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Eczema alérgico

O eczema alérgico, ou dermatite atópica, é uma doença da pele que combina a secura da pele com comichão. Não contagioso, este problema de pele aparece provavelmente por predisposição para alergias, onde a microbiota desempenha um papel importante. 

Três vezes mais comum do que há 30 anos, hoje, o eczema afeta até 20 % das crianças. Tornou-se o problema de pele mais comum na infância nos países desenvolvidos. Contudo, na maioria dos casos, o eczema desaparece na adolescência e apenas 10 a 15 % dos doentes fica afetado para o resto da vida. 

Uma resposta imunitária excessiva

O eczema está relacionado com uma predisposição genética que altera a barreira cutânea. Esta alteração abre caminho para que alergénios penetrem na pele, o que causa uma resposta imunitária excessiva. Podem ainda estar envolvidas alterações, observadas nestes doentes, na composição e diversidade das microbiotas intestinal e cutânea.
 
O eczema aparece muito cedo na infância (entre os 1 e os 3 meses) com pele áspera e seca e o aparecimento de manchas vermelhas que dão muita comichão durante as crises inflamatórias.

Limitar a irritação da pele

O tratamento para o eczema tenta, primeiro, limitar a irritação da pele (vestindo roupas de algodão, usando géis sem sabão, sendo cauteloso a lavar a pele, etc.) e reduzir as lesões cutâneas através de cremes hidratantes e esteroides de uso tópico. Nos casos mais graves, o médico pode prescrever anti-histamínicos a curto prazo.

Os probióticos melhoram os sintomas

Outra abordagem: corrigir a disbiose (desequilíbrio na flora intestinal) modificando as microbiotas intestinal e cutânea. Vários estudos têm mostrado que os probióticos melhoram os sintomas do eczema (em particular lactobacilos) e reduzem a inflamação intestinal nos bebés afetados. Dados como tratamento preventivo na mulher grávida, podem reduzir a frequência dos sintomas no bebé.

 

Fontes:
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