Acne

Acne, que é um problema muito comum de pele durante a adolescência, é causada por alterações hormonais associadas ao desequilíbrio da microbiota cutânea, em benefício de uma bactéria: Propionibacterium acnes.

Publicado em 02 Novembro 2020
Atualizado em 15 Dezembro 2021

Sobre este artigo

Publicado em 02 Novembro 2020
Atualizado em 15 Dezembro 2021

Ainda que afete a cara em 95 % dos casos, as lesões acneicas podem ser observadas nas costas, pescoço e na zona anterior do tórax. Um quarto dos adultos é afetado, particularmente as mulheres.

Lesões diversas

A acne é uma doença dos folículos pilosos, que combinam o pelo com uma glândula sebácea. Esta condição cutânea é caraterizada por vários tipos de lesões, dependendo do estádio: pontos negros e pontos brancos são o primeiro estádio da acne, depois as pápulas e pústulas que correspondem a um estádio inflamatório.


O papel da microbiota cutânea

Genéticas, hormonais, higiene… Há muitas causas para a acne mas todas têm uma coisa em comum: o envolvimento da bactéria Propionibacterium acnes no seu desenvolvimento. Este germe, naturalmente presente na pele, multiplica-se num ambiente excecionalmente sebáceo e leva a um desequilíbrio na microbiota cutânea. A pele reage a esta disbiose local, gerando inflamação.
É agora bem conhecido que as doenças crónicas da pele estão muitas vezes associadas a outros problemas. Como no caso da acne, onde há uma substancial prevalência de stress, ansiedade e depressão associados a problemas gastrointestinais funcionais nas pessoas afetadas. A hipótese corrente aponta para interações alteradas no eixo “cérebro-intestino-pele”, o que pode causar disbiose e inflamação locais e sistémicas.

Um tratamento feito à medida

O tratamento da acne depende da sua gravidade e do seu impacto psicológico. Tratamentos orais e/ou tópicos (antibióticos ou isotretinoína) associados a uma boa higiene geralmente dão bons resultados. Contudo, com o advento da resistência antibiótica, a busca por uma alternativa segura e eficaz tornou-se necessária. Durante vários anos, os probióticos (locais ou orais) têm sido estudados para fins terapêuticos. Alguns mostraram claramente os benefícios dos lactobacilos (Lactobacillus acidophilus e Lactobacillus paracasei) na barreira cutânea, sensibilidade da pele, hidratação e funcionamento da epiderme.

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