Transtornos do espetro do autismo

Transtornos do espetro autismo (TEA) referem-se a um conjunto de doenças neurobiológicas que afetam as interações sociais. Podem ter uma origem gastrointestinal. 

Publicado em 15 Outubro 2020
Atualizado em 15 Dezembro 2021
Actu PRO : Autisme : découverte d’un nouveau lien avec le microbiote intestinal

Sobre este artigo

Publicado em 15 Outubro 2020
Atualizado em 15 Dezembro 2021

Os TEA incluem o autismo, claro, mas também a Síndrome de Asperger, a Síndrome de Landau-Kleffner e a PGD-SOE (Perturbação Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação).

Rapazes 4 vezes mais afetados que raparigas

Em todo o mundo, os transtornos do espetro autismo afetam aproximadamente uma em cada 160,2 crianças, afetando 4 vezes mais os rapazes que as raparigas.
Apesar da diversidade dos transtornos, os TEA têm características em comum: problemas de comunicação, alterações nas relações sociais, interesses limitados e problemas de comportamento.

Sinais indicativos para estar atento

Certos sinais indicativos devem ser vistos em consulta: uma criança que seja indiferente aos sons em seu redor, que não aponte com o dedo, que evite o contacto com os olhos, que não reage a separações ou encontros, cujas atividades motoras sejam limitadas e repetitivas, etc. Apenas um especialista pode sugerir ou excluir um diagnóstico de TEA e definir o tratamento.

Causas ainda desconhecidas

Ainda que as causas para os transtornos do espetro autismo permaneçam desconhecidas, investigadores têm estudado de perto as causas relacionadas com fatores ambientais e genéticos. Além disso, estudos clínicos têm demonstrado a existência de disbiose em crianças autistas,5 associada a uma alteração na atividade metabólica na microbiota intestinal.

Nenhum tratamento até à data

Esta descoberta leva à ideia de que corrigir desequilíbrios no ecossistema digestivo pode melhorar as anomalias comportamentais nos TEA e abrir novas perspetivas terapêuticas. Estudos clínicos acerca das conexões biológicas entre o autismo e a microbiota intestinal têm vindo a ser avaliados.

Até à data, nenhuma medicação cura os TEA; um tratamento específico para as necessidades de cada criança pode, ainda assim, melhorar consideravelmente a sua qualidade de vida.

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