnóstico é bem simples: as pacientes respondem a um questionário clínico que eu defini e que propomos durante as consultas dentro da rede (sidenote: https://www.resendo.fr/ ) . Este inclui um certo número de perguntas, entre outras sobre o tipo de dores encontradas. Em função dos resultados obtidos eu consigo estabelecer um diagnóstico confiável, sendo que cada 9 em 10 casos, o diagnóstico é confirmado. É um ganho de tempo, mas também é um conforto para a paciente. Hoje, a porta de entrada da endometriose é o diálogo, a escuta. Algumas mulheres passam muitos anos com um diagnóstico impreciso, às vezes mais de 10 anos2! Elas sofrem também com os velhos preconceitos de há 4000 anos, segundo os quais a menstruação feminina é obrigatoriamente dolorosa. A minha luta é acabar com esse mito e lembrar que a endometriose é uma patologia.

1 / 10 Estima-se que pelo menos uma em cada dez mulheres em idade fértil sofra de endometriose.

10 anos Algumas mulheres passam muitos anos com um diagnóstico impreciso, às vezes mais de 10 anos!

#1 A endometriose representa a 1.ª causa de hipofertilidade.

De seguida, o exame que eu qualificarei de referência, é com certeza o ultrassom transvaginal realizado por um especialista (ou uma (sidenote: IRM Imagem por Ressonância Magnética. ) , se a jovem for virgem, mas esse exame é menos sensível e menos específico). Esse exame permite visualizar as lesões da endometriose e as suas localizações. Mas, e eu insisto nesse ponto, apenas a imagem não basta. É preciso saber que, para essa doença, não há correlação entre os sintomas e as lesões. Ou seja, pode-se ter uma mulher com uma endometriose muito grave, mas que não sofre, ou, ao contrário, uma paciente com uma endometriose muito mais leve e que sofre um martírio. 

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Existem várias formas de endometriose? Algumas formas são mais graves do que outras?

E.P.: Existem tantas formas quanto mulheres! Daí a importância de identificar bem as dores para determinar o diagnóstico e o tratamento. A consequência principal da doença é a infertilidade de acordo com a localização das lesões. De facto, existe uma correlação entre a importância anatómica da doença e a fertilidade. Mas que não está obrigatoriamente ligada à dor. A endometriose representa a 1.ª causa de hipofertilidade2!

Quais são os sinais precoces?

E.P.: A doença aparece logo na primeira menstruação. Convém observar bem a jovem durante esse período, identificar a intensidade das dores, se a jovem tem de ficar de cama, se ela está incapacitada fisicamente para ir às aulas... Sabe-se que a menstruação precoce antes dos 11 anos é um fator de risco da doença, assim como ter uma mãe ou uma irmã afetada (fatores genéticos). É por isso que luto para consciencializar precocemente as jovens entre os 11 e os 13 anos sobre a endometriose: apenas desta maneira é possível diminuir a imprecisão do diagnóstico. Por outro lado, existem consequências digestivas que não devem ser minimizadas: a quase maioria das minhas pacientes tem a síndrome do cólon irritável. Daí a importância de consciencializar também os gastroenterologistas sobre a doença!

Em que se baseia o tratamento das pacientes?

E.P.: O tratamento permanece muito imperfeito e baseia-se numa abordagem multidisciplinar:

Tratamento hormonal (um contracetivo)

Primeiro, prescreve-se um tratamento hormonal (um contracetivo), que permite cortar a válvula principal da menstruação dolorosa. Parando a menstruação, para-se as dores, assim como a evolução da doença.

Cirurgia

Nas formas mais graves, recorremos à cirurgia para retirar as lesões de endometriose. Assim, 30% das nossas pacientes são operadas todos os anos.

Tratamento da dor

O terceiro pilar centra-se no tratamento da dor. Pode ser um tratamento medicamentoso, e orientamos igualmente as pacientes para métodos da medicina alternativa, muito eficazes: acupuntura, hipnose, fisioterapia...

Nutrição

O último pilar baseia-se no tratamento das dores intestinais, pelo ponto de vista da nutrição

 

«La microbiota intestinal, sin duda una de las claves del enigma de la endometriosis.»

Vanessa Gouyot 

(sidenote: Vanessa Gouyot: dietista há 20 anos, micronutricionista especializada no tratamento nutricional da endometriose na rede RESENDO. Detentora de uma experiência hospitalar desde 2003 e de uma colaboração em projetos de pesquisa, asseguro uma consulta liberal em Levallois-Perret, assim como na Clinique du Landy, na cidade de Saint Ouen sur Seine. Bioquímica diplomada pela Universidade Paris XII e micronutricionista diplomada pela Faculdade de Medicina de Dijon, também sou especialista nos meios de comunicação em nutrição e participei na escrita de 2 livros sobre endometriose com a RESENDO. )

¿Existe una relación entre la endometriosis y la microbiota? 

Vanessa Gouyot: En la actualidad, no disponemos de estudios científicos que establezcan relaciones confirmadas entre la endometriosis y un desequilibrio de las diferentes microbiotas (intestinal o vaginal, por ejemplo) del cuerpo humano. Sin embargo, algunos signos clínicos refuerzan esta hipótesis.  Hoy sabemos que el 90 % de las mujeres que padecen una endometriosis también tienen trastornos digestivos asociados (síndrome del intestino irritable, sobre todo). Esta cifra se comprueba en la consulta, donde me encuentro cada vez con más mujeres que parecen tener un desequilibrio intestinal, que se llama disbiosis, en el tubo digestivo: unas veces, esta (sidenote: Disbiose A "disbiose" não é um fenómeno homogéneo – varia em função do estado de saúde de cada indivíduo. É geralmente definida como uma alteração da composição e do funcionamento da microbiota, causada por um conjunto de fatores ambientais e relacionados com o indivíduo que perturbam o ecossistema microbiano. Levy M, Kolodziejczyk AA, Thaiss CA, et al. Dysbiosis and the immune system. Nat Rev Immunol. 2017;17(4):219-232. ) es bucal, otras veces, gástrica o intestinal.

90% de las mujeres que padecen una endometriosis también tienen trastornos digestivos asociados

El papel de la microbiota es protegernos y actuar de barrera. Ahora bien, si el 90 % de las mujeres con endometriosis tienen trastornos digestivos, esto significa que existe una inflamación digestiva... Mi misión es hacer comprender a mis pacientes que el tubo digestivo es una zona de paso que se ve agredida continuamente (por la alimentación, entre otras cosas). Estas agresiones pueden producir una alteración del aparato digestivo y generar inflamaciones. Hay que ver el cuerpo humano como un gran parque de bomberos que intervienen regularmente para apagar los incendios.

Vanessa Gouyot:

 «La investigación sobre la microbiota avanza y, con el tiempo, mejorará significativamente la calidad de vida de las pacientes con endometriosis y que tienen trastornos digestivos.»

Ahora bien, si todos estos bomberos se movilizan para resolver una inflamación permanente en el intestino, no pueden responder a todas las demandas. Todas estas demandas constituyen un «ruido de fondo» inflamatorio, es decir, una inflamación crónica, que facilitaría el desarrollo de otras enfermedades, como la endometriosis.

Teniendo en cuenta los síntomas digestivos observados en las pacientes que tienen una endometriosis, ¿la microbiota podría ayudar a diagnosticar la enfermedad con mayor rapidez?

V.G.: Ante la endometriosis, una enfermedad por naturaleza compleja y especialmente difícil de diagnosticar, conviene mostrar mucha humildad y una cierta prudencia. Numerosas hipótesis intervienen en los mecanismos de la enfermedad sin que se pueda determinar la más acertada. La microbiota es una hipótesis entre muchas otras. Es un hecho: la investigación sobre la microbiota avanza y conlleva muchas esperanzas para las pacientes, pero no quememos las etapas.  Lo que podríamos imaginar no es forzosamente una evaluación de la endometriosis a través de la microbiota, sino más bien una evaluación de la microbiota para un mejor diagnóstico de la inflamación digestiva y de los trastornos digestivos.3 La endometriosis requiere un enfoque global y multidisciplinario.

En la actualidad, cuando me ocupo de una nueva paciente que tiene una endometriosis, revisamos la alimentación, lo que bebe y también su marco de vida, todos los factores que pueden producir una agresión digestiva y un desequilibrio de la microbiota intestinal.

A microbiota intestinal

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¿La microbiota podría ser útil para futuros tratamientos?

V.G.: La investigación sobre la microbiota avanza4,5 y, con el tiempo, mejorará significativamente la calidad de vida de las pacientes con endometriosis y que tienen trastornos digestivos6. Mientras esperamos los futuros descubrimientos médicos, la toma de probióticos es uno de los elementos indicados para restablecer el buen funcionamiento de la microbiota intestinal y reducir la inflamación. El problema es la falta de información. Tengo pacientes que no ven la necesidad de tomarlos, otras que los toman de manera episódica y otras que vuelven y me dicen que el tratamiento no funciona…

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Diferentes casos que necesitan un trabajo explicativo con cada paciente.  Hay que recordar que el contexto de la toma es importante, que el consumo de un probiótico debe acompañarse de una consulta a un experto… Existen una gran variedad de cepas de probióticos que pueden tener un efecto beneficioso en caso de endometriosis. Lo que se busca con un tratamiento con probióticos es que la paciente se vuelva autónoma, que escuche más las señales que le envía su organismo y que recupere una buena comodidad de vida. El retorno a una vida normal y una mejora del dolor, para nosotros, es una victoria.

Probióticos

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«Sí, la alimentación puede aliviar el dolor digestivo en caso de endometriosis.»

Dr. Laetitia Viaud Poubeau

(sidenote: Dra. Laetitia Viaud Poubeau, Doutorada em medicina, especializada em medicina funcional e nutricional. Com um doutoramento em medicina geral, enriqueceu o seu currículo com diversas formações em micronutrição. A descoberta da relação entre o impacto da saúde da microbiota e as diversas patologias ditas de civilização tornaram-se uma paixão. O conjunto dessas competências adquiridas permitem-lhe satisfazer mais eficazmente as necessidades dos seus pacientes. )

¿Una buena alimentación permite equilibrar la microbiota intestinal de las mujeres que padecen una endometriosis? 


Laetitia Viaud Poubeau: En caso de endometriosis, una alimentación de tipo mediterráneo, es decir, rica en verdura, fruta, legumbres, cereales integrales, pero también en ácidos grasos omega-3, a la vez prebióticos y antiinflamatorios, solo puede ser beneficiosa para la microbiota intestinal. Esta alimentación con virtudes antiinflamatorias favorece el desarrollo de una (sidenote: Flora eubiótica Flora chamada “de equilíbrio”. Iebba V, Totino V, Gagliardi A, et al. Eubiosis and dysbiosis: the two sides of the microbiota. New Microbiol. 2016 Jan;39(1):1-12. ) , rica en bifidobacterias y lactobacilos.7-9 El interés de esta alimentación es múltiple:  permite equilibrar la microbiota intestinal, luchar eficazmente contra la permeabilidad intestinal y reducir así la inflamación.

Dieta

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¿Cuáles son los alimentos que deben evitarse cuando se padece una endometriosis?


L. V.-P.: Lo que llamamos la «Western Diet»,8,10 es decir, una alimentación occidental rica en alimentos transformados, azúcar refinado, sal, grasas saturadas (carne roja, por ejemplo) y grasas trans (bollería, por ejemplo)11, es especialmente nefasta para la microbiota intestinal. La dieta occidental puede provocar una disbiosis intestinal capaz de producir, con el tiempo, complicaciones más o menos importantes para el organismo. A esta lista de alimentos que deben evitarse, conviene añadir el alcohol fuerte, las bebidas tipo refresco, jarabe y zumo de frutas, especialmente ricas en azúcares y/o edulcorantes.  Algunos estudios muestran también el interés de disminuir el consumo de gluten, que reforzaría la inflamación de la enfermedad.8,12,13

En cambio, las opiniones están divididas respecto al consumo de productos lácteos de origen animal. Estos últimos no parecen ser un factor de aumento de riesgo de endometriosis.14,15 Sin embargo, su contenido en hormonas de crecimiento puede reforzar el terreno de (sidenote: Hiperestrogenismo Secreção de estrogénio normal ou alta, porém prolongada em relação à secreção de progesterona. Norman Lavin (1 April 2009). Manual of Endocrinology and Metabolism. Lippincott Williams & Wilkins. p. 274. ISBN 978-0-7817-6886-3. Retrieved 5 June 2012 ) para las pacientes que padecen una endometriosis16. Además, una hipersensibilidad a las proteínas de la leche mantiene un ruido de fondo inflamatorio8, es decir, una inflamación permanente, crónica. 

Conviene ser prudente también con los aditivos, los antibióticos agroalimentarios, los perturbadores endocrinos, los pesticidas y otros contaminantes químicos que se encuentran en nuestra alimentación y que pueden alterar el equilibrio de las microbiotas.

Alimentos que hay que evitar en caso de endometriosis

  • alimentos transformados
  • azúcar refinado
  • sal
  • grasas saturadas (carne roja...) 
  • grasas trans (bollería...)
  • refrescos, jarabes, zumos de frutas
  • alcohol fuerte
  • reducir el consumo de gluten

¿Cuáles son las consecuencias de la dieta de tipo occidental («Western Diet») sobre la microbiota intestinal? ¿Cuáles son las alternativas en términos de alimentación?

L. V.-P.: La disbiosis intestinal producida por la dieta occidental se traduce por una incomodidad intestinal, que puede ir desde el estreñimiento hasta la diarrea. En numerosas mujeres que padecen una endometriosis, también se observan hinchazón, espasmos intestinales y gases más o menos malolientes. 


En estos casos, recomendamos una dieta sin (sidenote: “Fermentable Oligo, Di, Monosaccharides And Polyols”: Glucides fermentescibles. ) o de protección digestiva para aliviar con rapidez a las pacientes.17 La dieta de protección digestiva se basa en reglas higiénico-dietéticas sencillas: evitar las hortalizas crudas y las frutas crudas, la lactosa y el gluten, las bebidas irritantes como el café, el alcohol fuerte y los refrescos, limitar los cítricos y las crucíferas... Puede mantenerse durante 4 a 6 semanas, es menos exigente que la dieta sin FODMAP y, sobre todo, no altera el equilibrio de la microbiota intestinal.18

En Francia, durante todo el mes de marzo, el Institut du Microbiote y la (sidenote: https://www.fondation-endometriose.org/ ) se movilizan para sensibilizar al gran público y a los profesionales de la salud sobre las posibles relaciones entre la microbiota y la endometriosis. La Fondation pour la Recherche sur l'Endométriose apoya proyectos de investigación sobre la endometriosis. A través de una donación a la Fondation pour la Recherche sur l’Endométriose, usted contribuye a la apertura de nuevos proyectos de investigación, necesarios para comprender mejor la enfermedad y potencialmente las relaciones con la microbiota.

Visite https://www.fondation-endometriose.org/.

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Fontes

1. Nezhat C, Nezhat F, Nezhat C. Endometriosis: ancient disease, ancient treatments. Fertil Steril 2012 ; 98 (6 Suppl) : S1-62

2. Kvaskoff M. Epidémiologie de l’endométriose. In : Petit E, Lhuillery D, Loriau J, Sauvanet E. Endométriose : Diagnostic et prise en charge. Issy-les-Moulineaux : Elsevier Masson ; 2020. P.9-14

3. Jayashree B, Bibin YS, Prabhu D, et al. Increased circulatory levels of lipopolysaccharide (LPS) and zonulin signify novel biomarkers of proinflammation in patients with type 2 diabetes. Mol Cell Biochem. 2014 Mar;388(1-2):203-10

4. Jiang I, Yong PJ, Allaire C, et al. Intricate Connections between the Microbiota and Endometriosis. Int J Mol Sci. 2021 May 26;22(11):5644

5. Ata B, Yildiz S, Turkgeldi E, et al. The Endobiota Study: Comparison of Vaginal, Cervical and Gut Microbiota Between Women with Stage 3/4 Endometriosis and Healthy Controls. Sci Rep. 2019 Feb 18;9(1):2204

6. Cani PD, Delzenne NM. The gut microbiome as therapeutic target. Pharmacology & Therapeutics. 2011. Vol 130, Issue 2: 202-12

7. Holscher HD, Dietary fiber and prebiotics and the gastrointestinal microbiota. Gut Microbes. 2017 Mar 4;8(2):172-184.

8. Panizza D. L’intestin et le poids. De la dysbiose au surpoids, de l’inflammation à l’obésité. Muret: Edition Géo Reflet; 2017. 

9. Missmer SA, Chavarro JE, Hankinson SE, et al. A prospective study of dietary fat consumption and endometriosis risk. Hum Reprod. 2010 Jun; 25(6): 1528-35.

10. Zinöcker MK, Lindseth IA. The Western Diet-Microbiome-Host Interaction and Its Role in Metabolic Disease. Nutrients. 2018 Mar 17;10(3):365. 

11. Yamamoto A, Harris HR, Vitonis A et al. A prospective cohort study of meat and fish consumption and endometriosis risk. Am J Obstet Gynecol. 2018 Aug; 219(2):178.e1-178.e10.

12. Marziali M, Venza M, Stolfi VM. Gluten-free diet: a new strategy for management of painful endometriosis related symptoms? Minerva chir. 2012 Dec; 67(6):499-504.

13. Marziali M, Capozzolo T. Role of Gluten-Free Diet in the Management of Chronic Pelvic Pain of Deep Infiltranting Endometriosis. J Minim Invasive Gynecol. Nov-Dec 2015; 22(6S):S51-S52.

14. Xiangying Qi, Wenyan Zhang, Mingxiu Ge, et al. Relationship Between Dairy Products Intake and Risk of Endometriosis: A Systematic Review and Dose-Response Meta-Analysis. Front nutr. 2021 Jul 22;8:701860.

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16. Maruyama K, Oshima T, Ohyama K. Exposure to exogenous estrogen through intake of commercial milk produced from pregnant cows. Pediatr int. 2010 Feb; 52(1):33-8.

17. Moore JS, Gibson PR, Burgell RE et al. Endometriosis in patients with irritable bowel syndrome: Specific symptomatic and demographic profile, and response to the low FODMAP diet. Aust NZJ Obstet Gynaecol. 2017 Apr; 57(2):201-205. 

18. Heidi Maria Staudacher. Nutritional, microbiological and psychosocial implications of the low FODMAP diet. J Gastroenterol Hepatol. 2017 Mar; 32 Suppl 1:16-19.

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