A diabetes altera a microbiota cutânea, tornando a cura mais difícil

Actu GP Microbiote cutané et diabétiques

Em comparação com a população em geral, a pele dos doentes diabéticos contém uma microbiota cutânea menos rica, o que provavelmente impedirá a cura das feridas crónicas.

 

Os investigadores compararam a flora cutânea de doentes diabéticos com aquela de pessoas saudáveis, com um foco particular nos microrganismos que colonizam uma úlcera no pé durante a fase de cura.

Embora os grupos primários na microbiota cutânea tenham sido os mesmos em doentes diabéticos, a doença afetou a sua diversidade. Os doentes diabéticos tiveram, em comparação com indivíduos saudáveis, uma queda dramática na diversidade microbiana, o que foi ainda mais dramático em caso de úlcera.

Segundo os autores do estudo, este menor nível de diversidade da microbiota cutânea poderia levar a uma maior vulnerabilidade às infeções; extrapolada para a diabetes, esta teoria sugere que as mudanças na microbiota cutânea poderiam ser um fator que contribuísse para dificultar tanto a cura destas feridas crónicas.

 

Fontes:
Gardiner et al. (2017), A longitudinal study of the diabetic skin and wound microbiome. PeerJ 5:e3543; DOI 10.7717/peerj.3543