As forças bacterianas do eixo intestino-pulmão em guerra contra a tuberculose

Na origem da tuberculose está uma bactéria, a Mycobacterium tuberculosis, cujo nome de código é: Bacilo de Koch (do nome do seu descobridor). No coração da infeção: as microbiotas do intestino e dos pulmões. Entre os possíveis complementos das terapias atuais: bactérias benéficas. 

A microbiota pulmonar Já ouviu falar de “disbiose”? Probióticos A microbiota intestinal

Tuberculose: doença infeciosa, altamente transmissível que afeta (sidenote: Tuberculosis_WHO Oct 2021 ) . Embora os casos sejam mais raros nos países desenvolvidos graças à vacinação, a tuberculose ainda é um problema importante de saúde pública. A pandemia da COVID-19 inverteu anos de progresso global na luta contra a tuberculose: pela primeira vez em mais de uma década, as mortes por tuberculose aumentaram no mundo, (sidenote: Tuberculosis deaths rise for the first time in more than a decade due to the COVID-19 pandemic _WHO Oct 2021 ) (OMS). As vítimas colaterais seriam as nossas microbiotas intestinal e pulmonar, que estariam fortemente implicadas nesta infeção.

A microbiota intestinal desequilibrada 

Primeira microbiota afetada: a nossa flora intestinal que atua em estreita colaboração com as nossas células imunitárias ao longo da nossa vida. Nos pacientes com tuberculose, esta microbiota está “a meio mastro”. ela perdeu a sua diversidade, algumas bactérias estão menos presentes mas outras são abundantes. O desequilíbrio de algumas espécies de bactérias (disbiose) poderia mesmo ser característica das fases de progressão da doença.

1,4 milhões Em 2019, 1,4 milhões de pessoas morreram com tuberculose (OMS,2020).

Para além disso, parece que, a partir de experiências com animais, essas perturbações no equilíbrio da microbiota intestinal reduzem a eficácia dos fármacos antituberculose. Daí a ideia, que ainda precisa de ser confirmada, de reequilibrar a microbiota intestinal com os probióticos e (sidenote: Postbióticos Preparação de microrganismos inanimados e/ou componentes que conferem uma vantagem à saúde do hospedeiro. Salminen S, Collado MC, Endo A, et al. The International Scientific Association of Probiotics and Prebiotics (ISAPP) consensus statement on the definition and scope of postbiotics. Nat Rev Gastroenterol Hepatol. 2021 Sep;18(9):649-667. ) . Objetivo: reforçar a eficácia dos medicamentos antituberculose e também melhorar as defesas imunitárias dos pacientes contra a bactéria responsável pela tuberculose.

A microbiota pulmonar igualmente afetada

Neste campo, os estudos são mais raros. Porém, os seus resultados convergem com aqueles do nível intestinal: baixa da diversidade da microbiota dos pacientes, modificação das espécies dominantes. Em resumo: uma disbiose pulmonar também é observada em caso de infeção. Esta microbiota pulmonar poderia, também, participar não apenas no desenvolvimento da doença mas também na eficácia do tratamento.

As forças do eixo intestino-pulmão na infeção

Apesar de ocuparem localizações distintas, as microbiotas digestiva e pulmonar estão longe de agir de modo isolado. Estas duas microbiotas comunicam de modo estreito e a sua diversidade evolui em espelho: a microbiota intestinal participa nas respostas imunitárias pulmonares, e a infeção pulmonar também tem influência na composição da microbiota intestinal. Assim, não são apenas duas microbiotas mas todo um eixo intestino-pulmão que desempenhariam um papel na infeção e no tratamento da tuberculose. Pode ser considerada uma nova abordagem para o tratamento.

Recomendado pela nossa comunidade

"Importante saber" - Comentário traduzido de Linda Snow (Da My health, my microbiota)

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Covid-19: a mortalidade prevista pelas bactérias da microbiota da orofaringe?

E se a abundância de bactérias da microbiota da orofaringe bastasse para predizer a mortalidade dos pacientes com Covid-19 desde a sua admissão no hospital? É o que parece mostrar este estudo, que confirma o quanto os tratamentos com antibióticos ou a ventilação desestabilizam esta microbiota.

Desapareceu a estratificação dos pacientes com Covid-19 admitidos nos hospitais com base na sua idade ou obesidade. No futuro, a medição da abundância de 2 espécies de bactérias da microbiota da orofaringe poderia ser a referências, pois é mais fiável. É, em todo caso, o que aparece nos trabalhos de uma equipa alemã que estudou esta microbiota como papel central: ela regula a imunidade do hospedeiro, a homeostasia das mucosas e a defesa contra os agentes patogénicos. Entretanto, os estudos anteriores revelaram-se pouco conclusivos. Sem dúvida, porque a maioria deles estudou apenas pacientes com COVID-19 grave, para os quais numerosos fatores de confusão (antibióticos, ventilação mecânica invasiva...) tiveram impacto na diversidade e na composição da microbiota recolhida.

Quando os antibióticos e a ventilação perturbam a microbiota da orofaringe 

Este estudo clínico transversal e multicêntrico (7 centros alemães) adotou a sua metodologia: as microbiotas da orofaringe foram recolhidas em 72 adultos saudáveis, 112 pacientes com outra infeção que não o SARS-CoV-2 (infeções respiratórias superiores leves ou pneumonia crítica) e em pacientes com COVID-19 leve (36), moderada (37) e grave (65). Ou seja, um total de 322 pacientes com idades entre os 21 e os 93 anos.

Os resultados? A administração de antibióticos de largo espectro e a ventilação mecânica invasiva parecem desestabilizar a microbiota da orofaringe: uma perda da diversidade e uma disbiose grave foram confirmadas nos pacientes com COVID-19 admitidos num hospital com COVID-19 moderada ou grave ou no caso da recolha ter sido realizada durante um internamento prolongado.

Duas espécies bacterianas prevêem a mortalidade

Mas sobretudo, as amostras recolhidas rapidamente após a admissão (para não haver perturbação pelos tratamentos nos hospitais) apresentaram uma assinatura preditiva da mortalidade associada à COVID-19 no hospital, de acordo com modelos de inteligência artificial (aprendizagem automática). Assim, a abundância, pelo menos, de dois géneros de bactérias Neisseria (e mais especificamente a espécie Neisseria subflava) e Haemophilus (espécies Haemophilus influenzeae, parainfluenzae e pittmaniae) aumenta fortemente o risco de morte. E este modelo preditivo mostra ser mais fiável do que os modelos que se baseiam em variáveis clínicas como a idade, o sexo e a obesidade. Os mecanismos em questão não foram ainda descodificados mas estas bactérias poderiam regular as respostas imunitárias inatas e a produção de citocinas.

Assim, a assinatura preditiva da microbiota da orofaringe, facilmente acessível na admissão, poderia permitir uma estratificação dos pacientes. Então, isto levará a um melhor acompanhamento, um tratamento adaptado desde as primeiras fases e uma otimização dos meios e do pessoal de cuidados intensivos atribuídos.

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Um centro internacional de conhecimento sobre as microbiotas!

A microbiota é uma área da saúde em crescimento e os cientistas consideram-na o órgão recém-descoberto do corpo humano. À medida que a investigação científica com ela relacionada cresce, é agora claro que os triliões de microrganismos (bactérias, vírus e fungos) que compõem a microbiota têm um impacto comprovado em domínios sanitários como as doenças digestivas, a saúde feminina e infantil, etc.. Para divulgar os conhecimentos sobre a microbiota e aumentar a consciencialização para a respetiva problemática, o Biocodex Microbiota Institute concebeu um centro de conhecimento dedicado à microbiota centrado no utilizador que proporciona aos seus visitantes informações atualizadas, adequadas e de confiança para uma melhor saúde.

Já alguma vez ouviu falar da palavra “disbiose”? Ou sobre os benefícios dos probióticos para sua saúde? Já sabia que a microbiota intestinal é um bom indicador da longevidade? Ou que sua microbiota vaginal consiste em centenas de bactérias que ajudam a manter um ambiente vaginal saudável? Tanto os curiosos como os especialistas encontrarão aqui as respostas para estas perguntas.

 

Um centro concebido em torno de três grandes áreas da saúde e centrado em percursos personalizados:

Com foco nos intestinos,

“O poder do nosso Intestino”: criado especificamente para destacar a sua importância, aborda temas como o “eixo intestino-cérebro”, as doenças digestivas e respetivas soluções.

Com foco na saúde das mulheres de todas as idades

“A microbiota feminina”: analisa todos os assuntos relativos ao tema, como a puberdade, a gravidez, as respetivas doenças e como cuidar de tudo isto.

Com foco nas outras microbiotas

“As maravilhas da nossa microbiota”: reúne diferentes assuntos como a microbiota cutânea, otorrinolaringológica ou pulmonar e as funções que as mesmas desempenham no corpo.

As informações sobre a microbiota, redigidas por cientistas, ficam ao dispor de todos através de notícias, entrevistas com médicos, dossiers temáticos, infografias, conteúdos aprofundados e até mesmo histórias na versão móvel.

“Temos a expetativa de aumentarmos a consciencialização para o papel fundamental deste importante órgão através de conteúdos fiáveis, atualizados e úteis para os médicos e para o público em geral, afirma Murielle Escalmel, Diretora de Comunicação Científica Institucional. Graças a este centro de conhecimento dedicado à microbiota, pretendemos firmar o Biocodex Microbiota Institute como uma importante fonte de informação para quem pretende conhecer melhor a nossa microbiota. Mantemos igualmente a nossa promessa: a informação científica ao serviço da nossa saúde!”

Sobre o Microbiota Institute 

O Biocodex Microbiota Institute é uma instituição científica internacional que visa promover a saúde através da divulgação de conhecimentos sobre a microbiota humana. Para o fazer, dirige-se aos profissionais de saúde e ao público em geral para os consciencializar para o papel fundamental desse órgão ainda pouco conhecido do corpo humano.

Contacte-nos

Olivier VALCKE

Public Relation & Editorial Manager
Phone : +33 1 41 24 30 00
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Um centro internacional de conhecimento dedicado à microbiota!

Quer manter-se informado sobre a microbiota? Necessita de aprofundar os seus conhecimentos? Procura um parceiro útil e de confiança no que respeita a investigação e a informações relativas à prática clínica? O Biocodex Microbiota Institute lança um centro de conhecimento dedicado à microbiota. Este site foi concebido para lhe fornecer conteúdos fiáveis, atualizados e adequados. Foi também projetado para refletir o dinamismo e a inovação da microbiota humana.

Disponível em 7 línguas (inglês, francês, espanhol, russo, polaco, turco e português), este centro internacional online disponibiliza as últimas notícias e dados científicos sobre a microbiota, incluindo conteúdos exclusivos do Instituto, como a revista Microbiota, dossiers temáticos, cursos de formação contínua de medicina e entrevistas com especialistas.

Um parceiro útil e de confiança para os profissionais de saúde 

Numa secção dedicada aos profissionais de saúde, encontrará também infografias práticas e pedagógicas, como: "O que são os probióticos? ” ou “O que necessita de saber sobre as 6 microbiotas do corpo humano”, que poderá transferir e partilhar facilmente com os seus pacientes. Quer partilhar outras informações com os seus pacientes? Convide-os a descobrirem a secção destinada ao público em geral do site através de percursos online dedicados, onde poderão encontrar conteúdos atualizados, úteis e de fácil compreensão.

Mantenha-se atento, mantenha-se atualizado!

Também se encontram disponíveis neste centro calendários de congressos, onde poderá encontrar os próximos eventos sobre a microbiota. E depois da sua passagem pelo site, não se esqueça de se inscrever online para receber o “Microbiota Digest”, um boletim mensal com as últimas novidades sobre a microbiota. Deseja partilhar uma publicação? Seguir o tweet ao vivo de uma conferência (WGO, ESPGHAN, etc.)? Ou navegar pela nova conta do Twitter do Microbiota Institute (@Microbiota_Inst) concebido para chegar ao maior número possível de membros da comunidade dos profissionais de saúde que desejem estar ao corrente das novidades mais recentes no domínio da microbiota. Ao fornecer aos profissionais de saúde as mais recentes notícias e dados científicos e ainda uma variedade de ferramentas e serviços pedagógicos, o site do Biocodex Microbiota Institute visa ajudar os profissionais de saúde a melhorarem diariamente a compreensão dos seus pacientes sobre as respetivas doenças. 

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Disbiose da microbiota intestinal e autismo: desvendado o papel da alimentação

É uma teoria que progride, baseada num certo número de estudos: um desequilíbrio da microbiota intestinal que desempenharia um papel importante, mesmo causal, nos distúrbios do espectro autista. Visar a microbiota pode ajudar a tratar o autismo? Esta disbiose não seria uma causa mas uma consequência dos comportamentos alimentares associados ao autismo, afirmam os autores de um vasto estudo metagenómico publicado na revista Cell.

A hipótese de uma ligação entre a microbiota intestinal e os distúrbios do espectro autista tem suscitado um grande interesse ao longo de vários anos no interior da comunidade científica. É verdade que se tem vindo a acumular provas da relação entre a microbiota intestinal e certas doenças neuropsiquiátricas. Para além disso, estudos com ratos mostraram que um transplante fecal de pacientes autistas provocaria “comportamentos autistas”. Enfim, estes pacientes autistas sofrem frequentemente de problemas gastrointestinais. Impulsionadas por este conjunto de índices, muitas equipas procuraram destacar um papel importante, até mesmo causal, de uma disbiose intestinal no autismo. Neste caso, poderíamos compreender melhor, diagnosticar e mesmo tratar os distúrbios do espectro autista focando-nos na microbiota.

Disbiose e autismo: uma relação sobrestimada?

Porém, tendo em consideração o conjunto destes estudos e as metanálises já realizadas sobre o assunto, uma equipa de investigadores australianos estimaram que tirar tal conclusão seria ir depressa demais. Diferentes nas suas metodologias, incluindo em geral, pequenas populações submetidas a certos preconceitos, considerando raramente fatores confusos como a alimentação ou a idade e não concordantes nos seus resultados, segundo os cientistas, estes estudos não forneciam dados convincentes. 

Os investigadores realizaram, então, um estudo metagenómico da microbiota intestinal de 247 crianças australianas (das quais 99 com diagnóstico de autismo e 148 saudáveis). As suas análises também integraram outros numerosos dados conhecidos por causar impacto na microbiota intestinal: nutricionais, clínicos, genéticos, psicométricos, demográficos... Eles descobriram que a composição da microbiota intestinal das crianças apresentavam diferenças insignificantes dependendo do facto de terem sido ou não diagnosticadas com autismo. Apenas a abundância da espécie Romboutsia timonensis mostrava estar relacionada com o espectro autista. Para além disso, eles não conseguiram reproduzir os resultados dos estudos estabelecendo uma relação entre certas espécies da microbiota, como a Prevotella e o Bifidobacterium e o autismo. 

Uma microbiota pouco diversificada associada a uma alimentação pouco diversificada

Entretanto, o estudo revelou variações na composição da microbiota intestinal nas crianças autistas em função da alimentação, da consistência das fezes e da idade. Certos hábitos autistas como a redução do interesse, os comportamentos repetitivos e as preferências sensoriais podem influenciar a alimentação. Segundo os investigadores, o autismo provocaria uma alimentação menos variada, logo, de qualidade inferior. Esta provocaria uma redução da diversidade da microbiota intestinal que, por sua vez, induziria a fezes mais moles que podem refletir problemas digestivos. 

Amplamente noticiada nos meios de comunicação, esta publicação vai contra as teorias sobre a relação entre a microbiota intestinal e o autismo. Entretanto, os autores estimam que as intervenções nutricionais permitiriam às crianças autistas um reequilíbrio das suas microbiotas e, assim, diminuir os distúrbios intestinais, melhorando a sua saúde em geral

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A microbiota intestinal como causa do autismo: o fim de um mito?

Um desequilíbrio da microbiota intestinal seria a causa do autismo? Eis uma hipótese científica que vai de vento em popa. Mas não confundamos causa e consequência, alertam hoje os cientistas australianos. Publicados na revista Cell, os seus trabalhos revelam que são os componentes alimentares das pessoas autistas que interferem nas suas microbiotas e não o contrário.

A microbiota intestinal Transtornos do espetro do autismo

A procura de uma relação entre a microbiota intestinal e o autismo tem estado muito ativa durante vários anos. É verdade que o intestino é o nosso “segundo cérebro” e que algumas doenças neuropsiquiátricas como a depressão estão associadas aos desequilíbrios da flora. Para além disso, os ratos inoculados com bactérias intestinais de pessoas com autismo, desenvolveram “comportamentos autistas”. E para mais, estas pessoas têm frequentemente problemas digestivos. Daqui até pensar que os distúrbios do espectro autista se devem a distúrbios da microbiota intestinal, e que poderíamos tratar o autismo reequilibrando a microbiota intestinal é apenas um pequeno passo.

Disbiose e autismo: uma relação sobrestimada?

Um passo que não deve ser dado, estimam os investigadores australianos, mesmo que alguns estudos pareçam mostrar particularidades da microbiota intestinal em crianças autistas. Tendo em conta o conjunto de publicações sobre o assunto, estima-se que a relação causal entre a flora intestinal e o autismo não foi provada. Diferentes nos seus protocolos de investigação, frequentemente baseados em pequenos números, tendo raramente em conta os fatores “confusos” como a alimentação, que também pode variar a composição da microbiota intestinal, não concordam nos seus resultados de análise microbiana... Os trabalhos não fornecem, segundo os cientistas, dados convincentes. 

Arregaçaram as mangas e, assim, os investigadores realizaram um vasto estudo da microbiota intestinal com 247 crianças australianas (das quais 99 com diagnóstico de autismo e 148 saudáveis). Analisaram espécies bacterianas presentes nas amostras, tendo em conta a consistência das fezes e outros fatores conhecidos por terem um impacto na microbiota intestinal como a alimentação, o sexo ou a idade. Resultado: o diagnóstico de autismo não está significativamente associado com a composição da microbiota intestinal.

Uma flora intestinal desequilibrada devido a uma alimentação pouco diversificada

Entretanto, o estudo revela que a composição da microbiota intestinal destas crianças autistas está fortemente associada à alimentação, à consistência das fezes e à idade. A redução do interesse e os comportamentos repetitivos são traços autistas típicos. A maioria das crianças autista prefere comer sempre os mesmos alimentos ou consideram desmotivantes certos gostos, cheiros e texturas, relembra uma das investigadoras. 

Estes resultados sugerem, então, que o autismo provoca uma alimentação menos variada (ou seja, de qualidade inferior), o que causa uma redução na diversidade da microbiota intestinal que, por sua vez, induz a fezes mais moles. Amplamente noticiada nos meios de comunicação, esta publicação vai contra as teorias sobre a relação entre a microbiota intestinal e o autismo. Os autores estimam, entretanto, que as abordagens nutricionais permitiriam reequilibrar a microbiota das crianças autistas e aliviar os seus distúrbios gastrointestinais melhorando a sua saúde em geral.

Recomendado pela nossa comunidade

"Muito obrigado pela informação, agradeço muito!!" - Comentário traduzido de Sybil Blue (Da My health, my microbiota)

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Xpeer: A relação entre a microbiota intestinal e a doença metabólica

Karine Clément, especialista em nutrição de renome, guia-o através da "relação entre o microbiota intestinal e as doenças metabólicas". Obtém a tua formação gratuita aqui!

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52% Apenas 1 em cada 2 pessoas que sofreram de uma patologia digestiva envolvendo a microbiota, associa os dois

Sinopse do curso

  • Nos últimos anos, mais e mais descobertas têm lançado luz sobre a complexa interação entre a microbiota intestinal e seu hospedeiro humano. A sua influência, embora ainda não totalmente compreendida, vai desde ajudar a defender-se contra agentes patogenicos, e ajudar a digerir alimentos de outro modo indigestos, até manter a barreira intestinal, mas também a modular a saúde humana e o metabolismo. Esta última é particularmente importante porque estudos mais recentes sugerem que a microbiota intestinal pode estar implicada em doenças metabólicas como a obesidade e a diabetes.
  • A obesidade é uma doença complexa e pode ter consequências para a saúde e foi recentemente reconhecida como uma doença crônica pela Comissão Européia em março de 2021. Neste curso você vai explorar alguns dos fascinantes estudos em modelos de ratos, e em humanos, que nos permitiram compreender melhor o papel crucial da microbiota intestinal na biologia humana. Além disso, este curso lhe dará uma revisão profunda da importância da diversidade e composição da microbiota intestinal, e sua relação com diferentes distúrbios metabólicos, mas também suas variações entre culturas, etnias e estilos de vida. Neste curso você entenderá ao nível molecular como a microbiota intestinal afeta a biologia do hospedeiro, através do seu envolvimento na estrutura e integridade intestinal, digestão de alimentos e produção de muitos metabólitos. Finalmente, você irá adquirir as habilidades para melhor integrar a microbiota intestinal em sua prática clínica, e o conhecimento de como ela pode ser benéfica para seus pacientes, bem como as opções terapêuticas para alcançar uma microbiota intestinal mais saudável. Concessão irrestrita por Biocodex Microbiota Institute.

Xpeer

Link direto para o curso

Quem é a Pr Karine Clément?

  • Karine Clément, MD, PhD é especialista em endocrinologia, nutrição e metabolismo, e é professora de nutrição, na divisão de cardiometabolismo, no hospital Pitié-Salpêtrière e na Universidade de Sorbonne, em Paris.
  • A Doutora Clément lidera a equipe de pesquisa da NutriOmics, focada na compreensão da conexão entre mudanças ambientais (como estilo de vida e nutrição), microbiota intestinal, modificações do sistema imunológico e do tecido funcional (como fibrose do tecido adiposo e inflamação). Foi diretora do Instituto de Cardiometabolismo e Nutrição (ICAN) e fez pesquisas de pós-doutorado na Universidade de Stanford em larga escala em abordagens "ômicas". A professora Clément é especialista nos aspectos genéticos e funcionais da obesidade e participou em mais de 350 publicações de alto impacto e contribuiu em vários projetos e grandes estudos, como o estudo MetaCardis, onde foi coordenadora por 6 anos.
  • A Doutora Clément é membro da Federação Mundial de Obesidade (WOF), da Fundação Europeia para o Estudo da Diabetes (EFSD) e da Associação Francesa de Estudos e Pesquisas sobre Obesidade (AFERO). Declaração de Conflitos de Interesses: Karine Clément recebeu subsídios/apoio à pesquisa da Fenômica Integrativa, Novo Nordisk, Confo Therapeutics, Ysopia e Nanome Research.

A respeito da Xpeer

Xpeer Medical Education é a primeira aplicação de formação clínica acreditada do mercado, com cativantes vídeos de microaprendizagem de apenas 5 minutos.

Com um poderoso algoritmo para personalização da experiência do utilizador e dos conteúdos, inspirado no das mais populares plataformas de vídeo em streaming, oferece uma experiência totalmente renovada para a formação contínua e o desenvolvimento profissional dos profissionais de saúde.

Credenciada pela União Europeia de Médicos Especialistas, oferece componentes de formação clínica de elevada qualidade científica. Na Xpeer poderá encontrar este programa sobre a Microbiota e 500 horas de formação clínica de 2021 na sua especialidade, tecnologias, e competências profissionais e pessoais.

Mais informações sobre as acreditações

A aplicação Xpeer é credenciada pelo European Accreditation Council for Continuing Medical Education (EACCME®) e atribui créditos ECMEC oficialmente reconhecidos em 26 países.

Os participantes do módulo obtêm 1 crédito FMF Europeu (ECMEC) por cada hora de formação (60 minutos úteis de e-learning, excluindo as introduções...). Este crédito é atribuído após a conclusão do módulo e a avaliação correspondente validada pelos participantes.

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Artigo

Xpeer: Detecção, prevenção e tratamento da disbiose microbiana intestinal

Aprenda a detetar, prevenir e tratar a disbiose da microbiota intestinal neste curso gratuito conduzido pelo famoso gastroenterologista, Prof. Francisco Guarner.

Educação Médica Continuada
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Sinopse do curso:

Mudanças no microbioma intestinal podem estar envolvidas na patogênese de várias doenças não transmissíveis e na transição dessas condições para uma forma crônica. Muitos estudos mostraram uma associação entre a composição da microbiota fecal e doenças, incluindo distúrbios metabólicos, inflamatórios e neoplásicos. Entretanto, o papel causal exato, se houver, das mudanças na microbiota nestas doenças permanece pouco claro. Assim, até agora, a ciência microbiológica tem tido pouca aplicação na prática clínica, particularmente no diagnóstico e prognóstico, devido à falta de evidências de suporte para estratégias de testar e tratar. Entretanto, está ficando claro que desenvolver e manter uma microbiota intestinal diversificada é um objetivo clínico emergente para a promoção da saúde e prevenção de doenças, e que a dieta e os probióticos são a forma natural e mais eficaz de melhorar a diversidade. Subvenção irrestrita da Biocodex.

Exclusivo

Reserve uma sessão privada de tutoria com o Professor Guarner!

Quem é o Professor Guarner?

  • Francisco Guarner Aguilar, Médico e PhD, é gastroenterologista e investigador senior no Instituto de Investigação Vall d'Hebron.
  • É autor de mais de 300 publicações em revistas de pesquisa internacionais, muitas das quais são contribuições de referência para o campo da microbiota e saúde.
  • Em 2020, foi reconhecido como um dos pesquisadores mais influentes na década de 2010-2020, recebendo a distinção de Investigadores Altamente Citados da Web of Science (Cross Field).
  • É membro do Comité de Orientação da Organização Mundial de Gastrenterologia, do Comité Diretor do Consórcio Internacional do Microbioma Humano e ex-membro do Conselho de Administração da Associação Científica Internacional de Probióticos e Prebióticos.
  • Declaração de Conflitos de Interesse: Francisco Guarner recebe bolsas de investigação da Abbvie, Takeda e AB-Biotics, e honorários ou valores de consultoria do Instituto Danone, Sanofi, Biocodex, Actial, Menarini e Ordesa.

A respeito da Xpeer

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Mais informações sobre as acreditações:

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Aclamados como um dos maiores avanços médicos do século XX, os antibióticos têm salvo milhões de vidas. Mas também têm impacto na nossa microbiota ao induzirem uma disbiose. Analisemos este seu papel ambivalente.

O papel ambivalente dos antibióticos

Ao destruírem as bactérias responsáveis pelas infeções, também têm impacto na m…

O que é a Semana Mundial de Conscientização sobre a RAM?

Todos os anos, desde 2015, a OMS organiza a Semana Mundial de Conscientização sobre a RAM (WAAW), que tem como objetivo aumentar a sensibilização para a resistência aos antimicrobianos a nível global. Realizada entre 18 e 24 de novembro, esta campanha incentiva o público em geral, os profissionais de saúde e os decisores a utilizarem cuidadosamente os antimicrobianos, a fim de evitar o surgimento de uma maior resistência aos antimicrobianos. 

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Descoberta uma "zona cinzenta" entre antibióticos bacteriostáticos e bactericidas inibitórios

Ao visarem tanto as bactérias patogénicas como as bactérias comensais, os antibióticos perturbam o equilíbrio da flora intestinal: estes efeitos secundários são bem conhecidos. Mas pouco se sabe sobre a ação de cada classe de antibióticos sobre as diferentes espécies bacterianas da microbiota intestinal. Um estudo publicado em Nature1 vem preencher essas lacunas.

Os medicamentos exercem um forte impacto na microbiota. Especificamente, os antibióticos têm como alvo simultâneo as bactérias patogénicas e as comensais. São assim conhecidos por modificarem o equilíbrio da flora e causarem perturbações digestivas como diarreias e infeções por Clostridioides difficile. A mais longo prazo, podem fomentar alergias e distúrbios metabólicos. Para perceberem com maior precisão como as diferentes classes de antibióticos perturbam o equilíbrio microbiano intestinal, investigadores alemães analisaram o efeito de 144 antibióticos no crescimento e na sobrevivência de 27 microrganismos comensais, incluindo vários Bacteroides.

Três antibióticos bacteriostáticos com ação bactericida 

Mediante a realização de 815 combinações entre antibióticos e espécies comensais, tiveram oportunidade de observar as diferenças de comportamento dos antibióticos em função da respetiva classe. Entre a 1.ª e a 4ª geração de quinolonas, por exemplo, o espectro de atividade alarga-se, inibindo na última quase todas as espécies comensais testadas. Os macrólidos inibem-nas a todas (salvo C. difficile). E 8 em cada 9 tetraciclinas inibem quase todas, o que é surpreendente, já que a microbiota intestinal é considerada um reservatório de genes de resistência às tetraciclinas. Mais surpreendente ainda, a eritromicina, a azitromicina e a doxiciclina, embora classificadas como bacteriostáticas, demonstraram rápido efeito bactericida em 12 espécies comensais em quase metade dos casos. A diminuição da sobrevida, superior a 99,9%, foi confirmada por um teste de viabilidade em Bacteroides vulgatus e numa estirpe de Escherichia coli.

Os antibióticos são uma descoberta científica extraordinária que salva milhões de vidas, mas a sua utilização excessiva e inapropriada tem agora suscitado sérias preocupações para a saúde, nomeadamente com a resistência aos antibióticos e a disbiose. Vejamos a sua página dedicada.

O papel ambivalente dos antibióticos

Ao destruírem as bactérias responsáveis pelas infeções, também têm impacto na m…

O que é a Semana Mundial de Conscientização sobre a RAM?

Todos os anos, desde 2015, a OMS organiza a Semana Mundial de Conscientização sobre a RAM (WAAW), que tem como objetivo aumentar a sensibilização para a resistência aos antimicrobianos a nível global.

Realizada entre 18 e 24 de novembro, esta campanha incentiva o público em geral, os profissionais de saúde e os decisores a utilizarem cuidadosamente os antimicrobianos, a fim de evitar o surgimento de uma maior resistência aos antimicrobianos. 

Antídotos para minimizar o impacto dos antibióticos nas bactérias comensais 

Estas observações colocam em causa, portanto, uma classificação bacteriostática/bactericida há muito estabelecida, ao mesmo tempo em que fornecem uma possível explicação para o poderoso efeito dos macrólidos na microbiota intestinal. Os investigadores não se limitaram a essa observação, pois passaram ao crivo a sua base de dados de 1.200 medicamentos para encontrarem moléculas com efeito de "antídoto" face à atividade bactericida da eritromicina e da doxiciclina nas bactérias comensais, mas que não impedissem a ação desses antibióticos sobre as bactérias patogénicas. Houve cerca de quinze moléculas que se mostraram interessantes. Os cientistas testaram-nas em diferentes concentrações num sistema microbiano sintético e num modelo animal contendo 12 espécies comensais. Resultado: dez moléculas permitiram evitar substancialmente as bactérias comensais, sendo as mais potentes o dicumarol, a benzobromarona e dois anti-inflamatórios não esteróides, o ácido tolfenâmico e o diflunisal.

O estudo vem assim lançar uma nova luz sobre a atividade dos antibióticos, ao mesmo tempo que sugere estratégias interessantes para a redução dos seus efeitos indesejáveis na microbiota intestinal.

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O futuro (da microbiota) pertence a quem se levanta cedo

Qual a diferença entre um notívago e um madrugador? A hora a que se deitam, claro! Mas nem tudo é assim tão simples. As respetivas microbiotas intestinais poderão refletir também os seus relógios biológicos.

A microbiota intestinal Dieta: Impacto na Microbiota Intestinal Perturbações de humor Obesidade Diabetes do tipo 2

Há quem prefira as manhãs, e outros a noite. Mas o que é que nos torna galos ou pássaros noturnos? De acordo com trabalhos científicos recentes, as bactérias alojadas nos nossos intestinos podem ter intervenção no nosso relógio biológico. É que um madrugador e um notívago albergam microrganismos muito diferentes nos seus intestinos.

Madrugadores versus notívagos: microbiotas específicas

A análise da microbiota intestinal de 91 indivíduos mostrou uma presença mais abundante de um género bacteriano, denominado Alistipes, na microbiota intestinal dos madrugadores. Estes são pessoas que, por outro lado, evacuam geralmente pela manhã, consomem uma alimentação considerada saudável (rica em frutas, vegetais e fibras) e bebem água regularmente.

Inversamente, os reis e rainhas da noite trazem nas suas entranhas uma quantidade maior de Lachnospira. E vão à casa de banho preferencialmente à noite, após dias com uma alimentação pouco saudável (rica em açúcares, por exemplo) e regada a refrigerantes. Ora, as bactérias do nosso trato digestivo produzem moléculas que atuam no nosso organismo: elas ativam um conjunto de reações químicas (designadas vias metabólicas) que resultam na produção de determinados compostos (por exemplo glicose), e/ou na degradação de outros.

Assim, 3 vias metabólicas revelaram-se nitidamente mais abundantes nos madrugadores. Os autores presumem, por isso, que determinadas vias metabólicas humanas são ativadas por certos ácidos gordos bacterianos que participam na regulação do nosso sono. Este poderá ser o elo perdido que liga todos os dados referidos: a uma determinada alimentação corresponderá uma microbiota específica, que segrega moléculas que influenciam os ritmos de sono do hospedeiro.

Melhorar a saúde dos notívagos

O alcance destas observações revela-se importante, ultrapassando a simples questão de se acertar as agulhas entre os membros da família para se juntar madrugadores e notívagos. De facto, os notívagos serão mais propensos a desenvolver:

e outras doenças crónicas.

De acordo com este trabalho, será então possível melhorarmos a nossa saúde alterando a nossa dieta e, portanto, a nossa microbiota intestinal. E fazer com que os notívagos vão para a cama com as galinhas?

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