Choque tóxico menstrual: uma flora equilibrada como proteção contra os ataques de S. aureus

O choque tóxico menstrual não está apenas relacionado com a bactéria patogénica (S. aureus neste caso), mas também com bactérias vaginais comensais. Em primeiro lugar, estão as mais protetoras Lactobacillus jensenii e L. crispatus.

Scanning Electron Micrograph (SEM) depicting large numbers of Staphylococcus aureus bacteria, which were found on the luminal surface of an indwelling catheter.

Febre alta e erupções cutâneas, hipotensão com possível falha de vários órgãos: mesmo sendo raro, o choque tóxico menstrual pode pôr em risco o prognóstico vital das mulheres afetadas, muitas vezes jovens. No centro desta infeção está a bactéria Staphylococcus aureus produtora da toxina TSST-1. A produção desta toxina depende do ambiente vaginal: é favorecida pela presença de oxigénio (aumentada pelos tampões e copos menstruais), uma concentração reduzida de glucose e um pH neutro. O que resulta na função protetora da microbiota vaginal, caracterizada por uma proeminência de lactobacilos que acidificam o ambiente vaginal.

Mas a redução de estrogénio e a concentração reduzida de glucose vaginal (associada à perda de mucosa) aquando da chegada da menstruação reduzem a abundância destes lactobacilos. Estas condições podem favorecer o choque tóxico menstrual? Para obter mais informações, os investigadores 1 simularam ambientes vaginais diferentes in vitro para medir os efeitos na produção de TSST-1. 

1 a 3 mulheres em 100 000 que usam dispositivos intravaginais (tampões e copos menstruais) estão expostas a um risco de síndrome de choque tóxico menstrual.

x2 a x3 O risco de síndrome de choque tóxico é multiplicado por 2 quando um tampão é usado durante mais de 6 horas e por 3 quando o tampão é usado durante toda a noite.

Replicar floras vaginais in vitro

Antes de avançar mais com as experiências realizadas, é importante recordar que foram identificados 5 tipos principais de floras vaginais (Community state types ou CST) nas mulheres:

  • 3 consideradas saudáveis, respetivamente dominadas por Lactobacillus crispatus (CST-I), L. gasseri (CST-II) e L. jensenii (CST-V), ; 
  • uma considerada como transitória, dominada por L. iners (CST-III) ; 
  • e uma considerada como disbiótica e associada à vaginose bacteriana, composta por uma comunidade polimicrobiana que inclui Gardnerella vaginalis (CST-IV). 

Os investigadores criaram então ambientes vaginais representativos dos 5 tipos e variaram as concentrações de glucose nos mesmos.

3 condições

São necessárias, pelo menos, 3 condições concomitantes para o desenvolvimento do choque tóxico menstrual:

  • a colonização vaginal por uma estirpe de S. aureus produtora da toxina TSST-1, que corresponde de 1 a 5% das mulheres;
  • a utilização de uma proteção intravaginal (tampão e copo menstrual) durante a menstruação, o que corresponde de 60 a 80% das mulheres de países desenvolvidos;
  • e a ausência de anticorpos de neutralização contra a TSST-1, que corresponde de 10 a 20% das mulheres.

Condições e bactérias protetoras

Em caso de concentrações elevadas de açúcar, a produção da toxina pela S. aureus é amplamente reduzida, reprimida pela proteína do controlo catabólico (carbon catabolite control protein A, CcpA). Mas a microbiota vaginal aparentava ter igualmente um papel importante. A comparação dos diferentes tipos de flora demonstra que a produção da toxina poderá ser aumentada quando a flora é do tipo transitório (III) e disbiótico (IV). Estas duas floras podem igualmente favorecer a inflamação gerada pela S. aureus.

Inversamente, L. crispatus e L. jensenii limitam a produção da toxina, na presença ou não de glucose. A L. jensenia revelou mesmo ter a capacidade de bloquear a produção da toxina perante a forte presença de oxigénio e de reduzir a virulência de S. aureus. Torna-se assim o lactobacilo mais protetor entre os estudados. Para os autores, será o melhor candidato na investigação de um probiótico para as mulheres que já tenham tido um choque tóxico e que pretendam prevenir uma recidiva.

Summary
Off
Sidebar
On
Migrated content
Désactivé
Updated content
Désactivé
Hide image
Off
Noticias

Microbioma intestinal: o treinador invisível no desporto?

Os triliões de micróbios existentes no intestino, também denominados microbioma intestinal, têm suscitado muito interesse na última década pela capacidade de afetar a digestão, a fisiologia e talvez até o humor e a saúde mental. Contudo, com estudos recentes que sugerem uma relação bidirecional entre o exercício físico e o microbioma intestinal, os cientistas estão agora a começar a investigar também a função do microbioma intestinal como um treinador invisível no desporto que afeta o desempenho físico.

Atividade física e problemas gastrointestinais

A atividade física, pela sua natureza, provoca stresse no corpo, particularmente se for intensa ou prolongada. Enquanto uma quantidade moderada de exercício tem um efeito positivo na permeabilidade e inflamação intestinal 1, exercício constante e intenso pode ter efeitos prejudiciais na funcionalidade do intestino 2, tornando comuns perturbações e distúrbios gastrointestinais, especialmente em atletas de resistência. 3

Uma vez que o microbioma intestinal está associado à fisiologia gastrointestinal 4, o microbioma intestinal pode potencialmente contribuir para perturbações gastrointestinais e respostas fisiológicas ao exercício, influenciando o desempenho atlético.

Efeitos do exercício físico na microbiota intestinal

Em 2014, um estudo demonstrou que existe uma maior diversidade de micróbios e uma abundância relativa mais elevada de Akkermansia muciniphilia em atletas de rugby profissionais em comparação com controlos sedentários. 5 Desde então, vários estudos observacionais reportaram que o exercício físico está associado ao aumento da diversidade da microbiota intestinal e à abundância relativa de taxonomia bacteriana associada à saúde. 6,7 

No entanto, os estudos de intervenção de exercício não foram, na sua generalidade, bem sucedidos no aumento da diversidade microbiana intestinal 8,9, sugerindo que outros fatores, tais como os hábitos alimentares, também podem contribuir para as diferenças observadas.

Efeitos da microbiota intestinal no exercício de resistência

Orientado para um efeito mais direto da microbiota intestinal no exercício de resistência, um estudo importante publicado na revista Nature Medicine em 2019 10, revelou que os maratonistas têm níveis elevados de Veillonella. Os investigadores descobriram que o lactato, formado durante resistência prolongada, era transportado da circulação para o intestino, onde era metabolizado por Veillonella em propionato.

Flora, microbiota, microbioma: falsos cognatos e sinónimos verdadeiros

Saiba mais

Quando os cientistas alimentaram ratos com micróbios Veillonella que utilizam lactato ou administraram propionato através da infusão intracolónica, a resistência dos ratos melhorou, como refletido pela melhoria no desempenho em corrida numa passadeira. 10 Mas, o mais intrigante é que o estudo propunha que os micróbios intestinais poderiam melhorar diretamente o desempenho atlético. Outro estudo recente também reportou que o microbioma intestinal está envolvido em estimular os sinais derivados do intestino para o cérebro, afetando a motivação para o exercício físico nos ratos. 11

Estas descobertas sugerem que, ao se focarem no microbioma intestinal, os atletas podem potencialmente melhorar o desempenho atlético.

Estratégias alimentares focadas no intestino para influenciar o desempenho atlético

Uma forma óbvia de se focar no microbioma intestinal é através da alimentação, já que os micróbios se alimentam dos componentes alimentares que chegam ao cólon. Tradicionalmente, muitas estratégias alimentares direcionadas para o desporto focavam-se em ingerir quantidades elevadas de proteína e hidratos de carbono e quantidades reduzidas de fibra, bem como evitar alimentos. Embora essas estratégias possam ser suficientes para suportar o metabolismo do hospedeiro, restaurar as reservas de glicogénios e reduzir os problemas gastrointestinais durante o exercício 12, a falta de fibra alimentar pode, ao longo do tempo, ser prejudicial para a microbiota intestinal e para os hábitos intestinais do atleta. 13

Por outro lado, as estratégias alimentares direcionadas para o intestino, incluindo uma quantidade de fibra alimentar adequada de alimentos variados, probióticos e prebióticos, podem suportar um microbioma intestinal diversificado 13 e contribuir para hábitos intestinais regulares. 4 A ingestão de fibra alimentar e prebióticos alimentam os micróbios intestinais residentes, que servem de substratos para os micróbios. Quando estes componentes indigeríveis chegam ao cólon, os micróbios fermentam os mesmos em gás e produzem ácidos gordos de cadeia curta.

Embora demasiados gases possam causar desconforto e inchaço, os três principais ácidos gordos de cadeia curta resultantes (acetato, propionato e butirato) estão associados à saúde e integridade do cólon. Estas moléculas podem atuar localmente no intestino, afetando a função da barreira intestinal, a motilidade, o sistema nervoso e o sistema imunitário, bem como, em órgãos distantes, afetando o metabolismo do hospedeiro. 14

Os probióticos são outra forma de beneficiar o intestino

Os probióticos são organismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios à saúde. Vários estudos demonstraram que cadeias específicas de probióticos podem proteger contra problemas gastrointestinais e infeções no trato respiratório superior em atletas. 15–17 Contudo, de momento, os mecanismos subjacentes permanecem amplamente desconhecidos e os efeitos poderão ser dependentes de cadeias de probióticos, tornando-se complexo para os atletas.

Para nutrir o nosso treinador microbiano invisível no intestino, os cientistas e atletas necessitam de desenvolver estratégias alimentares focadas no intestino que, por um lado, reduzem os sintomas gastrointestinais durante o exercício físico e, por outro lado, suportam um microbioma intestinal diversificado, estimulam a fermentação do cólon e regulam as evacuações intestinais, aspetos que podem ser fundamentais para o desempenho atlético.

Recomendado pela nossa comunidade

"#microbiota "Uma vez que o microbioma intestinal está ligado à fisiologia gastrointestinal, o microbioma intestinal pode potencialmente desempenhar um papel no sofrimento gastrointestinal e nas respostas fisiológicas ao #exercício, influenciando o desempenho atlético..."  -@rddp10 (Da Biocodex Microbiota Institute em X)

Fontes

1. Cook, M. D. et al. Forced treadmill exercise training exacerbates inflammation and causes mortality while voluntary wheel training is protective in a mouse model of colitis. Brain Behav Immun 33, 46–56 (2013).

2. Dokladny, K., Zuhl, M. N. & Moseley, P. L. Intestinal epithelial barrier function and tight junction proteins with heat and exercise. J Appl Physiol (1985) 120, 692–701 (2016).

3. De Oliveira, E. P., Burini, R. C. & Jeukendrup, A. Gastrointestinal complaints during exercise: prevalence, etiology, and nutritional recommendations. Sports Med 44 Suppl 1, (2014).

4. Procházková, N. et al. Advancing human gut microbiota research by considering gut transit time. Gut 72, 180–191 (2023).

5. Clarke, S. F. et al. Exercise and associated dietary extremes impact on gut microbial diversity. Gut 63, 1913–1920 (2014).

6. Barton, W. et al. The microbiome of professional athletes differs from that of more sedentary subjects in composition and particularly at the functional metabolic level. Gut 67, 625–633 (2018).

7. Petersen, L. M. et al. Community characteristics of the gut microbiomes of competitive cyclists. Microbiome 5, (2017).

8. Cronin, O. et al. A Prospective Metagenomic and Metabolomic Analysis of the Impact of Exercise and/or Whey Protein Supplementation on the Gut Microbiome of Sedentary Adults. mSystems 3, (2018).

9. Kern, T. et al. Structured exercise alters the gut microbiota in humans with overweight and obesity-A randomized controlled trial. Int J Obes (Lond) 44, 125–135 (2020).

10. Scheiman, J. et al. Meta-omics analysis of elite athletes identifies a performance-enhancing microbe that functions via lactate metabolism. Nat Med 25, 1104–1109 (2019)

11. Dohnalová, L. et al. A microbiome-dependent gut-brain pathway regulates motivation for exercise. Nature 612, 739–747 (2022).

12. Lis, D. M., Stellingwerff, T., Kitic, C. M., Fell, J. W. & Ahuja, K. D. K. Low FODMAP: A Preliminary Strategy to Reduce Gastrointestinal Distress in Athletes. Med Sci Sports Exerc 50, 116–123 (2018).

13. Armet, A. M. et al. Rethinking healthy eating in light of the gut microbiome. Cell Host Microbe 30, 764–785 (2022).

14. Koh, A., De Vadder, F., Kovatcheva-Datchary, P. & Bäckhed, F. From Dietary Fiber to Host Physiology: Short-Chain Fatty Acids as Key Bacterial Metabolites. Cell 165, 1332–1345 (2016).

15. Tavares-Silva, E., Caris, A. V., Santos, S. A., Ravacci, G. R. & Thomatieli-Santos, R. V. Effect of Multi-Strain Probiotic Supplementation on URTI Symptoms and Cytokine Production by Monocytes after a Marathon Race: A Randomized, Double-Blind, Placebo Study. Nutrients 13, (2021)

16. Sivamaruthi, B. S., Kesika, P. & Chaiyasut, C. Effect of Probiotics Supplementations on Health Status of Athletes. Int J Environ Res Public Health 16, (2019).

17. Schreiber, C., Tamir, S., Golan, R., Weinstein, A. & Weinstein, Y. The effect of probiotic supplementation on performance, inflammatory markers and gastro-intestinal symptoms in elite road cyclists. J Int Soc Sports Nutr 18, (2021).

Summary
Off
Sidebar
On
Migrated content
Désactivé
Updated content
Désactivé
Hide image
Off
Noticias Medicina geral Gastroenterologia

Uma ferramenta de diagnóstico SCI fácil de usar

Três gastrenterologistas de renome internacional (Pr. Jean-Marc Sabaté, Pr. Jan Tack e Dr. Pedro Costa Moreira) acabam de lançar, com o apoio do Instituto Biocodex Microbiota, uma ferramenta de diagnóstico da SCI para melhor diagnosticar a SCI e ajudar os profissionais de saúde a comunicar com os seus pacientes.

How to define IBS? What do we know about the physiopathology? How to make a confident diagnosis? What are the warning signs? Which investigations are needed? What are the general management concepts? How often a follow up care is conducted?

Quantos doentes que sofrem de distúrbios intestinais funcionais é que um profissional de saúde vê por semana? Sabia que até 75% dos indivíduos com Síndrome do Colón Irritável (SCI) podem não ser diagnosticados e podem ter dificuldades mais de 4 anos antes de receberem um diagnóstico médico formal?

O diagnóstico adequado da SCI pode ser desafiante e incerto por diferentes razões: desordem complexa com sintomas muitas vezes difíceis de quantificar objetivamente, complexa para explicar ao paciente durante uma consulta média...

No entanto, os sintomas da SCI precisam de ser diagnosticados e merecem uma atenção especial, bem como um tratamento dedicado.

É por este motivo que o Pr. Jean-Marc Sabaté, Pr. Jan Tack, Dr. Pedro Costa Moreira com o apoio do Instituto Biocodex Microbiota criaram uma ferramenta de diagnóstico SCI fácil de utilizar e orientada para a prática, com um duplo objetivo para os profissionais de saúde: melhor diagnosticar a SCI e melhorar o diálogo com os seus pacientes.

Porque é útil na sua prática diária?
  • Porque contém infografia simples sobre a doença, a fisiopatologia, nomes sinónimos...
  • Porque inclui uma lista de verificação fácil de usar para fazer um diagnóstico diferencial (critérios de diagnóstico, subtipos da SCI, um livro de verificação dos sintomas de alarme...)
  • Porque contém um lembrete sobre tudo o que eles precisam de saber para ir mais além (investigação, gestão, acompanhamento)
Porque é confiável?
  • Porque foi criado por especialistas de renome internacional da SCI
  • Porque recebeu o aval da Organização Mundial de Gastrenterologia
Porque é útil comunicar com os seus pacientes?
  • Porque contém frases de carácter público leigo para explicar a SCI e a microbiota

A ferramenta está disponível em 3 formatos. Escolha a ferramenta certa para si!

  1. Fan deck brochure
  2. Digital
  3. Tod download

Obtenha a sua aqui https://www.biocodexmicrobiotainstitute.com/pt/pro/manual-de-avaliacao-diagnostica-no-sindrome-do-intestino-irritavel-sii

Sobre o Instituto Biocodex Microbiota

O Instituto Biocodex Microbiota é uma instituição científica internacional que visa fomentar a saúde através da divulgação de conhecimentos sobre a microbiota humana. Para o fazer, o Instituto dirige-se tanto aos profissionais de saúde como ao público em geral para os sensibilizar para o papel central deste órgão ainda pouco conhecido do organismo.
Contacte

Contacto

Olivier VALCKE
Relações Públicas e Gestor Editorial
Telefone:: +33 6 43 61 32 58

ovalcke@biocodex.com

BMI-23.08
Summary
Off
Sidebar
Off
Migrated content
Désactivé
Updated content
Désactivé
Hide image
Off
Sala de imprensa

Microbiota e SCI: o Biocodex Microbiota Institute lança uma campanha de sensibilização destinada aos profissionais de saúde e ao público em geral

Testemunhos de pacientes, ferramentas de diagnóstico, cursos de formação com certificação, computação gráfica, artigos, etc. Por ocasião do mês de sensibilização sobre a síndrome do colón irritável (SCI), o Biocodex Microbiota Institute disponibiliza aos profissionais de saúde e ao público em geral um conjunto de ferramentas e conteúdos inovadores para ajudar a compreender melhor esta doença e a sua ligação com a microbiota. 

Homepage LP - World IBS Awareness Month

Informar e instruir para melhor diagnosticar. Fiel à sua missão de sensibilizar para a importância da microbiota na saúde, o Biocodex Microbiota Institute mobiliza-se em abril, mês de sensibilização sobre a síndrome do colón irritável, com conteúdos exclusivos para os profissionais de saúde e para o público em geral.

Instruir e dar formação aos profissionais de saúde

Formação certificada sobre a SCI, infografias para partilhar com os seus pacientes, vídeos especializados, fichas temáticas, as últimas novidades científicas... O Biocodex Microbiota Institute fornece aos profissionais de saúde ferramentas e conteúdos personalizados para melhorarem a sua prática diária e se tornarem facilmente peritos em SCI!

Um guia para melhor diagnosticar a SCI

Cerca de 75% das pessoas que sofrem de SCI não serão diagnosticadas, apesar de a doença afetar 10% da população mundial. A maioria dos pacientes com SCI partilham um percurso de assistência caótico, com erros de diagnóstico, falta de informação fiável, tentativas de tratamento sem sucesso, e por vezes mudanças dietéticas inapropriadas ou mesmo arriscadas. Foi por isso que três gastroenterologistas de renome internacional (o professor Jean-Marc Sabaté, o professor Jan Tack e o doutor Pedro Costa Moreira) desenvolveram, com o apoio do Biocodex Microbiota Institute, um guia para melhor diagnosticar a SCI. Esta ferramenta inovadora, de fácil utilização e orientada para a prática, fornece um auxiliar de memória simples para o diagnóstico diferencial (critérios de diagnóstico, subtipos de SCI, lista de verificação de sinais de alerta, etc.) e para melhorar a comunicação com os seus pacientes. Disponível em três formatos, o guia referido pode ser descarregado da página web do Biocodex Microbiota Institute destinada aos profissionais de saúde.

Viver com a SCI: testemunhos de pacientes

Eles chamam-se Aline, Jennifer e Mihai. Todos sofrem de síndrome do cólon irritável e testemunham de coração aberto como a doença afetou a sua vida quotidiana. Para assinalar o mês de sensibilização sobre a SCI, o Biocodex Microbiota Institute lança "Patient Stories", uma série de vídeos com depoimentos de pacientes com patologias crónicas. Os primeiros episódios da série, realizados com o apoio da APSSII, associação francesa de doentes que sofrem de síndrome do cólon irritável, são dedicados à SCI.

Um problema de saúde pública

Desconhecida do público em geral, diagnosticada tardiamente pelos profissionais de saúde e por vezes incompreendida pelos próprios pacientes, a síndrome do cólon irritável é uma patologia crónica complexa que representa um problema de saúde pública. Com esta campanha de sensibilização a 360°, o Instituto Biocodex Microbiota pretende mobilizar todos os interessados (pacientes e profissionais de saúde, mas também os familiares, os prestadores de assistência, o público em geral, as autoridades sanitárias, etc.) para uma melhor compreensão da doença e para os mais recentes avanços na investigação que apontam para o papel da microbiota intestinal.

Jennifer e a Sindrome do Colon Irritavel (SCI)

é necessário permanecer positivo, mas sobretudo continuar a investigar.”

Jennifer, paciente de SCI

Sobre o Biocodex Microbiota Institute

O Biocodex Microbiota Institute é um instituto científico internacional que visa promover uma melhor saúde através da comunicação sobre a microbiota humana. Para este fim, dirige-se aos profissionais de saúde e ao público em geral a fim de sensibilizar para o papel fulcral deste órgão ainda pouco conhecido.

Contacto

Olivier VALCKE
Relações públicas e responsável editorial 
Telefone: +33 6 43 61 32 58
o.valcke@biocodex.com

BMI-23.13
Summary
Off
Sidebar
Off
Migrated content
Désactivé
Updated content
Désactivé
Hide image
Off
Sala de imprensa

Microbiota e síndrome do colón irritável (SCI): o Biocodex Microbiota Institute lança uma campanha de sensibilização destinada aos profissionais de saúde e ao público em geral

Testemunhos de pacientes, ferramentas de diagnóstico, cursos de formação com certificação, computação gráfica, artigos, etc. Por ocasião do mês de sensibilização sobre a síndrome do colón irritável (SCI), o Biocodex Microbiota Institute disponibiliza aos profissionais de saúde e ao público em geral um conjunto de ferramentas e conteúdos inovadores para ajudar a compreender melhor esta doença e a sua ligação com a microbiota. 

Homepage LP - World IBS Awareness Month

Informar e instruir para melhor diagnosticar. Fiel à sua missão de sensibilizar para a importância da microbiota na saúde, o Biocodex Microbiota Institute mobiliza-se em abril, mês de sensibilização sobre a síndrome do colón irritável, com conteúdos exclusivos para os profissionais de saúde e para o público em geral.

Instruir e dar formação aos profissionais de saúde

Formação certificada sobre a SCI, infografias para partilhar com os seus pacientes, vídeos especializados, fichas temáticas, as últimas novidades científicas... O Biocodex Microbiota Institute fornece aos profissionais de saúde ferramentas e conteúdos personalizados para melhorarem a sua prática diária e se tornarem facilmente peritos em SCI!

Um guia para melhor diagnosticar a SCI

Cerca de 75% das pessoas que sofrem de SCI não serão diagnosticadas, apesar de a doença afetar 10% da população mundial. A maioria dos pacientes com SCI partilham um percurso de assistência caótico, com erros de diagnóstico, falta de informação fiável, tentativas de tratamento sem sucesso, e por vezes mudanças dietéticas inapropriadas ou mesmo arriscadas. Foi por isso que três gastroenterologistas de renome internacional (o professor Jean-Marc Sabaté, o professor Jan Tack e o doutor Pedro Costa Moreira) desenvolveram, com o apoio do Biocodex Microbiota Institute, um guia para melhor diagnosticar a SCI. Esta ferramenta inovadora, de fácil utilização e orientada para a prática, fornece um auxiliar de memória simples para o diagnóstico diferencial (critérios de diagnóstico, subtipos de SCI, lista de verificação de sinais de alerta, etc.) e para melhorar a comunicação com os seus pacientes. Disponível em três formatos, o guia referido pode ser descarregado da página web do Biocodex Microbiota Institute destinada aos profissionais de saúde.

Viver com a SCI: testemunhos de pacientes

Eles chamam-se Aline, Jennifer e Mihai. Todos sofrem de síndrome do cólon irritável e testemunham de coração aberto como a doença afetou a sua vida quotidiana. Para assinalar o mês de sensibilização sobre a SCI, o Biocodex Microbiota Institute lança "Patient Stories", uma série de vídeos com depoimentos de pacientes com patologias crónicas. Os primeiros episódios da série, realizados com o apoio da APSSII, associação francesa de doentes que sofrem de síndrome do cólon irritável, são dedicados à SCI.

Um problema de saúde pública

Desconhecida do público em geral, diagnosticada tardiamente pelos profissionais de saúde e por vezes incompreendida pelos próprios pacientes, a síndrome do cólon irritável é uma patologia crónica complexa que representa um problema de saúde pública. Com esta campanha de sensibilização a 360°, o Instituto Biocodex Microbiota pretende mobilizar todos os interessados (pacientes e profissionais de saúde, mas também os familiares, os prestadores de assistência, o público em geral, as autoridades sanitárias, etc.) para uma melhor compreensão da doença e para os mais recentes avanços na investigação que apontam para o papel da microbiota intestinal.

é necessário permanecer positivo, mas sobretudo continuar a investigar.”

Jennifer, paciente de SCI

Sobre o Biocodex Microbiota Institute

O Biocodex Microbiota Institute é um instituto científico internacional que visa promover uma melhor saúde através da comunicação sobre a microbiota humana. Para este fim, dirige-se aos profissionais de saúde e ao público em geral a fim de sensibilizar para o papel fulcral deste órgão ainda pouco conhecido.

Contacto

Olivier VALCKE
Relações públicas e responsável editorial 
Telefone: +33 6 43 61 32 58
o.valcke@biocodex.com

BMI-23.13
Summary
Off
Sidebar
Off
Migrated content
Désactivé
Updated content
Désactivé
Hide image
Off
Sala de imprensa Off

Observatório Internacional de Microbiotas: foco na saúde das mulheres

O que as mulheres sabem (e não sabem) sobre a sua microbiota vaginal.

Vaginal microbiota

Embora a microbiota intestinal continue a ser a mais conhecida, não é o única...  A microbiota vaginal também desempenha uma função essencial na nossa saúde. Mas o que sabem as mulheres atualmente sobre a função da microbiota vaginal? O que sabem sobre como devem cuidar da sua microbiota? Qual a função dos profissionais de saúde na informação que é dada aos pacientes? Para responder a estas perguntas, o Instituto Biocodex Microbiota encomendou à Ipsos a realização de um inquérito internacional alargado sobre este assunto: o Observatório Internacional de Microbiotas. Para realizar este inquérito, a Ipsos inquiriu 6500 pessoas em 7 países (França, Portugal, Espanha, EUA, Brasil, México e China). Para cada país, a amostra inquirida foi representativa da população do país com 18 ou mais anos de idade, ao nível de género, idade, profissão, região e zona urbana.

3,433 foram inquiridas mulheres

O inquérito foi realizado pela Internet entre 21 de março e 7 de abril de 2023. Este inquérito exclusivo revela uma falta de compreensão geral do contributo da microbiota vaginal para a saúde. Destaca também o papel essencial dos profissionais de saúde para a educação das pacientes, sobretudo as pacientes idosas, sobre a função da microbiota vaginal e os comportamentos que devem adotar para a preservar o melhor possível. 

Microbiota vaginal: um órgão pouco conhecido

  • O nível de conhecimento sobre a microbiota vaginal é bastante baixo: apenas 1 em cada 5 mulheres afirma saber o significado exato do termo "microbiota vaginal" (21% contra 18% nos resultados globais). 53% das mulheres dizem que nunca ouviram falar sobre a microbiota vaginal (contra 55% nos resultados globais).
  • Quando inquiridas sobre o termo "flora vaginal", as noções são igualmente superficiais: apenas 1 em cada 2 mulheres sabe o que é exatamente a flora vaginal (49%), uma proporção ligeiramente superior à dos resultados globais (40%). 
  • Em relação à função e à importância da microbiota para a saúde, a grande maioria das mulheres sabe que a microbiota vaginal funciona como barreira de proteção das mulheres contra microrganismos patogénicos (67%) e que cada mulher tem uma microbiota vaginal diferente de qualquer outra mulher (60%). 
  • Contudo, apenas 1 em cada 2 mulheres sabe que a microbiota vaginal tem uma função de autolimpeza e que, desde a infância até à menopausa, a microbiota vaginal de uma mulher não permanece a mesma (52%). 
  • No que se refere aos conhecimentos específicos sobre o parto, a diversidade bacteriana ou o desequilíbrio da microbiota, o nível de conhecimentos desce a pique: apenas 1 em cada 3 mulheres sabe que as bactérias da microbiota vaginal são seguras para a vagina das mulheres (37%) e que a vaginose bacteriana está associada a um desequilíbrio da microbiota vaginal (35%). 1 em cada 3 mulheres sabe também que o parto (vaginal ou por cesariana) tem impacto na microbiota intestinal do recém-nascido (30%). Apenas 27% afirmam saber que a microbiota vaginal está equilibrada quando a sua diversidade bacteriana é baixa.

Comportamentos incorretos para proteger a microbiota vaginal

  • Quando lhes foram feitas perguntas destinadas a avaliar os seus conhecimentos sobre os comportamentos corretos que devem adotar para proteger a saúde da sua microbiota vaginal, as inquiridas deram uma pontuação média relativamente baixa de 2,8/5. 
  • Mais detalhadamente, e exceto no que se refere à utilização de roupa interior de algodão (tendo 85% das mulheres adotado o comportamento correto neste caso), uma proporção moderada de mulheres adotou comportamentos específicos para proteger a saúde da sua microbiota vaginal.
  • Quase 1 em cada 2 mulheres afirmam fazer duches vaginais (45%), apesar de serem prejudiciais para a sua microbiota vaginal.
  • Apenas 41% dizem tomar probióticos e/ou prebióticos (oral ou vaginalmente).

As informações facultadas pelos profissionais de saúde ainda são raras, mas são necessárias!

  • Menos de 1 em cada 2 mulheres afirmam que o seu médico lhes explicou como manter uma microbiota vaginal equilibrada (42%, embora apenas 20% tenham recebido esta explicação mais de uma vez) ou a importância de manter o melhor equilíbrio possível da sua microbiota vaginal (40%, mas 18% afirmam ter recebido esta explicação mais de uma vez).
  • Finalmente, apenas 1 em cada 3 afirmam que o seu médico alguma vez lhes ensinou o que é a microbiota vaginal e para que serve (35%, e apenas 14% receberam esta explicação várias vezes).
  • Ainda é muito raro os médicos darem informações sobre a microbiota, mas as mulheres precisam de as receber! 86% das mulheres inquiridas gostariam de ter mais informações sobre a importância da microbiota vaginal e o respetivo impacto na saúde.

Diferenças reais em função do perfil das pessoas inquiridas: as mulheres com 60 ou mais anos de idade são as que têm menos conhecimentos

  • Apesar de estarem numa idade em que os problemas de saúde associados ao envelhecimento serão cada vez mais presentes para muitas delas, as mulheres com 60 ou mais anos de idade são as que possuem menos conhecimentos. Apenas 40% destas mulheres sabem o que é a microbiota vaginal (em comparação com 47% de todas as mulheres).
  • As mulheres com 60 ou mais anos de idade são as que apresentam menor probabilidade de saber o que é a microbiota vaginal, com uma pontuação média de conhecimento de 3,3/8 (em comparação com 3,6/8 nos resultados globais).  Por exemplo, menos de 1 em cada 4 mulheres com 60 ou mais anos de idade (23%) sabem que a microbiota vaginal está equilibrada quando a sua diversidade bacteriana é baixa (em comparação com 27% nos resultados globais).
  • No que diz respeito à adoção de comportamentos adequados para manter o equilíbrio da microbiota vaginal, as mulheres com 60 ou mais anos de idade (juntamente com o grupo etário com menos de 25 anos) são as que adotaram os comportamentos menos corretos. Menos de 1 em cada 2 mulheres com 60 ou mais anos de idade utiliza uma solução de limpeza sem sabão (49%, em comparação com 52% nos resultados globais).
  • Ao mesmo tempo, o grupo etário com 60 ou mais anos é o que menos aborda este assunto com o seu médico. Apenas 1 em cada 4 mulheres com 60 ou mais anos de idade afirmam que o seu médico lhes ensinou o que é a microbiota vaginal e para que serve (29%, em comparação com 35% nos resultados globais).
  • Enquanto 90% do grupo etário dos 35 aos 44 anos afirmaram que gostariam de receber mais informações dos seus profissionais de saúde sobre a importância da microbiota vaginal e o seu impacto na saúde, apenas 79% do grupo etário com 60 ou mais anos gostariam de receber mais informações (em comparação com 86% nos resultados globais).
  • Por outro lado, os grupos etários dos 25 aos 34 e dos 35 aos 44 anos têm os níveis mais elevados de conhecimentos sobre o que as pessoas precisam de saber e fazer para preservar a sua microbiota vaginal.
  • Por exemplo, o grupo etário dos 35 aos 44 anos está muito mais familiarizado do que os outros com o termo "flora vaginal" (47% sabem exatamente o que é, em comparação com 40% nos resultados globais).
  • O grupo etário dos 25 aos 34 é o mais bem informado pelos respetivos médicos. Quase 1 em cada 2 mulheres receberam explicações do seu médico sobre o que é a microbiota vaginal e qual o seu objetivo (48% em comparação com 35% nos resultados globais). Uma grande maioria das mulheres do grupo etário dos 25 aos 34 anos (56% contra 42% nos resultados globais) afirmaram ter recebido do seu médico informações sobre os bons comportamentos a adotar para manter uma microbiota vaginal equilibrada.

O Observatório Internacional de Microbiotas também revelou contrastes consideráveis entre países em termos de conhecimentos, comportamentos e informações fornecidas pelos profissionais de saúde.

Sobre o Instituto Biocodex Microbiota

O Instituto Biocodex Microbiota é um centro de conhecimento internacional que visa promover uma saúde melhor através da divulgação de informações sobre a microbiota humana. Para o fazer, o Instituto dirige-se tanto aos profissionais de saúde como ao público em geral de forma a sensibilizar para o papel central deste órgão pouco conhecido.

Contact us

Instituto Biocodex Microbiota 

Olivier VALCKE
Relações Públicas e Diretor de Publicações 
Phone : +33 1 41 24 30 00
o.valcke@biocodex.com


Ipsos 

Etienne Mercier
Diretor da Divisão de Opinião e Saúde - Ipsos 
+33 6 23 05 05 17
etienne.mercier@ipsos.com

 

BMI-23.42
Summary
Off
Sidebar
Off
Migrated content
Désactivé
Updated content
Désactivé
Hide image
Off
Sala de imprensa

Observatório Internacional da Microbiota com foco na saúde das mulheres

O que as mulheres sabem (e não sabem) sobre a sua microbiota vaginal.

Vaginal microbiota

Embora a microbiota intestinal continue a ser a mais conhecida, não é o única...  A microbiota vaginal também desempenha uma função essencial na nossa saúde. Mas o que sabem as mulheres atualmente sobre a função da microbiota vaginal? O que sabem sobre como devem cuidar da sua microbiota? Qual a função dos profissionais de saúde na informação que é dada aos pacientes? Para responder a estas perguntas, o Instituto Biocodex Microbiota encomendou à Ipsos a realização de um inquérito internacional alargado sobre este assunto: o Observatório Internacional de Microbiotas. Para realizar este inquérito, a Ipsos inquiriu 6500 pessoas em 7 países (França, Portugal, Espanha, EUA, Brasil, México e China). Para cada país, a amostra inquirida foi representativa da população do país com 18 ou mais anos de idade, ao nível de género, idade, profissão, região e zona urbana.

3,433 foram inquiridas mulheres

O inquérito foi realizado pela Internet entre 21 de março e 7 de abril de 2023. Este inquérito exclusivo revela uma falta de compreensão geral do contributo da microbiota vaginal para a saúde. Destaca também o papel essencial dos profissionais de saúde para a educação das pacientes, sobretudo as pacientes idosas, sobre a função da microbiota vaginal e os comportamentos que devem adotar para a preservar o melhor possível. 

Microbiota vaginal: um órgão pouco conhecido

  • O nível de conhecimento sobre a microbiota vaginal é bastante baixo: apenas 1 em cada 5 mulheres afirma saber o significado exato do termo "microbiota vaginal" (21% contra 18% nos resultados globais). 53% das mulheres dizem que nunca ouviram falar sobre a microbiota vaginal (contra 55% nos resultados globais).
  • Quando inquiridas sobre o termo "flora vaginal", as noções são igualmente superficiais: apenas 1 em cada 2 mulheres sabe o que é exatamente a flora vaginal (49%), uma proporção ligeiramente superior à dos resultados globais (40%). 
  • Em relação à função e à importância da microbiota para a saúde, a grande maioria das mulheres sabe que a microbiota vaginal funciona como barreira de proteção das mulheres contra microrganismos patogénicos (67%) e que cada mulher tem uma microbiota vaginal diferente de qualquer outra mulher (60%). 
  • Contudo, apenas 1 em cada 2 mulheres sabe que a microbiota vaginal tem uma função de autolimpeza e que, desde a infância até à menopausa, a microbiota vaginal de uma mulher não permanece a mesma (52%). 
  • No que se refere aos conhecimentos específicos sobre o parto, a diversidade bacteriana ou o desequilíbrio da microbiota, o nível de conhecimentos desce a pique: apenas 1 em cada 3 mulheres sabe que as bactérias da microbiota vaginal são seguras para a vagina das mulheres (37%) e que a vaginose bacteriana está associada a um desequilíbrio da microbiota vaginal (35%). 1 em cada 3 mulheres sabe também que o parto (vaginal ou por cesariana) tem impacto na microbiota intestinal do recém-nascido (30%). Apenas 27% afirmam saber que a microbiota vaginal está equilibrada quando a sua diversidade bacteriana é baixa.

Comportamentos incorretos para proteger a microbiota vaginal

  • Quando lhes foram feitas perguntas destinadas a avaliar os seus conhecimentos sobre os comportamentos corretos que devem adotar para proteger a saúde da sua microbiota vaginal, as inquiridas deram uma pontuação média relativamente baixa de 2,8/5. 
  • Mais detalhadamente, e exceto no que se refere à utilização de roupa interior de algodão (tendo 85% das mulheres adotado o comportamento correto neste caso), uma proporção moderada de mulheres adotou comportamentos específicos para proteger a saúde da sua microbiota vaginal.
  • Quase 1 em cada 2 mulheres afirmam fazer duches vaginais (45%), apesar de serem prejudiciais para a sua microbiota vaginal.
  • Apenas 41% dizem tomar probióticos e/ou prebióticos (oral ou vaginalmente).

As informações facultadas pelos profissionais de saúde ainda são raras, mas são necessárias!

  • Menos de 1 em cada 2 mulheres afirmam que o seu médico lhes explicou como manter uma microbiota vaginal equilibrada (42%, embora apenas 20% tenham recebido esta explicação mais de uma vez) ou a importância de manter o melhor equilíbrio possível da sua microbiota vaginal (40%, mas 18% afirmam ter recebido esta explicação mais de uma vez).
  • Finalmente, apenas 1 em cada 3 afirmam que o seu médico alguma vez lhes ensinou o que é a microbiota vaginal e para que serve (35%, e apenas 14% receberam esta explicação várias vezes).
  • Ainda é muito raro os médicos darem informações sobre a microbiota, mas as mulheres precisam de as receber! 86% das mulheres inquiridas gostariam de ter mais informações sobre a importância da microbiota vaginal e o respetivo impacto na saúde.

Diferenças reais em função do perfil das pessoas inquiridas: as mulheres com 60 ou mais anos de idade são as que têm menos conhecimentos

  • Apesar de estarem numa idade em que os problemas de saúde associados ao envelhecimento serão cada vez mais presentes para muitas delas, as mulheres com 60 ou mais anos de idade são as que possuem menos conhecimentos. Apenas 40% destas mulheres sabem o que é a microbiota vaginal (em comparação com 47% de todas as mulheres).
  • As mulheres com 60 ou mais anos de idade são as que apresentam menor probabilidade de saber o que é a microbiota vaginal, com uma pontuação média de conhecimento de 3,3/8 (em comparação com 3,6/8 nos resultados globais).  Por exemplo, menos de 1 em cada 4 mulheres com 60 ou mais anos de idade (23%) sabem que a microbiota vaginal está equilibrada quando a sua diversidade bacteriana é baixa (em comparação com 27% nos resultados globais).
  • No que diz respeito à adoção de comportamentos adequados para manter o equilíbrio da microbiota vaginal, as mulheres com 60 ou mais anos de idade (juntamente com o grupo etário com menos de 25 anos) são as que adotaram os comportamentos menos corretos. Menos de 1 em cada 2 mulheres com 60 ou mais anos de idade utiliza uma solução de limpeza sem sabão (49%, em comparação com 52% nos resultados globais).
  • Ao mesmo tempo, o grupo etário com 60 ou mais anos é o que menos aborda este assunto com o seu médico. Apenas 1 em cada 4 mulheres com 60 ou mais anos de idade afirmam que o seu médico lhes ensinou o que é a microbiota vaginal e para que serve (29%, em comparação com 35% nos resultados globais).
  • Enquanto 90% do grupo etário dos 35 aos 44 anos afirmaram que gostariam de receber mais informações dos seus profissionais de saúde sobre a importância da microbiota vaginal e o seu impacto na saúde, apenas 79% do grupo etário com 60 ou mais anos gostariam de receber mais informações (em comparação com 86% nos resultados globais).
  • Por outro lado, os grupos etários dos 25 aos 34 e dos 35 aos 44 anos têm os níveis mais elevados de conhecimentos sobre o que as pessoas precisam de saber e fazer para preservar a sua microbiota vaginal.
  • Por exemplo, o grupo etário dos 35 aos 44 anos está muito mais familiarizado do que os outros com o termo "flora vaginal" (47% sabem exatamente o que é, em comparação com 40% nos resultados globais).
  • O grupo etário dos 25 aos 34 é o mais bem informado pelos respetivos médicos. Quase 1 em cada 2 mulheres receberam explicações do seu médico sobre o que é a microbiota vaginal e qual o seu objetivo (48% em comparação com 35% nos resultados globais). Uma grande maioria das mulheres do grupo etário dos 25 aos 34 anos (56% contra 42% nos resultados globais) afirmaram ter recebido do seu médico informações sobre os bons comportamentos a adotar para manter uma microbiota vaginal equilibrada.

O Observatório Internacional de Microbiotas também revelou contrastes consideráveis entre países em termos de conhecimentos, comportamentos e informações fornecidas pelos profissionais de saúde.

Sobre o Instituto Biocodex Microbiota

O Instituto Biocodex Microbiota é um centro de conhecimento internacional que visa promover uma saúde melhor através da divulgação de informações sobre a microbiota humana. Para o fazer, o Instituto dirige-se tanto aos profissionais de saúde como ao público em geral de forma a sensibilizar para o papel central deste órgão pouco conhecido.

Contacto para a comunicação social

Instituto Biocodex Microbiota 

Olivier VALCKE
Relações Públicas e Diretor de Publicações 
Phone : +33 1 41 24 30 00
o.valcke@biocodex.com


Ipsos 

Etienne Mercier
Diretor da Divisão de Opinião e Saúde - Ipsos 
+33 6 23 05 05 17
etienne.mercier@ipsos.com

BMI-23.42
Summary
Off
Sidebar
Off
Migrated content
Désactivé
Updated content
Désactivé
Hide image
Off
Sala de imprensa

Dia Mundial do Microbioma 2022: concentremo-nos na investigação da microbiota!

Já ouviu falar do Dia Mundial do Microbioma? É hoje! Todos os anos, no dia 27 de junho, todos se concentram nos milhares de milhões de microrganismos que povoam os nossos corpos... e em novos avanços médicos. O Dia Mundial do Microbioma visa apoiar os investigadores em todo o mundo a divulgar a importância da microbiota na saúde. Para assinalar este dia especial, o Biocodex Microbiota Institute está a divulgar a palavra a uma das mais promissoras comunidades de investigação internacionais: Vencedores de bolsas nacionais da Biocodex Microbiota Foundation .

logo WMD

É um relacionamento fiel. Pelo terceiro ano, o Biocodex Microbiota Institute está a celebrar o Dia Mundial do Microbioma com dois objetivos: sensibilizar o público leigo para a importância da microbiota e valorizar a investigação em microbiota através da Biocodex Microbiota Foundation vencedora de bolsas nacionais.

Ao olhar para trás no que diz respeito à última investigação em microbiota recompensada pela Fundação Biocodex Microbiota

São cientistas, professores, médicos especializados em diferentes especialidades (gastroenterologia, pediatria, neurologia, cardiologia, microbiologia, farmacocinética...). Eles vêm de Portugal, Finlândia, Bélgica, México, Estados Unidos... Fizeram grandes progressos no papel da microbiota na saúde e doenças associadas... E todos eles ganharam a bolsa nacional da Biocodex Microbiota Foundation!

Desde 2017, a Biocodex Microbiota Foundation recompensa as iniciativas nacionais de investigação que visam compreender a interação entre a microbiota e diferentes doenças. No Dia Mundial do Microbioma 2022, para dar visibilidade aos investigadores, o Biocodex Microbiota Institute dá a palavra aos vencedores das bolsas nacionais através de entrevistas dedicadas.

O que é que a bolsa nacional de investigação da Biocodex Microbiota Foundation lhes permitiu fazer? Que impacto têm os seus resultados de investigação nos cuidados ao paciente? Disponíveis na seção dedicada aos HCP, estes testemunhos dão-nos uma ideia clara da variedade e diversidade dos projetos de investigação atualmente em curso. Estas entrevistas serão ativadas através da conta do Twitter do Instituto durante 10 dias e do LinkedIn da Biocodex Microbiota Foundation até dia 27 de junho. Não hesite em partilhar e espalhar as boas novas!

Sobre o Biocodex Microbiota Institute

Biocodex Microbiota Institute é um centro internacional não promocional de conhecimento dedicado à microbiota. O Instituto educa o público leigo e os profissionais de saúde sobre a importância da microbiota nos cuidados de saúde e bem-estar.

Sobre a Biocodex Microbiota Foundation

Desde 2017, a Biocodex Microbiota Foundation tem vindo a trabalhar para melhorar a compreensão da ciência sobre a microbiota humana. Todos os anos, a Fundação contribui para o financiamento da investigação global sobre a microbiota através de bolsas concedidas a projetos inovadores de investigação científica. Regularmente são lançados convites para projetos sobre um tema específico relacionado com a microbiota, sendo depois os projetos mais promissores selecionados por um comité científico internacional constituído por especialistas independentes.

Contact us

Olivier VALCKE

Relações Públicas e Diretor de Publicações
Phone : +33 1 41 24 30 00
o.valcke@biocodex.com

BMI-22.38
Summary
Off
Sidebar
Off
Migrated content
Désactivé
Updated content
Désactivé
Hide image
Off
Sala de imprensa

Glifosato: impactos preocupantes na microbiota intestinal e no cérebro

Disbiose, perturbações do humor, doenças neurodegenerativas, problemas psicomotores... As potenciais consequências da exposição ao glifosato estão longe de ser negligenciáveis, segundo uma síntese publicada por investigadores polacos.

A microbiota intestinal

Riddle me this: I’m the most widely used herbicide in the world. I’m considered a probable carcinogen by the WHO. Yet I’ve just been re-approved in Europe for ten years. Who am I? 

Resposta: O glifosato!

Se descobriu a resposta certa, parabéns! No entanto, saiba que estas três informações não são suficientes para resumir tudo o que há a dizer sobre o  (sidenote: Glifosato É a molécula ativa do Roundup, um herbicida "total" comercializado a partir de 1974 pela Monsanto. Mata todas as infestantes (ervas daninhas) ao bloquear uma enzima das mesmas, chamada EPSPS, que está envolvida na síntese de certos aminoácidos essenciais ao seu crescimento. Altamente eficaz, fácil de usar e barato, o glifosato é o pesticida mais utilizado no mundo. É considerado um provável carcinogéneo para o ser humano pelo IARC (Centro Internacional de Investigação do Cancro) e pensa-se que será também um desregulador endócrino (embora este último aspeto continue a ser controverso). Desde 2000, altura em que a patente expirou e caiu no domínio público, é um ingrediente de muitos herbicidas utilizados na agricultura. Em vários países, incluindo a França, os Países Baixos e a Bélgica, é proibido a particulares e em espaços públicos. 
  Fonte: Muséum d’Histoire Naturelle e Inrae
)
, uma molécula que se encontra atualmente em todo o lado, na água, no ar e nos alimentos, nomeadamente nos cereais e nas leguminosas. 1

De acordo com uma revisão dos estudos sobre as consequências da exposição a esta molécula e aos herbicidas que a contêm, os seus efeitos serão "devastadores" para a microbiota e para o cérebro. 2

Franceses altamente expostos ao glifosato

Segundo um estudo efetuado com 6.848 voluntários em 84 departamentos em França, os franceses encontram-se expostos a um nível muito elevado de glifosato. 3

Terão sido detetados vestígios deste pesticida nos fluidos corporais de 99,8% dos participantes, com um nível médio de 1,19 µg/L, dez vezes superior ao máximo permitido na água potável. Os consumidores de produtos biológicos serão os menos afetados, enquanto os utilizadores de água da torneira, de nascentes ou de poços o serão bastante mais.

Os níveis sanguíneos serão mais elevados na primavera e no verão, quando se procede à pulverização, e também nos homens, nas pessoas mais jovens e nos agricultores, em especial nos viticultores.

Bactérias intestinais altamente perturbadas

Diversos estudos realizados em animais mostram, por exemplo, que mesmo em doses reduzidas, o glifosato provoca um aumento das bactérias patogénicas intestinais, reduz as bactérias benéficas e tem um impacto importante na presença de dois grandes grupos bacterianos: Firmicutes e Bacteroidetes.

Sabe-se que a manutenção de um rácio adequado entre Firmicutes e Bacteroidetes é um fator-chave para o equilíbrio da microbiota e que uma variação neste rácio constitui um marcador de  (sidenote: Disbiose A "disbiose" não é um fenómeno homogéneo – varia em função do estado de saúde de cada indivíduo. É geralmente definida como uma alteração da composição e do funcionamento da microbiota, causada por um conjunto de fatores ambientais e relacionados com o indivíduo que perturbam o ecossistema microbiano. Levy M, Kolodziejczyk AA, Thaiss CA, et al. Dysbiosis and the immune system. Nat Rev Immunol. 2017;17(4):219-232. ) , um desequilíbrio que está associado a várias perturbações e doenças.

Pensa-se também que o glifosato destabiliza de forma significativa o eixo intestino-cérebro, que é sobejamente conhecido por influenciar o nosso comportamento, a memória e as emoções, bem como a nossa imunidade e as nossas hormonas. Vários estudos sugerem que, em roedores e no ser humano, a exposição a este herbicida perturba as bactérias intestinais envolvidas no eixo intestino-cérebro, nomeadamente as que desempenham um papel benéfico em certas perturbações do humor..

Impacto em todo o sistema nervoso

Mas isso ainda não é tudo! Pensa-se também que o glifosato possa ter um impacto significativo na barreira hematoencefálica (a membrana que protege o cérebro) e que seja capaz de alterar a formação e a sobrevivência dos neurónios ou a transmissão dos impulsos nervosos. Isto pode ter consequências significativas sobre:

  • a saúde mental: ansiedade, depressão, pensamentos suicidas, etc.;
  • as capacidades cognitivas e sociais: problemas de memória, comportamentos sociais ou exploratórios anómalos, etc;
  • a locomoção: paralisias, perturbações psicomotoras, etc.;
  • o risco de patologias neurodegenerativas: doença de Parkinson, Alzheimer ou Huntington, esclerose múltipla, etc.

Afeções neurológicas

Saiba mais

Embora esta síntese suscite mais perguntas do que respostas, tem o mérito de realçar o facto de ainda ser necessário fazer progressos para avaliar com precisão os riscos para a saúde da exposição ao glifosato. Este herbicida continua a ser utilizado em grande escala em muitos países, o que faz dele um problema de saúde pública a nível mundial.

Summary
Off
Sidebar
On
Migrated content
Désactivé
Updated content
Désactivé
Hide image
Off
Noticias

Descodificar as tendências em matéria de saúde intestinal nas redes sociais

Há muitas correntes ou publicações “em alta” com pouco ou nenhum fundamento que se espalham através do TikTok, reivindicando que curam o nosso intestino sem fornecerem provas científicas. Neste artigo, Shania Bhopa fala sobre como detetar a desinformação e analisar de forma crítica os conteúdos sobre saúde intestinal presentes nas redes sociais.

A microbiota intestinal Dieta: Impacto na Microbiota Intestinal Perturbações digestivas

A era da desinformação está em constante expansão. Nas informações de saúde partilhadas em plataformas como o TikTok, a avaliação crítica do conteúdo torna-se fundamental, especialmente no que diz respeito à microbiota intestinal. Esta última, composta por biliões de microrganismos, desempenha um papel fundamental na digestão, no metabolismo, na função imunitária e na saúde mental.

A hashtag #guthealth tem mais de:

540 mil vídeos no TikTok

5,5 milhões no Instagram

A desinformação pode ser particularmente prejudicial para os indivíduos com doenças como a Síndrome do Cólon Irritável (SCI) ou a Doença Inflamatória Intestinal (DII), em que a informação exata e baseada em provas é crucial para tratar eficazmente os sintomas. A medicina baseada em provas científicas assegura que as intervenções e os tratamentos se fundamentam em dados científicos sólidos, melhorando os resultados para os doentes e otimizando a qualidade dos cuidados de saúde.

O objetivo é que cada pessoa se sinta confiante nas suas capacidades de discernir informações credíveis de inverdades. Isto não só ajuda a gerir melhor as patologias intestinais, como também evita a potencial exacerbação dos sintomas causada pelo facto de se seguir conselhos errados.

Os temas que se seguem têm sido frequentemente debatidos nas plataformas das redes sociais. Falemos agora das provas científicas.

Beber sumo de aloé vera todos os dias será benéfico para o intestino e para a microbiota intestinal.

A investigação sobre o sumo de aloé vera e os seus efeitos na digestão realça os seus potenciais benefícios. Está provado que o sumo de aloé vera constitui uma fonte útil de vitaminas e aminoácidos quando consumido por via oral. 1 No entanto, embora os efeitos benéficos do aloé vera para a digestão sejam dignos de nota, é essencial reconhecer que se trata apenas de um fragmento da complexa equação que rege a nossa saúde intestinal. O nosso estilo de vida, a nossa alimentação, os níveis de stress e outros fatores ambientais têm impacto na microbiota intestinal, o que sublinha a importância de uma abordagem holística da saúde digestiva.

Actu GP : Microbiote oral et grand âge : un jus de betterave - et des nitrates -, et ça repart ?

Beber sumo de beterraba para “eliminar entre 3 e 4 kg” de resíduos do organismo

Estudos indicam que o sumo de beterraba pode ser benéfico para o sistema digestivo devido ao seu conteúdo rico em moléculas bioativas, antioxidantes e fibras. As betalaínas e os compostos fenólicos presentes no sumo de beterraba podem modular positivamente a microbiota intestinal e promover a saúde gastrointestinal, tornando-o uma escolha saudável para melhorar a função digestiva. 2 

Embora as afirmações sensacionalistas em plataformas como o TikTok, tais como "beber sumo de beterraba para eliminar entre 3 y 4 kg de resíduos", careçam de apoio científico e resvalem para a desinformação, a verdade sobre a beterraba e a digestão assenta na sua composição nutricional. Verificou-se que a presença de betalaínas e compostos fenólicos no sumo de beterraba influencia a microbiota intestinal e reforça positivamente a saúde gastrointestinal, o que sublinha o valor da beterraba na promoção da função digestiva. Portanto, embora as afirmações fantasiosas sobre o sumo de beterraba possam não ter fundamento, os seus benefícios reais para a digestão realçam a importância para a saúde intestinal e o bem-estar geral de se integrar estes alimentos ricos em nutrientes nas nossas dietas.

Photo: Irritable bowel syndrome (IBS) - disease page

Se não faz cocó após cada refeição... sofre de OBSTIPAÇÃO!

De acordo com a American Gastroenterological Association, a obstipação é tipicamente caracterizada por haver menos de três movimentos intestinais numa semana e não pela ausência de movimentos intestinais após cada refeição 3 Contudo, é importante ter em conta que a frequência normal dos movimentos intestinais pode variar muito de pessoa para pessoa, indo de três vezes por semana até várias vezes por dia. A disseminação de informações erradas, como a afirmação de que não fazer cocó depois de cada refeição equivale a obstipação, sublinha a necessidade crucial de informação sobre saúde baseada em provas científicas.

Beber um shot de limão, gengibre e mel com o estômago vazio é bom para a saúde intestinal

Investigações sugerem que o extrato de gengibre pode, de facto, ter efeitos benéficos na saúde intestinal, particularmente na amenização da diarreia associada a antibióticos , no restabelecimento da microbiota intestinal e na melhoria da função de barreira intestinal. No entanto, é fundamental salientar que a maioria destas provas resulta de ensaios em animais, cujos resultados não podem necessariamente ser transpostos para a saúde humana. Além disso, embora o gengibre seja geralmente seguro para consumo, a sua ingestão excessiva pode provocar desconforto gastrointestinal, incluindo azia, diarreia ou dores de estômago.

Não existem provas que indiquem que a frequência e a quantidade de shots de limão, gengibre e mel sejam benéficas para a microbiota intestinal.

Beber sumo verde todas as manhãs é uma poção mágica para a microbiota intestinal

As provas apontam para o facto de que, embora este tipo de sumo possa proporcionar alguns benefícios nutricionais, a sua falta de fibras pode limitar a sua eficácia no apoio à digestão. As fibras são essenciais para aumentar a massa fecal e reduzir os tempos de trânsito intestinal, contribuindo para processos de digestão mais saudáveis. Uma vez que os sumos normalmente não têm fibras, podem não auxiliar eficazmente a digestão em comparação com os frutos ou legumes inteiros que contêm fibras solúveis e insolúveis.

Além disso, embora determinados sumos, como os sumos de citrinos, possam oferecer alguns benefícios para a saúde, também podem irritar diretamente a mucosa esofágica, exacerbando potencialmente os sintomas em pessoas com síndrome do colon irritável (SCI) e, portanto, não ajudando a digestão. 5

Em resumo, embora os sumos possam proporcionar alguns benefícios nutricionais, a sua falta de fibras torna-os menos eficazes na promoção da digestão do que os frutos e legumes inteiros. Destaca-se a importância do consumo de alimentos integrais com fibras naturais que são essenciais para a saúde digestiva e o bem-estar geral.

O que é que se pode fazer para se saber mais sobre saúde baseada em provas e analisar de forma criteriosa as publicações das redes sociais?

Existem várias ferramentas, como o Consensus, o You.com e o ScholarAI, que desempenham um papel fundamental na decifração das informações sobre temas de saúde. Estas ferramentas não só simplificam o processo de acesso e interpretação de provas científicas, como também permitem que as pessoas assumam o controlo da sua saúde, dotando-as dos conhecimentos necessários para fazerem escolhas baseadas em provas.

Imagem
Decoding gut trend_PT

Dieta

Learn more
Summary
Off
Sidebar
Off
Migrated content
Désactivé
Updated content
Désactivé
Hide image
Off
Noticias Medicina geral Gastroenterologia Nutrição