A microbiota ORL

O termo ORL inclui três parte do corpo: ouvidos, nariz e garganta (que também inclui a boca). A microbiota ORL (otorrinolaringológica) é composta por três tipos diferentes de flora bacteriana: a microbiota oral, a microbiota auricular e a microbiota nasofaríngea.

Publicado em 17 Agosto 2021
Atualizado em 03 Janeiro 2022

Sobre este artigo

Publicado em 17 Agosto 2021
Atualizado em 03 Janeiro 2022

Várias doenças podem resultar do seu desequilíbrio. 

  • A microbiota oral junta mais de 700 espécies bacterianas, que contribuem para a saúde oral (dentes, gengivas, língua, etc.) e, de uma forma geral, para a saúde como um todo. Uma alteração neste equilíbrio (disbiose), resultado de uma má higiene oral, de um défice imunitário ou de origem genética pode levar a infeções locais (cáries, periodontites, etc.) que podem evoluir ou causar doenças mais graves, como doenças cardiovasculares. Higiene e cuidados dentários continuam a ser o método mais efetivo de prevenção.
  • No canal auditivo, a composição da microbiota auricular é muito aproximada à da pele. Trabalhos recentes mostraram a presença inofensiva de Alloiococcus otitis e Corynebacterium otitidis, duas espécies bacterianas que até hoje só tinham sido associadas a infeções do ouvido médio.  Esta descoberta sugere que o canal auditivo funciona como um reservatório de infeções para o ouvido médio.
  • Ainda que próxima da microbiota oral, a microbiota nasofaríngea, que cobre a vias áreas e a faringe, é composta por germes muito diferentes.

Analisar a microbiota ORL pode levar a diagnósticos precoces de várias doenças que surgem por causa da (sidenote: Disbiose A "disbiose" não é um fenómeno homogéneo – varia em função do estado de saúde de cada indivíduo. É geralmente definida como uma alteração da composição e do funcionamento da microbiota, causada por um conjunto de fatores ambientais e relacionados com o indivíduo que perturbam o ecossistema microbiano. Levy M, Kolodziejczyk AA, Thaiss CA, et al. Dysbiosis and the immune system. Nat Rev Immunol. 2017;17(4):219-232. ) e pode ainda contribuir para o desenvolvimento da medicina personalizada com base em probióticos

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