A água, fonte de vida para a microbiota?

“Águas paradas, cautela com elas”, diz um provérbio popular.  E cautela com a sua proveniência? É que a origem da água (do poço, da torneira, filtrada ou engarrafada) e a quantidade que se bebe reflete-se na composição da nossa microbiota intestinal.

A microbiota intestinal Dieta: Impacto na Microbiota Intestinal

As águas dos poços, da torneira, filtradas ou engarrafadas não são iguais em termos de origem (lençóis freáticos, águas superficiais, etc.) e de tratamento (filtragem, desinfeção, etc.), possuindo, portanto, diferenças na composição química, mineral ou microbiana. Mas, embora a água represente o maior volume que ingerimos diariamente, muito à frente dos alimentos, ela é frequentemente o parente pobre dos estudos científicos sobre a alimentação e a microbiota: os efeitos dos alimentos (chocolate negro, abacate, chá, etc.) foi frequentemente analisado, e o de determinadas bebidas (refrigerantes, álcool, sumo de beterraba, etc.) visto à lupa, mas a água tem tido dificuldade em chamar a atenção dos laboratórios.

Esse tempo já acabou: a água, de facto, parece desempenhar um papel fundamental na composição da nossa microbiota intestinal, que é regada diariamente com 2 litros de bebidas. É isso o que se conclui do trabalho de uma equipa de investigadores1 que se debruçou sobre os dados de um estudo anterior realizado junto de britânicos2 e de norte-americanos3.

Estados Unidos
  • 2,7 L/dia de água para as mulheres
  • 3,7 L/dia para os homens
  • com 70 a 80 % provenientes de bebidas e o restante vindo dos alimentos.
Europa
  • 2,0 L/dia de água para as mulheres
  • 2,5 L/dia para os homens
  • com 80 % provenientes de bebidas e o restante vindo dos alimentos.

Efeitos qualitativos... 

Resultados? A origem da água potável será um fator fundamental para explicar as variações da composição da microbiota intestinal. A sua influência será comparável à do consumo de álcool, ou mesmo à do tipo de regime alimentar. Assim, a cada tipo de água consumida corresponde uma assinatura da microbiota intestinal. Bebe sobretudo água do poço? A sua microbiota intestinal tem todas as possibilidades de ser mais diversificada do que se bebesse água da torneira, filtrada ou engarrafada. E o seu tubo digestivo sem dúvida que abriga mais bactérias Dorea e menos Bacteroides, Odoribacter e Streptococcus. Como se explica tal diferença? Talvez porque a água do poço contém, naturalmente, comunidades bacterianas mais diversificadas que a da torneira, devido à ausência de desinfeção sistemática.

A microbiota intestinal

Saiba mais

... e quantitativos

Mas não se trata apenas da questão da origem da água que se bebe. A quantidade também é importante. De facto, a microbiota intestinal de quem bebe pouca água (independentemente da origem da mesma) difere da de quem bebe muita. Em quem bebe pouco observa-se, por exemplo, uma maior abundância de Campylobacter, uma bactéria associada às infeções intestinais. Eis o que nos deve incitar a beber mais, desde que nos limitemos a beber água!

Fontes

1. Vanhaecke T, Bretin O, Poirel M et al. Drinking Water Source and Intake Are Associated with Distinct Gut Microbiota Signatures in US and UK Populations. J Nutr. 2022 Jan 11;152(1):171-182.

2. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA). Scientific opinion on dietary reference values for water. EFSA J 2010;8(3):1459 

3. Institute of Medicine. Dietary Reference Intakes for water, potassium, sodium, chloride, and sulfate. Washington (DC): National Academies Press; 2005

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Quando o sono dos lactentes depende de algumas bactérias

Os pediatras vão agora poder responder aos jovens pais exaustos pelo seu lactente notívago: também na criança o sono estaria ligado à microbiota intestinal... E os dois influenciariam o seu comportamento futuro.

Um eixo sono-cérebro-intestino. É o que acaba de mostrar um estudo recente. Já se sabia que, no adulto, o sono e a microbiota intestinal estavam duplamente ligados: a alteração das dormidas modifica a composição da microbiota intestinal e, inversamente, a composição microbiana intestinal tem impacto no sono. Apenas não era conhecida a idade em que se estabelecia essa relação bidirecional entre o sono e a microbiota intestinal e as suas eventuais consequências no desenvolvimento.

O que justificou este estudo longitudinal aos 3, 6, 12 e 24 meses com 162 lactentes em boas condições de saúde.

Um sono ligado à microbiota intestinal desde os 3 meses

Primeira confirmação: a composição da microbiota intestinal evolui bem a partir dos 6 meses. A maioria das crianças acompanhadas experimentou uma mudança da flora até então chamada de Bifidobacterium (enterótipo A) para uma microbiota rica em Bacteroides (enterótipo B), com um aumento da (sidenote: Diversidade α Medida que indica a diversidade de uma amostra única, ou seja, o número de espécies diferentes existentes numa pessoa. Hamady M, Lozupone C, Knight R. Fast UniFrac: facilitating high-throughput phylogenetic analyses of microbial communities including analysis of pyrosequencing and PhyloChip data. ISME J. 2010 Jan;4(1):17-27. ) .

Uma reserva dos autores: este estudo encontrou apenas 2 enterótipos (contra 3 noutros trabalhos) talvez devido à homogeneidade do grupo (crianças suíças nascidas por parto normal, amamentadas, sem antibióticos...)

Mas, sobretudo, o estudo mostra uma relação entre os hábitos de sono e a microbiota intestinal a partir dos 3 meses: 

  • o sono diurno (duração, número de sestas e a sua regularidade) está associado negativamente à diversidade bacteriana: os lactentes que dormem mais durante o dia têm uma diversidade intestinal mais baixa;
  • a fragmentação e a variedade do sono noturno estão ligadas à maturidade bacteriana e ao enterótipo: os lactentes com uma microbiota intestinal mais madura têm uma atividade noturna mais elevada (mais despertares durante a noite). Por outro lado, o seu enterótipo não evolui do enterótipo A para o B entre os 6 e os 12 meses.

Sono, cérebro e intestino: todos relacionados?

Além disso, a atividade cerebral analisada graças aos eletroencefalogramas noturnos realizados aos 6 meses provou ser rica em ensinamentos. 

Primeiro ensinamento: os lactentes com uma flora dominada pelas Bifidobacterium apresentavam menos sono de ondas lentas (“sono leve”);
Segundo ensinamento: a qualidade do sono aos 6 meses prediz a diversidade bacteriana da microbiota intestinal ao 1 ano. Mais do que isso, ondas teta aos 6 meses prenunciam menos diversidade bacteriana aos 12 meses.

Enfim, a microbiota intestinal aos 6 meses e sobretudo o sono aos 6 e 12 meses predizem o desenvolvimento comportamental da criança aos 24 meses.

Estes resultados demostram a existência de uma interação dinâmica entre o sono, a microbiota intestinal, o amadurecimento do cérebro e o comportamento durante a primeira infância. Este é o conceito de um eixo sono-cérebro-intestino. Com uma conclusão clínica: muitas doenças da idade adulta estabelecem-se durante a primeira infância, a monitorização do sono e da microbiota da criança (pré e probióticos, impacto das antibioterapias) na primeira infância parece, por isso, primordial.

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Diz-me como é a microbiota intestinal do teu bebé, e eu dir-te-ei como ele dorme

Existe alguma ligação entre o sono dos nossos anjinhos e a microbiota que povoa o seu sistema digestivo? E isso pode influenciar o seu desenvolvimento comportamental? Esta é uma dupla pergunta à qual uma equipa suíça acaba de responder.

A microbiota intestinal Dieta: Impacto na Microbiota Intestinal Probióticos Prebióticos: o essencial para os compreender

Está na hora da caminha, João Pestana, dorme, dorme... Todas as noites passa em revista o seu repertório de canções de embalar para mergulhar o seu filho nos braços de Morfeu. Em vão. Em vez de adormecer, o seu adorável rebento bate palmas com as mãos e os pés e com os olhos bem abertos aprova os seus talentos para o canto. Cúmulo da ironia, até parece que está a pedir “mais uma”! Mas então, quando é que o seu bebé vai finalmente dormir toda a noite? Excelente notícia: existirão soluções para que o seu bebé durma como uma pedra desde o início da noite até de manhã. E estas passarão, nomeadamente, pela sua microbiota intestinal, esses microrganismos que povoam o seu sistema digestivo e cuja composição evolui nos primeiros anos de vida.

O sono, uma questão de bactérias a partir dos 3 meses

Trabalhos realizados junto de mais de 160 lactentes acabam de demonstrar que, de facto, a flora intestinal dos mesmos está ligada aos seus hábitos de sono.  Os bebés que dormem mais durante o dia possuem uma flora intestinal menos diversificada no que se refere a bactérias que aqueles que começam a guardar o sono para os períodos noturnos. Além disso, a qualidade do sono noturno destes anjinhos parece estar dependente do tipo de bactérias presentes no seu intestino e da maturidade da sua microbiota intestinal. E tudo isto com efeitos evidentes a partir dos três meses de idade. Uma verdadeira descoberta, portanto, porque, até agora, estas ligações só eram conhecidas nos adultos.

Highlight

A qualidade do sono noturno dos lactentes parece estar dependente do tipo de bactérias presentes no seu intestino e da maturidade da sua microbiota intestinal.

Influência no comportamento futuro 

Além de tudo isto, a atividade cerebral durante o sono aos 6 meses diferirá de acordo com as bactérias do intestino. E permitirá prever a diversidade da microbiota intestinal com 1 ano.  Em resumo, o sono e a microbiota parecem estar estreitamente ligados e evoluir conjuntamente ao longo dos meses. O que poderá causar ainda mais stress aos pais de crianças com o sono agitado. Pelo contrário, sossegam-nos os autores desses trabalhos: “tanto o sono como a microbiota intestinal podem ambos ser facilmente modificados. O sono pode ser corrigido através de estratégias educativas e comportamentais iniciadas pelos pais. Quanto à composição microbiana intestinal, pode ser alterada através da alimentação ou da toma de prebióticos e de probióticos adicionados às fórmulas para lactentes.”

Trata-se de pistas que têm ainda de ser confirmadas por ensaios clínicos. Assim, enquanto se aguarda por alimentos-milagre ou por probióticos que possam futuramente salvar as noites – e a voz – dos jovens pais, é urgente mimar a microbiota intestinal dos bebés. E fazer com que os antibióticos, que a perturbam fortemente, sejam de utilização ainda menos automática…

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Antibiótico e cesariana: qual o impacto para a microbiota do recém-nascido?

Antes da incisão e não após o corte do cordão: este é o “timing” recomendado atualmente para a antibioticoterapia profilática para a mulher que é submetida a uma cesariana. Poderia este gesto agravar os distúrbios da microbiota intestinal da criança associados a este modo de nascimento? Os resultados de um estudo publicado no Gut1, são tranquilizantes.

Na mulher que se submete a uma cesariana, a antibioticoprofilaxia reduz o risco de infeções graves entre 60 a 70%2. A administração antes da incisão e não após o corte do cordão diminui ainda a incidência de endometrite e de morbidade infeciosa materna global3. Esta abordagem é, assim, hoje, amplamente recomendada.... porém expõe a criança a antibióticos antes do nascimento com potenciais repercussões sobre a sua saúde e a implantação da sua microbiota. Investigadores holandeses desejavam saber se isso contribuía para a alteração da colonização bacteriana nas crianças nascidas por cesariana.

O seu estudo randomizado e controlado incluiu 40 mulheres que se submeteram à cesariana tendo antes recebido um antibiótico como profilaxia (cefuroxima 1.500 mg), sendo que metade delas 30 minutos antes da incisão e a outra metade, após o corte do cordão, além de 23 mulheres que tiveram parto normal como grupo controlo. A microbiota intestinal de todos os recém-nascidos foi analisada nos dias 1, 7 e 28 após o nascimento e com idade de 3 anos através da sequência de RNA 16S e do metagenoma shotgun.

Uma disbiose durante o mês seguinte ao nascimento por cesariana

Os investigadores constataram, como em vários outros estudos, diferenças entre a flora intestinal das crianças nascidas por cesariana e as nascidas por via normal, no primeiro mês de vida. Eles observaram uma menor diversidade Shannon (riqueza e abundância relativa das espécies), com uma diminuição das bactérias dos géneros Bacteroides e Bifidobacterium e um aumento do filo das Proteobacteria, em particular das Firmicutes. Entretanto, estas diferenças desapareceram aos 3 anos.

Aclamados como um dos maiores avanços médicos do século XX, os antibióticos têm salvo milhões de vidas. Mas também têm impacto na nossa microbiota ao induzirem uma disbiose. Analisemos este seu papel ambivalente.

O papel ambivalente dos antibióticos

Ao destruírem as bactérias responsáveis pelas infeções, também têm impacto na m…

Nenhuma consequência da antibioticoterapia antes da incisão

O estudo revela principalmente a ausência de diferença significativa na composição dos filos e géneros das bactérias presentes na microbiota intestinal dos dois grupos de crianças nascidas por cesariana e isso em qualquer etapa entre o 1.º dia e os 3 anos. Apesar do estudo ter sido desenvolvido num pequeno grupo de mulheres, estes trabalhos sugerem que a antibioticoprofilaxia antes da incisão não seria um fator adicional de alteração da microbiota intestinal em crianças nascidas por cesariana.

O que é a Semana Mundial de Conscientização sobre a RAM?

Todos os anos, desde 2015, a OMS organiza a Semana Mundial de Conscientização sobre a RAM (WAAW), que tem como objetivo aumentar a sensibilização para a resistência aos antimicrobianos a nível global. 

Realizada entre 18 e 24 de novembro, esta campanha incentiva o público em geral, os profissionais de saúde e os decisores a utilizarem cuidadosamente os antimicrobianos, a fim de evitar o surgimento de uma maior resistência aos antimicrobianos.

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Microbiota vaginal e papilomavírus humano (HPV): bactérias que fazem a limpeza!

Conhecer a composição da microbiota vaginal associada às infeções persistentes pelo papilomavírus pode ajudar a encontrar novas estratégias terapêuticas para prevenir os cancros do colo do útero, dos quais são a principal causa.

A microbiota vaginal Vaginose bacteriana - um desequilíbrio na microbiota vaginal Probióticos

A infeção vaginal pelo vírus do papiloma humano (HPV) é a doença sexualmente transmissível (DST) mais frequente e geralmente é assintomática. Habitualmente, o organismo elimina esses vírus naturalmente. No entanto, eles podem persistir em algumas mulheres, expondo-as ao risco de infeções que podem evoluir para cancro do colo do útero. Surgindo em (sidenote: https://www.who.int/fr/news-room/fact-sheets/detail/human-papillomavirus-(hpv)-and-cervical-cancer ) , este cancro, que continua atualmente incurável, representa um grave problema de saúde pública.

99 % Quase todos os casos de cancro do colo do útero estão relacionados com uma infeção pelo papilomavírus humano (HPV) de alto risco

11,7% a prevalência mundial da infeção pelo HPV é de 11,7%

Disbiose vaginal

Os fatores de risco de infeções persistentes por HPV são conhecidos: comportamentos (lavagens vaginais, relações sexuais) ou fatores biológicos (vaginose bacteriana, infeções sexualmente transmissíveis) que perturbam a microbiota vaginal (disbiose). Até agora, a maioria dos trabalhos tem-se concentrado na ligação entre a disbiose e as lesões pré-cancerosas ou cancerosas do colo do útero, mas nenhum tinha ainda visado a identificação de uma assinatura microbiana de infeção persistente por HPV que pudesse ser rastreada antes do aparecimento das lesões, prevenindo assim a evolução para cancro.

Investigadores chineses estudaram a composição da microbiota vaginal de 100 mulheres entre os 21 e os 64 anos, que dividiram em 3 grupos: as que sofriam de infeção persistente pelo HPV (grupo P), as que tinham eliminado o vírus (C) e, por sim, as que não tinham sido infetadas pelo HPV nos últimos dois anos (NC).

41% Apenas 41% das mulheres pesquisadas dizem tomar probióticos e/ou prebióticos (oral ou vaginalmente)

Probióticos na prevenção?

As análises mostram que a infeção pelo HPV está associada a uma perturbação da microbiota vaginal, observando-se diferenças entre as pacientes NC e as dos outros dois grupos P e C. As análises revelam que a infeção por HPV se carateriza por uma redução no número de bactérias e uma quebra na sua diversidade. A infeção, atual ou passada, surge relacionada com um aumento do número de Firmicutes e do filo Actinobacteriota, e com uma diminuição das Proteobactérias. Para os autores, tal estado "disbiótico" facilitará a aquisição do vírus e, inversamente, um aumento na abundância vaginal de Proteobactérias estabilizará a microbiota. Embora os 3 grupos de pacientes apresentem principalmente predominância de lactobacilos, a sua abundância aumenta nas pacientes que eliminaram o vírus (C) em comparação com as pacientes NC. Os investigadores observaram que, dependendo do tipo de vírus eliminado, há um maior aumento de lactobacilos ou bifidobactérias, o que sugere que essas bactérias exercem efeito protetor contra diferentes tipos de vírus. 

São descobertas ainda a confirmar, mas que abrem caminho ao desenvolvimento de probióticos para o tratamento precoce da infecção por HPV antes do aparecimento das lesões malignas do colo do útero, concluem os investigadores.

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Microbiota endometrial: novo marcador de sucesso da fecundação in vitro?

E se a microbiota que reveste a parede uterina estivesse envolvida na implantação do embrião e no decurso da gravidez em caso de fertilização in vitro? É isso que sugere um estudo realizado com 342 mulheres que recorreram à procriação medicamente assistida. Explicação.

Durante muito considerada estéril, a cavidade uterina abriga, de facto, uma microbiota composta de bactérias. Embora 100 a 10.000 vezes menos numerosas do que as presentes na vagina, elas estarão envolvidas de forma similar na saúde reprodutiva. Isso é indiciado por um estudo observacional, prospetivo e multicêntrico (13 centros localizados na Europa, América e Ásia) que analisou a composição da microbiota do endométrio de 342 mulheres inférteis incluídas em programas de fecundação in vitro (FIV).

Uma dupla amostragem da microbiota do endométrio

Foram colhidas 2 amostras antes da transferência do embrião para avaliar a composição da microbiota do endométrio: do fluido endometrial, aspirado na cavidade uterina, e da mucosa endometrial, a partir de uma biópsia. Os investigadores estudaram em seguida a relação entre a composição dessa microbiota, analisada por sequenciação de 16S rRNA, e os resultados da FIV, ou seja, gravidez a termo (41% das pacientes), gravidez bioquímica (8%), aborto espontâneo (8%), ou ausência de gravidez (42%).

Disbiose do endométrio associada à falha na fertilização in vitro

Os investigadores observaram um aumento da abundância de Lactobacillus (nas amostras de fluido e da mucosa) nas pacientes com gravidez a termo. Pelo contrário, uma carência de Lactobacillus associada a uma assinatura específica de certos géneros bacterianos potencialmente patogénicos como Atopobium, Bifidobacterium, Chryseobacterium, Gardnerella, Haemophilus, Klebsiella, Neisseria, Staphylococcus e Streptococcus, surgiu em consonância com as falhas na fertilização in vitro ou com as gravidezes que não resultaram em parto viável. De notar que Gardnerella e Klebsiella apresentaram-se sobrerrepresentadas tanto no fluido endometrial como na mucosa endometrial das pacientes em que a FIV falhou.

Lactobacilos, baluarte contra os agentes patogénicos?

Estes dados apontam para o papel da microbiota do endométrio no sucesso ou insucesso da implantação embrionária e/ou no decorrer da gravidez nas pacientes submetidas à fertilização in vitro. Os investigadores suscitam a hipótese de ser a ausência de bactérias patogénicas no endométrio, mais do que a presença de bactérias benéficas (como os lactobacilos), a poder influenciar o resultado da fertilização in vitro. Assim, poderão ser os Lactobacillus a inibir a colonização da cavidade uterina por bactérias patogénicas. Entretanto, são necessários estudos complementares para se esclarecer os mecanismos de ação das bactérias patogénicas.

Recomendado pela nossa comunidade

"De facto é." - Comentário traduzido de Nyasha Alois Jr (Da Biocodex Microbiota Institute em X)

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Diagnóstico da endometriose: a microbiota ajuda?

Dar nomes aos males. O diagnóstico da endometriose é longo, complexo e incerto. Estudos indicam que a microbiota intestinal poderia estar implicada nesta doença inflamatória. A partir daí para ajudar no seu diagnóstico?

A microbiota vaginal A microbiota intestinal

86% das mulheres inquiridas gostariam de ter mais informações sobre a importância da microbiota vaginal e o respetivo impacto na saúde

Chegou o momento dos pacientes com endometriose, ou seja, (sidenote: Endometriosis, World Health Organization (2021 March). ) , de sair das sombras e, portanto, do limbo do diagnóstico? Parece que sim, uma vez que começa o mês da sensibilização sobre a endometriose e que o Presidente da República francesa, Emmanuel Macron anunciou o lançamento de uma (sidenote: https://www.elysee.fr/emmanuel-macron/2022/01/11/strategie-nationale-endometriose ) no dia 11 de janeiro de 2022. 

1 / 10 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva sofreria de endometriose

Já há alguns anos os investigadores destacam algumas das nossas microbiotas: a microbiota vaginal, que poderia ser útil como instrumento de previsão da gravidade mas também, segundo este recente estudo chinês, a microbiota intestinal, como também a do (sidenote: Líquido peritonial Líquido presente na cavidade peritonial, ou seja, no interior da membrana que envolve as vísceras abdominais. Ele tem uma função lubrificante evitando o atrito entre os órgãos durante a digestão. DiZerega GS, Rodgers KE, Peritoneal Fluid. The Peritoneum. 1992. pp 26-56 Springer New York ) para ajudar a fornecer o diagnóstico. 

Peritonite, intestino e colo do útero em estudo 

Segundo os seus resultados, as comunidades microbianas que vivem no intestino e no peritónio da mulheres com endometriose diferem das observadas nas mulheres que não sofrem desta doença. Nas pacientes com endometriose, algumas bactérias consideradas protetoras (particularmente a Ruminococcus) tornam-se mais raras no tubo digestivo enquanto que bactérias patogénicas (em particular a Pseudomonas) têm tendência a estar super-representadas no líquido peritonial. 

Em contrapartida, a composição do muco cervical recolhido no colo do útero mostra-se relativamente estável tanto nas mulheres que sofrem com a endometriose como nas que não sofrem de endometriose.

A microbiota intestinal, ajuda no diagnóstico? 

Esta diferença de composição das microbiotas intestinal e peritonial observada nas mulheres com endometriose poderia servir para diagnosticar precocemente a doença? A grande questão está aí! O resultado é a esperança para milhares de mulheres: desenvolver um teste diagnóstico mais rápido para a endometriose através da exploração da microbiota. Na verdade, a descoberta de um marcador intestinal torna-se particularmente interessante, visto que uma simples recolha das fezes permite analisar a microbiota intestinal. Uma pista que se anuncia promissora... 

A microbiota intestinal

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Recomendado pela nossa comunidade

"Obrigado por partilharem" - Comentário traduzido de Janet Bryant (Da My health, my microbiota)

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Os fagos que vêm em socorro das infeções multirresistentes?

Com o aparecimento da resistência aos antibióticos, os bacteriófagos fazem o seu grande regresso. Estes vírus da microbiota intestinal poderiam, entre outras coisas, tratar de modo mais focado, as infeções multirresistentes. Um artigo da Nature Reviews Gastroenterology& Hepatology revê a história, o futuro e os desafios da fagoterapia.

 

Os bacteriófagos ou “fagos” são as entidades biológicas mais abundantes e variadas da Terra. Predadores naturais das bactérias, eles são omnipresentes no solo, nos oceanos... e na microbiota intestinal humana, onde são o tipo de vírus dominante. As disbioses bacterianas intestinais associadas a patologias gastrintestinais como na doença de Crohn ou a síndrome do intestino irritável, são acompanhadas de modificações na composição destes vírus.

Pedra angular do moderno arsenal terapêutico, os antibióticos salvaram milhões de vidas. Por outro lado, a sua utilização excessiva e por vezes inadequada pode levar ao aparecimento de múltiplas formas de resistência dos microrganismos. Todos os anos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) organiza a Semana Mundial de Conscientização sobre a RAM (WAAW) para aumentar a sensibilização para este problema de saúde pública. Leia a página dedicada.

Resistência aos antibióticos: a microbiota em primeiro plano

O uso maciço e por vezes inadequado de antibióticos torna-os cada vez mais inef…

Cem anos mais tarde, o regresso sob os holofotes

Desde a década de 20, experiências sobre os fagos para avaliar o seu potencial de tratamento, produziram alguns resultados promissores em pacientes com shigellose, disenteria e cólera. Esta (sidenote: Summers WC. The strange history of phage therapy. Bacteriophage. 2012 Apr 1;2(2):130-133. ) foi abandonada com a chegada dos antibióticos nos anos 40. Embora alguns testes, infelizmente mal documentados, ainda tenham continuado nos países da Europa Oriental, os bacteriófagos foram colocados em segundo plano. Porém, as recentes preocupações sobre as infeções multirresistentes, assim como o acumular de conhecimentos sobre o impacto dos antibióticos no equilíbirio da microbiota intestinal, originaram novos estudos sobre a fagoterapia. Como cada espécie de fago tem, geralmente, por alvo uma única espécie bacteriana, estes vírus poderiam trazer uma solução “precisa” onde os antibióticos de largo espectro são uma preocupação. Entretanto, apesar de suscitarem grandes esperanças, os fagos ainda não são um tratamento autorizado pelas autoridades de saúde (salvo no caso de exceções muito raras).

O que é a Semana Mundial de Conscientização sobre a RAM?

Todos os anos, desde 2015, a OMS organiza a Semana Mundial de Conscientização sobre a RAM (WAAW), que tem como objetivo aumentar a sensibilização para a resistência aos antimicrobianos a nível global. Realizada entre 18 e 24 de novembro, esta campanha incentiva o público em geral, os profissionais de saúde e os decisores a utilizarem cuidadosamente os antimicrobianos, a fim de evitar o surgimento de uma maior resistência aos antimicrobianos. 

Resistência a antibióticos, disbiose, direcionamento terapêutico...: múltiplos potenciais

(sidenote: Schooley RT, Biswas B, Gill JJ, et al. Development and Use of Personalized Bacteriophage-Based Therapeutic Cocktails To Treat a Patient with a Disseminated Resistant Acinetobacter baumannii Infection. Antimicrob Agents Chemother. 2017 Sep 22;61(10):e00954-17.  ) de caso chamou a atenção: um paciente diabético de 68 anos, infetado com uma bactéria multirresistente (Acinetobacter baumannii) e a sofre com uma pancreatite, recuperou a saúde em 5 meses graças à fagoterapia, após vários tratamentos infrutíferos com antibióticos. Outros sucessos foram relatados com infeções por (sidenote: Jennes S, Merabishvili M, Soentjens P, et al. Use of bacteriophages in the treatment of colistin-only-sensitive Pseudomonas aeruginosa septicaemia in a patient with acute kidney injury-a case report. Crit Care. 2017 Jun 4;21(1):129.  ) e (sidenote: Dedrick RM, Guerrero-Bustamante CA, Garlena RA, et al. Engineered bacteriophages for treatment of a patient with a disseminated drug-resistant Mycobacterium abscessus. Nat Med. 2019 May;25(5):730-733. ) , com a esperança de alternativas promissoras para o tratamento de bactérias multirresistentes. A fagoterapia como modulador da microbiota intestinal também interessa aos cientistas. Um estudo em ratos mostrou que um tratamento com fagos para a Enterococcus fecalis, bactéria associada a um mau prognóstico no caso da hepatite alcoólica, poderia levar à melhoria da doença.

Outras utilizações potenciais dos fagos são atualmente apontadas, sobretudo para a medicina de precisão. Estes fagos permitem o transporte de medicamentos anticancerosos ou de antibióticos potentes para uma área precisa do corpo, permitindo, assim, aumentar as doses e diminuir a toxicidade do tratamento nos tecidos vizinhos.

A procura de respostas para os desafios da utilização clínica

A investigação deve, a partir de agora, responder às numerosas perguntas da prática clínica. A fagoterapia é sempre segura? Pode substituir um tratamento com antibióticos? Quais são o modo de administração e a dose corretos? Qual e o efeito a longo prazo sobre a microbiota e a saúde em geral? Segundo os autores, são necessários ensaios clínicos aleatórios em duplo cegos e controlados com placebo para legitimar a fagoterapia, uma prática secular que poderia abordar os vários desafios da medicina atual.

Apresentamos-lhe o Professor Sørensen, galardoado com a Bolsa Internacional 2022 da Biocodex Microbiota Foundation.

A sua equipa foi pioneira num estudo ambicioso sobre o resistoma de 700 crianças que permitirá um avanço na compreensão da evolução e disseminação da resistência antimicrobiana no intestino humano dos primeiros anos de vida.

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DPOC: a microbiota intestinal no banco dos réus

Já ouviu falar da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica, ou DPOC? Trata-se de uma doença respiratória que se agrava ao longo do tempo e pode tornar-se muito debilitante. Sabe-se agora que a inflamação associada à DPOC não afeta “apenas” os pulmões, mas também outros órgãos. E, como outras doenças respiratórias, a DPOC é acompanhada por um desequilíbrio da microbiota intestinal, segundo revela um estudo recente1

A microbiota intestinal A microbiota pulmonar A microbiota ORL Problemas respiratórios Asma e microbiota

(sidenote: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/chronic-obstructive-pulmonary-disease-(copd). ) . Por detrás da sigla, surge uma doença respiratória crónica que se caracteriza por uma diminuição progressiva da capacidade respiratória. No estágio "leve", os pacientes apresentam um desconforto respiratório limitado. Na fase "muito grave", apresentam falta de ar ao menor esforço - mesmo em repouso - o que impede uma atividade normal. Atualmente, é possível retardar o agravamento da DPOC com anti-inflamatórios, (sidenote: Broncodilatadores Medicamentos que diminuem a obstrução brônquica ) e exercícios respiratórios, mas não se sabe como curá-la. Embora o tabaco e a poluição constituam os principais fatores de risco da doença, os seus mecanismos continuam a ser pouco conhecidos.

3o. DPOC é a terceira causa de morte a nível mundial

3,23 milhões Foi a causa de 3,23 milhões de óbitos em 2019

Contudo, foi descoberta recentemente uma ligação entre um desequilíbrio da microbiota intestinal e doenças respiratórias como a asma alérgica ou a pneumonia: os cientistas falam de um "eixo intestino-pulmão". Poderá esse eixo estar envolvido na DPOC?

Um desequilíbrio da microbiota que reflete a inflamação nos pacientes…

Para responder a isso, investigadores chineses analisaram a microbiota intestinal de cerca de cem pessoas com DPOC em vários estágios de gravidade e compararam-na com a de indivíduos saudáveis. E descobriram que a flora intestinal dos pacientes com DPOC era diferente. Especificamente, a espécie bacteriana Prevotella, suspeita de promover a inflamação, surgia dominante nas suas microbiotas intestinais. Além disso, a sua taxa de (sidenote: Ácidos Gordos de Cadeia Curta (AGCC) Os Ácidos Gordos de Cadeia Curta são uma fonte de energia (carburante) das células do indivíduo, interagem com o sistema imunitário e estão envolvidos na comunicação entre o intestino e o cérebro. Silva YP, Bernardi A, Frozza RL. The Role of Short-Chain Fatty Acids From Gut Microbiota in Gut-Brain Communication. Front Endocrinol (Lausanne). 2020;11:25. )  mostrava-se inferior, especialmente nos pacientes mais gravemente afetados. Ora os AGCC, substâncias produzidas pelas bactérias na microbiota a partir das fibras alimentares, são conhecidos pelas suas propriedades anti-inflamatórias.

… e aumenta a vulnerabilidade à poluição

Os investigadores realizaram depois um transplante de microbiota fecal dos participantes em ratos. Quatro semanas depois, os pulmões dos ratos transplantados com microbiota de pacientes com DPOC apresentaram forte inflamação e hipersecreção de muco. Sabendo-se que a DPOC surge acompanhada de hipersensibilidade aos poluentes atmosféricos, os ratos foram depois expostos aos fumos de combustíveis durante 20 semanas. Resultado: o estado dos seus pulmões deteriorou-se mais rapidamente que o dos ratos não expostos.

Este estudo comprova que o desequilíbrio da microbiota intestinal nos pacientes com DPOC está de facto associado à inflamação dos pulmões e que acelera a evolução da doença em ratos.  Perante dos resultados, dever-se-á aumentar o consumo de AGCC, optando por uma dieta rica em fibras, para retardar a evolução da doença? Os autores encaram essa possibilidade, como outros investigadores antes deles2, mas continua por provar…

A acompanhar…

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"Excelente, obrigado, falarei certamente com o meu médico sobre isso também" - Comentário traduzido de Nancy L Hebert (Da My health, my microbiota)

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Tuberculose: a microbiota e o eixo intestino-pulmão no fulcro da infeção?

As microbiotas intestinal e pulmonar poderão desempenhar um papel importante na patogénese da tuberculose e na eficácia do tratamento. De tal forma que os probióticos e pós-bióticos podem ser ponderados como complementos às terapias atuais ou como estratégias de otimização de medicamentos.

(sidenote: Tuberculosis_WHO Oct 2021 ) (OMS, 2020), a tuberculose continua a ser um grave problema de saúde pública. Essa doença infeciosa e altamente transmissível é causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. E, como nos recorda uma revisão recente, vários estudos sugerem o possível envolvimento nela de várias microbiotas.

Disbiose intestinal...

A microbiota intestinal participa na modulação do sistema imunitário do hospedeiro.  Vários trabalhos detetaram uma diferença na composição entre os pacientes com tuberculose e os indivíduos saudáveis, com assinaturas intestinais específicas nos doentes (diminuição da diversidade, menor abundância de Bacteroides, etc.), no entanto variável de acordo com as fases de evolução da doença. 

1,4 milhões Em 2019, morreram 1,4 milhões de pessoas devido à tuberculose (OMS, 2020).

Além disso, de acordo com alguns estudos em modelos de ratos, a disbiose intestinal pode reduzir a eficácia dos medicamentos contra a tuberculose. Consequência direta: o reequilíbrio da microbiota intestinal com probióticos e pós-bióticos pode aumentar a eficácia desses medicamentos e também melhorar a imunidade do hospedeiro contra a bactéria responsável pela tuberculose. De fato, a atividade antituberculosa in vitro e in vivo desses bióticos coloca em destaque o seu potencial.

…e pulmonar

No que respeita à microbiota pulmonar, os estudos são mais raros. Realizados mediante lavagem broncoalveolar ou através de amostras de expetoração, reportam geralmente uma diminuição da diversidade da microbiota dos pacientes, com alteração das espécies dominantes. Além disso, esses estudos também sugerem um importante papel da microbiota pulmonar na patogénese da tuberculose e na eficácia do tratamento. Daí a perspetiva de se utilizar determinadas bactérias respiratórias comensais como probióticos de próxima geração no tratamento das infeções respiratórias resistentes.

Um eixo intestino-pulmão na infeção

As microbiotas intestinal e pulmonar parecem participar na prevenção, patogénese e tratamento da tuberculose. Como? Atuando sobre a quantidade de células imunitárias e as respetivas funções, produzindo bacteriocinas e bacteriolisinas que combatem o crescimento de M.tuberculosis, e/ou influenciando a biodisponibilidade e farmacocinética dos medicamentos contra a tuberculose. Afinal, existem fortes associações entre a microbiota intestinal e a microbiota pulmonar, através de uma interação bidirecional: as alterações na primeira podem afetar a segunda e vice-versa. Assim, o eixo intestino-pulmão terá um papel fundamental na prevenção e tratamento da tuberculose, ao afetar a resposta imunitária do hospedeiro contra a M. tuberculosis

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