A microbiota urinária

Microbiota urinária: o que é e porque é tão importante para a nossa saúde?

O trato urinário humano é habitado por inúmeros microrganismos que podem desempenhar um papel protetor para a nossa saúde.1 Uma diversidade reduzida na flora urinária pode constituir também um fator de risco de doenças.2 De facto, já se pensou que a urina era estéril, mas estudos científicos recentes demonstraram o contrário.2 Continue a ler para saber como a investigação sobre a microbiota urinária está a avançar.

Urinary microbiota

O que é exatamente a microbiota urinária humana?

Advances in detection technologies have led to the discovery of additional bacteria in the urinary microbiota. The genus Lactobacillus is frequently identified, while Gardnerella, Streptococcus, and Corynebacterium also tend to be present, although to a lesser degree.3 In addition, communities of fungi have also been observed.6 

É provável que tenha ouvido falar menos na microbiota urinária do que sobre as suas congéneres mais conhecidas, a microbiota intestinal e a microbiota vaginal. Tal não surpreende, uma vez que se trata de um ambiente menos rico e diversificado4 e cujo papel necessita de mais investigação.1

No entanto, estudos recentes demonstraram que o trato urinário aloja uma microbiota urinária exclusiva.4,5 As análises à urina baseadas em métodos dependentes de cultura já tradicionalmente identificavam agentes patogénicos responsáveis por infeções do trato urinário (ITUs), como Escherichia coli.

Os avanços nas tecnologias de deteção levaram à descoberta de outras bactérias na microbiota urinária. O género Lactobacillus é frequentemente identificado, enquanto Gardnerella, Streptococcus e Corynebacterium também tendem a surgir, embora em menor grau.3 Adicionalmente, também já foram observadas comunidades de fungos.6

Além do mais, embora o número de estudos na área ainda seja limitado, a composição da microbiota urinária das mulheres parece ser diferente da dos homens,7 o que não é nada de surpreendente dadas as diferenças anatómicas e hormonais entre os dois sexos.

Porque é que a microbiota urinária é um fator fundamental para a nossa saúde?

Os (sidenote: Microrganismos Organismos vivos que são demasiado pequenos para serem vistos a olho nu. Incluem as bactérias, os vírus, os fungos, as arqueias, os protozoários, etc., e são vulgarmente designados "micróbios". What is microbiology? Microbiology Society. ) que habitam a microbiota urinária podem desempenhar um papel protetor para a nossa saúde1. No entanto, em determinadas situações, podem também contribuir para infeções do trato urinário.2

Vários mecanismos foram já descritos: por exemplo, os géneros bacterianos Lactobacillus e Streptococcus segregam ácido láctico, que se acredita ter uma função protetora contra os agentes patogénicos.8 O ácido lático reduz o pH da urina (≈ 4,5), criando um microambiente hostil para a maioria das bactérias patogénicas.

Além disso, os (sidenote: Lactobacilos Bactérias em forma de bastonete cuja característica principal é a de produzirem ácido láctico. É por essa razão que se fala em “bactérias do ácido láctico”. 
Estas bactérias estão presentes no ser humano ao nível das microbiotas oral, vaginal e intestinal, mas também nas plantas ou nos animais. Podem ser consumidas nos produtos fermentados: em produtos lácteos, como o iogurte e alguns queijos, e também em outros tipos de alimentos fermentados – picles, chucrute, etc..
Os lactobacilos são também consumidos em produtos que contêm probióticos, com algumas espécies a serem conhecidas pelas suas propriedades benéficas.   W. H. Holzapfel et B. J. Wood, The Genera of Lactic Acid Bacteria, 2, Springer-Verlag, 1st ed. 1995 (2012), 411 p. « The genus Lactobacillus par W. P. Hammes, R. F. Vogel Tannock GW. A special fondness for lactobacilli. Appl Environ Microbiol. 2004 Jun;70(6):3189-94. Smith TJ, Rigassio-Radler D, Denmark R, et al. Effect of Lactobacillus rhamnosus LGG® and Bifidobacterium animalis ssp. lactis BB-12® on health-related quality of life in college students affected by upper respiratory infections. Br J Nutr. 2013 Jun;109(11):1999-2007.
)
produzem outras substâncias, metabólitos antibacterianos, como o peróxido de hidrogénio, que também protegem contra agentes patogénicos.9 Assim, e tal como acontece com a microbiota intestinal, a microbiota urinária atua como barreira contra organismos patogénicos.1

Que doenças estão associadas a uma microbiota urinária desequilibrada?

Como sucede com todas as microbiotas (microbiota intestinal, microbiota pulmonar, etc.), quando a composição da microbiota urinária é perturbada, ocorre um desequilíbrio, ou “ (sidenote: Disbiose A "disbiose" não é um fenómeno homogéneo – varia em função do estado de saúde de cada indivíduo. É geralmente definida como uma alteração da composição e do funcionamento da microbiota, causada por um conjunto de fatores ambientais e relacionados com o indivíduo que perturbam o ecossistema microbiano. Levy M, Kolodziejczyk AA, Thaiss CA, et al. Dysbiosis and the immune system. Nat Rev Immunol. 2017;17(4):219-232. ) .9 Estudos a comparar a microbiota urinária de pessoas saudáveis com a de pacientes com várias doenças urinárias identificaram uma ligação entre essas doenças e a composição da microbiota urinária.

De facto, os estudos publicados até à data demonstraram uma intervenção clara da microbiota urinária nas infeções do trato urinário (ITUs).8,10 Por exemplo, uma diminuição da diversidade na microbiota urinária pode ser um fator de risco de infeções do trato urinário.11

Além disso, doenças como a incontinência urinária de urgência12, a cistite intersticial13 e as infeções sexualmente transmissíveis14 têm também sido associadas a uma microbiota urinária alterada.

Como podemos cuidar da nossa microbiota? Podemos exercer influência direta sobre ela.

  • Dieta: é do conhecimento geral que há fatores dietéticos que podem influenciar o risco de infeções do trato urinário. Determinados produtos e alimentos dietéticos (como o sumo de arando ou os laticínios fermentados contendo probióticos) podem ajudar a reduzir o risco de infeções recorrentes, ao regularem a microbiota.8
  • Probióticosos probióticos orais e vaginais têm sido utilizados com êxito na redução das taxas de recorrência de ITUs.15
  • Água: beber muita água é importante, mas os investigadores ainda não confirmaram se isso pode efetivamente curar infeções do trato urinário.1

Todas as informações deste artigo são provenientes de fontes científicas aprovadas. Tenha em conta que não são exaustivas. Apresentamos aqui a totalidade dos estudos dos quais retirámos todas estas informações.

Fontes

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4 Hilt EE, McKinley K, Pearce MM, et al. Urine is not sterile: use of enhanced urine culture techniques to detect resident bacterial flora in the adult female bladder. J Clin Microbiol. 2014 Mar;52(3):871-6.

Pearce MM, Hilt EE, Rosenfeld AB, et al. The female urinary microbiome: a comparison of women with and without urgency urinary incontinence. mBio. 2014 Jul 8;5(4):e01283-14.

6 Ackerman AL, Underhill DM. The mycobiome of the human urinary tract: potential roles for fungi in urology. Ann Transl Med. 2017 Jan;5(2):31. 

Lewis DA, Brown R, Williams J, et al. The human urinary microbiome; bacterial DNA in voided urine of asymptomatic adults. Front Cell Infect Microbiol. 2013 Aug 15;3:41.

8 Aragón IM, Herrera-Imbroda B, Queipo-Ortuño MI, et al. The Urinary Tract Microbiome in Health and Disease. Eur Urol Focus. 2018 Jan;4(1):128-138. 

9 Levy M, Kolodziejczyk AA, Thaiss CA, et al. Dysbiosis and the immune system. Nat Rev Immunol. 2017;17(4):219-232

10 Antunes-Lopes T, Vale L, Coelho AM, et al. The Role of Urinary Microbiota in Lower Urinary Tract Dysfunction: A Systematic Review. Eur Urol Focus. 2020 Mar 15;6(2):361-369. 

11 Horwitz D, McCue T, Mapes AC, et al. Decreased microbiota diversity associated with urinary tract infection in a trial of bacterial interference. J Infect. 2015 Sep;71(3):358-367.

12 Pearce MM, Hilt EE, Rosenfeld AB, et al. The female urinary microbiome: a comparison of women with and without urgency urinary incontinence. mBio. 2014 Jul 8;5(4):e01283-14.

13 Siddiqui H, Lagesen K, Nederbragt AJ, et al. Alterations of microbiota in urine from women with interstitial cystitis. BMC Microbiol. 2012 Sep 13;12:205.

14 Nelson DE, Van Der Pol B, Dong Q, et al. Characteristic male urine microbiomes associate with asymptomatic sexually transmitted infection. PLoS One. 2010 Nov 24;5(11):e14116.

15 Stapleton AE, Au-Yeung M, Hooton TM, et al. Randomized, placebo-controlled phase 2 trial of a Lactobacillus crispatus probiotic given intravaginally for prevention of recurrent urinary tract infection. Clin Infect Dis. 2011 May;52(10):1212-7.

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Microbiota

A microbiota vaginal

Como cuidar da microbiota vaginal?

Há centenas de bactérias que povoam a vagina.1 Vejamos como funcionam e porque devemos cuidar da nossa microbiota!

Vaginal microbiota

21% Apenas 1 em cada 5 mulheres afirma saber o significado exato do termo "microbiota vaginal"

O que é exatamente a microbiota vaginal?

A microbiota vaginal, ou flora vaginal, consiste em centenas de bactérias e num menor número de fungos (Candida), que povoam a vagina.1

Para a maioria das mulheres (e contrariamente à microbiota intestinal), a microbiota vaginal encontra-se equilibrada quando sua diversidade é reduzida (cerca de 200 espécies bacterianas) e quando os lactobacilos – bactérias em forma de bastão – são predominantes.1

Todas as mulheres têm uma microbiota vaginal, mas a microbiota vaginal difere de mulher para mulher. Até à data, foram descritos cinco tipos principais de comunidades bacterianas vaginais:1,2

A microbiota vaginal é uma comunidade dinâmica, sujeita à influência de fatores onde se incluem a origem étnica, as hormonas sexuais, a contraceção hormonal, o comportamento sexual, o uso de irrigação vaginal, a dieta, o hábito de fumar, o ambiente social (por exemplo, o espaço habitado) e os genes.1,3

Paralelamente, a flora vaginal não vive isolada. O ânus e a entrada da vagina estão localizados um mesmo ao lado da outra, e as intestinal bactérias do primeiro podem colonizar a segunda. O intestino constitui assim um reservatório natural de lactobacilos para a vagina, o que é importante para o equilíbrio da flora vaginal.5,6,7

Como é que a microbiota vaginal se altera ao longo da vida?

O corpo evolui ao longo da vida, e a microbiota vaginal faz o mesmo. A composição da microbiota vaginal muda radicalmente desde a infância, ao passar pela idade adulta, e até à menopausa.1 As alterações hormonais modificam o ritmo das nossas vidas e afetam também a microbiota vaginal. Por exemplo, a menstruação altera temporariamente a diversidade microbiana da vagina.8 A microbiota desempenha também um papel importante no parto.1,10 Durante a gravidez, ocorrem mudanças fisiológicas destinadas a adaptar o corpo da mãe ao feto e vice-versa.9 Na mulher grávida, a microbiota vaginal é mais estável, menos rica e menos diversificada,9 com elevados níveis de estrogénio a assegurarem o predomínio total dos lactobacilos.1,8 Por último, na menopausa, a microbiota vaginal atinge um novo equilíbrio.10

Porque é que a microbiota vaginal é um fator fundamental para a saúde?

As bactérias da microbiota vaginal ajudam a manter um ambiente vaginal saudável.1 Algumas dessas bactérias, particularmente os lactobacilos, impedem que (sidenote: Microrganismos Organismos vivos que são pequenos demais para serem vistos a olho nu. Eles incluem as bactérias, os vírus, os fungos, as arqueas, os protozoários, etc... E são comumente chamados de “micróbios” Fonte: What is microbiology? Microbiology Society.
 
)
patogénicos se instalem na vagina.
Vários mecanismos têm sido sugeridos:

  • ao produzir ácido láctico, a microbiota promove um ambiente ácido (pH ≤ 4,5), inadequado para muitos dos agentes patogénicos11,12
  • compostos defensivos produzidos pela microbiota, tais como peróxido de hidrogénio (H2O2) ou substâncias antibacterianas (bacteriocinas), atacam bactérias, vírus e fungos potenciais intrusos11,12
  • a microbiota funciona como uma barreira, tornando difícil aos agentes patogénicos implantarem-se nas paredes vaginais. A presença de lactobacilos acelera a renovação do epitélio, ao qual os agentes patogénicos podem tentar fixar-se11,12
  • a microbiota facilita a produção, pelo epitélio vaginal, de um muco protetor que mantém os agentes patogénicos à distância11,12
  • ao estimular o sistema imunitário da mulher, a microbiota melhora a sua capacidade de lutar contra ataques de agentes patogénicos11,12

30% 3 em cada 10 mulheres sabem que a microbiota vaginal está equilibrada quando a sua diversidade bacteriana é baixa.

Que doenças estão asociadas a uma microbiota vaginal desequilibrada?

Stress, doenças, higiene excessiva (irrigação), medicamentos (antibióticos, etc.), álcool, tabaco... todos estes fatores podem afetar a composição da microbiota vaginal.8 Quando a composição da microbiota se encontra desequilibrada, temos aquilo a que chamamos “ (sidenote: Disbiose A "disbiose" não é um fenómeno homogéneo – varia em função do estado de saúde de cada indivíduo. É geralmente definida como uma alteração da composição e do funcionamento da microbiota, causada por um conjunto de fatores ambientais e relacionados com o indivíduo que perturbam o ecossistema microbiano. Levy M, Kolodziejczyk AA, Thaiss CA, et al. Dysbiosis and the immune system. Nat Rev Immunol. 2017;17(4):219-232. ) ”.8,11

A disbiose vaginal ocorre quando os lactobacilos, bactérias fundamentais da flora vaginal, perdem a sua predominância, abrindo caminho para microrganismos oportunistas virem colonizar a vagina.8,11 A presença destes está frequentemente associada a corrimentos vaginais, comichão (prurido) e ardor, ou ainda a um cheiro a peixe, mas também pode ser assintomática.8

Uma disbiose vaginal é associada a:

  • vaginose bacteriana , devido à colonização por bactérias patogénicas1 
  • candidíase, resultante da proliferação de um fungo8 
  • redução da fertilidade11
  • maior risco de      parto prematuro1

É de ter em conta que...

... as mulheres que sofram de vaginose bacteriana são mais propensas a contraírem doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) como a herpes, o papilomavírus, o VIH/SIDA ou infeções bacterianas (gonorreia, clamídia, tricomoníase).3,14

Sabendo o que tem impacto direto nela, como podemos cuidar da nossa microbiota vaginal?

É essencial cuidar da microbiota vaginal. A higiene íntima diária é crucial para prevenir a disbiose. Há por aí muitas informações falsas, pelo que é importante perceber o que se deve e o que não se deve fazer.     

Diariamente:

Embora a irrigação vaginal não seja recomendada, uma vez que altera a flora vaginal, a lavagem externa da vulva com um gel íntimo15 adequado ajuda a reduzir a acumulação indesejada de secreções vaginais, suor, urina e contaminantes fecais.16


Para se contribuir para a boa saúde da microbiota vaginal...

... a higiene continua a ser necessária,15 mas não chega.  Já existem ou estão a ser testadas várias opções para a microbiota vaginal:

  • Os Probióticos: são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, oferecem benefícios para a saúde do hospedeiro.17,18 Podem reduzir ou corrigir de forma segura os desequilíbrios da microbiota. Os probióticos femininos, administrados através da vagina ou por via oral, podem ajudar a reequilibrar a flora vaginal, atenuar os sintomas e reduzir o risco de recorrência de várias infeções vaginais.13,19,20,21 Isto confirma-se tanto para mulheres em idade fértil como nas mulheres pós-menopausa.13,20,21
  • Os prebióticos: são fibras alimentares não digeríveis específicas que conferem benefícios para a saúde. São usados seletivamente por microrganismos benéficos na microbiota do hospedeiro.22,23 Quando adicionados a probióticos em produtos específicos, são conhecidos por simbióticos.24 prebióticos para mulheres, concebidos para promover um incremento dos lactobacilos e para ajudar a restaurar uma acidez vaginal saudável.19,25,26

Mas não é tudo!

Estudos recentes trouxeram à luz do dia novas opções terapêuticas para a modificação da microbiota vaginal, como o transplante de microbiota vaginal (TMV). Inspirado nos transplantes de microbiota fecal, o TMV implica enxertar a microbiota vaginal de uma mulher saudável noutra que sofra de disbiose vaginal. Trata-se de uma escolha promissora para a vaginose bacteriana refratária ou recorrente, embora até agora só tenha sido testada num número muito reduzido de pacientes (5 em 2019).27

Todas as informações deste artigo são provenientes de fontes científicas aprovadas. Tenha em conta que não são exaustivas. Apresentamos aqui a totalidade dos estudos dos quais retirámos todas estas informações.

Observatório Internacional de Microbiotas

Descubra os resultados de 2023
Fontes

1 Greenbaum S, Greenbaum G, Moran-Gilad J, et al. Ecological dynamics of the vaginal microbiome in relation to health and disease. Am J Obstet Gynecol. 2019 Apr;220(4):324-335.

Petrova MI, Lievens E, Malik S, et al. Lactobacillus species as biomarkers and agents that can promote various aspects of vaginal health. 2015 Front. Physiol. 6:81.

Lewis FM, Bernstein KT, Aral SO. Vaginal Microbiome and Its Relationship to Behavior, Sexual Health, and Sexually Transmitted Diseases. Obstet Gynecol. 2017;129(4):643-654.

Petricevic L, Domig KJ, Nierscher FJ, et al. Characterisation of the oral, vaginal and rectal Lactobacillus flora in healthy pregnant and postmenopausal women. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol. 2012;160(1):93-99.

Reid G, Bruce AW, Fraser N, et al. Oral probiotics can resolve urogenital infections. FEMS Immunol Med Microbiol 2001;30: 49–52.

Antonio MA, Rabe LK, Hillier SL. Colonization of the rectum by Lactobacillus species and decreased risk of bacterial vaginosis. J Infect Dis 2005;192:394–8.

Hilton E, Isenberg HD, Alperstein P, et al. Ingestion of yogurt containing Lactobacillus acidophilus as prophylaxis for candidal vaginitis. Ann Intern Med 1992;116:353–7

Amabebe E, Anumba DOC. The Vaginal Microenvironment: The Physiologic Role of Lactobacilli. Front Med (Lausanne). 2018 Jun 13;5:181.

Gupta P, Singh MP, Goyal K. Diversity of Vaginal Microbiome in Pregnancy: Deciphering the Obscurity. Front Public Health. 2020 Jul 24;8:326.

10 Petrova MI, van den Broek M, Balzarini J, et al. Vaginal microbiota and its role in HIV transmission and infection. FEMS Microbiol Rev. 2013;37(5):762-792

11 Younes JA, Lievens E, Hummelen R, et al. Women and Their Microbes: The Unexpected Friendship. Trends Microbiol. 2018 Jan;26(1):16-32.

12 Kovachev S. Defence factors of vaginal lactobacilli. Crit Rev Microbiol. 2018 Feb;44(1):31-39.

13 Riepl M. Compounding to Prevent and Treat Dysbiosis of the Human Vaginal Microbiome. Int J Pharm Compd. 2018 Nov-Dec;22(6):456-465.

14  Torcia MG. Interplay among Vaginal Microbiome, Immune Response and Sexually Transmitted Viral Infections. Int J Mol Sci. 2019;20(2):266.

15 Bohbot JM, Rica E. Microbiote vaginal, la révolution rose. Editions Marabout. 288 p.

16 Chen Y, Bruning E, Rubino J, et al. Role of female intimate hygiene in vulvovaginal health: Global hygiene practices and product usage. Womens Health (Lond). 2017;13(3):58-67.

17 FAO/OMS, Joint Food and Agriculture Organization of the United Nations/ World Health Organization. Working Group. Report on drafting  guidelines for the evaluation of probiotics in food, 2002.

18 Hill C, Guarner F, Reid G, et al. Expert consensus document. The International Scientific Association for Probiotics and Prebiotics consensus statement on the scope and appropriate use of the term probiotic. Nat Rev Gastroenterol Hepatol. 2014;11(8):506-514.

19 Gupta P, Singh MP, Goyal K. Diversity of Vaginal Microbiome in Pregnancy: Deciphering the Obscurity. Front Public Health. 2020 Jul 24;8:326.

20  de Vrese M, Laue C, Papazova E, et al. Impact of oral administration of four Lactobacillus strains on Nugent score - systematic review and meta-analysis. Benef Microbes. 2019;10(5):483-496.

21 Bohbot JM, Daraï E, Bretelle F, et al. Efficacy and safety of vaginally administered lyophilized Lactobacillus crispatus IP 174178 in the prevention of bacterial vaginosis recurrence [published correction appears in J Gynecol Obstet Hum Reprod. 2018 Apr;47(4):177]. J Gynecol Obstet Hum Reprod. 2018;47(2):81-86.

22 Gibson GR, Roberfroid MB. Dietary modulation of the human colonic microbiota: introducing the concept of prebiotics .J Nutr, 1995; 125:1401-12.

23 Gibson GR, Hutkins R, Sanders ME, et al. Expert consensus document: The International Scientific Association for Probiotics and Prebiotics (ISAPP) consensus statement on the definition and scope of prebiotics. Nat Rev Gastroenterol Hepatol. 2017;14(8):491-502.

24 Markowiak P, Śliżewska K. Effects of Probiotics, Prebiotics, and Synbiotics on Human Health. Nutrients. 2017;9(9):1021.

25 Collins SL, McMillan A, Seney S, et al. Promising Prebiotic Candidate Established by Evaluation of Lactitol, Lactulose, Raffinose, and Oligofructose for Maintenance of a Lactobacillus-Dominated Vaginal Microbiota. Appl Environ Microbiol. 2018;84(5):e02200-17.

26 Shmagel A, Demmer R, Knights D, et al. The Effects of Glucosamine and Chondroitin Sulfate on Gut Microbial Composition: A Systematic Review of Evidence from Animal and Human Studies. Nutrients. 2019 Jan 30;11(2):294.

27 Lev-Sagie A et al. Vaginal microbiome transplantation in women with intractable bacterial vaginosis. Nat Med. 2019 Oct 7.

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@Microbiota_Inst, a conta do Instituto dedicada aos profissionais de saúde no Twitter

Informar, aproximar e partilhar. Biocodex Microbiota Institute lança uma conta no Twitter totalmente dedicada aos profissionais de saúde: @Microbiota_Inst

Devido à sua capacidade de chegar a milhões de pessoas, o Twitter é atualmente a rede social mais popularmente utilizada para a comunicação em matéria de cuidados de saúde. Biocodex Microbiota Institute junta-se a esta rede social com um objetivo: criar uma comunidade qualificada, gerando uma dinâmica mobilizadora em torno das últimas notícias sobre a microbiota.

Construir uma comunidade internacional de profissionais de saúde em torno da microbiota...

Os profissionais de saúde vão ter acesso a um vasto repositório de conteúdos científicos atualizados: as mais recentes publicações científicas, entrevistas de especialistas, dossiers temáticos, live-tweets de conferências (OMGE, ESPGHAN, etc.) e muito mais. Esta nova conta no Twitter (@Microbiota_Inst) foi concebida com o objetivo de alcançar a comunidade mais ampla dos profissionais de saúde que pretendam estar a par das últimas informações no domínio da microbiota. E falamos de profissionais de saúde, mas não só. Graças a este novo canal de comunicação, Biocodex Microbiota Institute pretende alargar o seu público entre as instituições académicas reconhecidas e os estudantes da área da saúde, não esquecendo a imprensa especializada, os congressos, as ordens profissionais, etc.

... E promover os mais recentes avanços terapêuticos e as potencialidades da microbiota na saúde

Através da partilha de notícias concretas sobre a microbiota, a partir dos conteúdos do site privativo do Instituto (uma compilação dos avanços da investigação destinada aos médicos) ou de tweets de outros profissionais de saúde, a conta Twitter do Instituto visa ser reconhecida como um parceiro útil e de confiança no que respeita à investigação e à prática clínica. O Twitter é a rede social a seguir para se conhecer e propagar o conhecimento científico sobre a microbiota. Era, assim, legítimo que o Instituto reforçasse a sua presença nesta plataforma internacional reconhecida nesse campo.

Sobre Biocodex Microbiota Institute

Biocodex Microbiota Institute é uma instituição científica internacional que visa a promoção da saúde através da divulgação do conhecimento sobre a microbiota humana. Para esse fim, o Instituto dirige-se tanto aos profissionais de saúde como ao público em geral no sentido de sensibilizar para o papel fundamental deste órgão ainda relativamente desconhecido do corpo humano. 

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Diabetes do tipo 2

A diabetes é uma doença crónica relacionado com disfunção na produção ou uso de insulina, a hormona que regula o açúcar no sangue. A microbiota gastrointestinal foi identificada como um dos fatores ambientais responsáveis. 

A microbiota intestinal

Em 2015, 415 milhões de pessoas tinham diabetes. De acordo com as previsões da OMS, serão 642 milhões em 2040. Noventa por cento dos casos são diabetes tipo 2. 

Resistência à insulina, a principal causa de diabetes tipo 2

A principal causa de diabetes tipo 2 é o facto das células no corpo perderem a sensibilidade à insulina. Esta resistência à insulina torna a hormona ineficaz e leva a que o pâncreas produza mais até ao ponto de exaustão. Como resultado, o açúcar acumula-se no sangue, levando a hiperglicemia e complicações graves a longo prazo: enfarte do miocárdio, AVC, arterite nos membros inferiores, falência renal e cegueira.

Envolvimento da microbiota intestinal? 

Ainda que haja uma componente genética associada à diabetes tipo 2, o estilo de vida é o maior fator de risco para a doença – especialmente sedentarismo e uma dieta que inclua demasiada gordura e açúcar. Algumas gorduras e açúcares acionam uma resposta inflamatória associada a alterações metabólicas, o que por sua vez aumenta o nível de inflamação. Começa um círculo vicioso, no qual a microbiota gastrointestinal está envolvida porque está desequilibrada. Investigadores demonstraram que a microbiota intestinal está alterada na diabetes e que esta disbiose contribui para a doença.

Melhorias do estilo de vida

Acima de tudo, a diabetes trata-se com modificações do estilo de vida: perda de peso se necessário, atividade física regular e uma dieta equilibrada. É muitas vezes necessário introduzir medicação. 
O papel de certas bactérias intestinais e/ou probióticos na diabetes ainda tem de ser confirmado, mas os seus efeitos benéficos (particularmente no apetite e no açúcar no sangue) abriu um caminho para o desenvolvimento de novos alvos terapêuticos para esta doença, que afeta milhões de pessoas. 

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Doença

Obesidade

É um flagelo mundial que quase triplicou num período de cinquenta anos.1 Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 39% dos adultos com idade igual ou superior a 18 anos têm excesso de peso e 13% são obesos.
E se lhe dissermos que, no centro dos intestinos, a nossa microbiota intestinal podia ter impacto sobre o nosso apetite, o nosso peso e a nossa capacidade de armazenar as gorduras?2

A microbiota intestinal

O que é a obesidade?

Na origem da obesidade e do excesso de peso, encontramos muito frequentemente um desequilíbrio entre as calorias que são absorvidas e as que são gastas pelo corpo, demasiado aporte de gorduras e açúcares nomeadamente em relação aos gastos energéticos reais.3,4 O aumento excessivo da massa adiposa daí resultante pode prejudicar a saúde e reduzir significativamente a esperança de vida.3 As pessoas com excesso de peso ou obesas correm um risco mais elevado de doenças cardiovasculares, mas também de diabetes de tipo 2.5,6 A obesidade também está associada a vários tipos de cancro (fígado, útero, etc.).6  O índice de massa corporal (IMC) permite ter uma indicação aproximada do excesso de peso e da obesidade. Para um adulto, a OMS estima que existe excesso de peso quando o IMC é igual ou superior a 25 e obesidade quando o IMC é igual ou superior a 30.1

E a microbiota no meio de tudo isto?

Entre as causas mais conhecidas da obesidade encontram-se uma predisposição genética, uma vida sedentária, a falta de sono, fatores psicológicos, uma alimentação desequilibrada demasiado rica em gorduras e em açúcares, etc. Mas, às vezes, adotar um estilo de vida virtuoso que combina desporto e alimentação saudável não é suficiente para eliminar o nosso excesso de peso.3 Então, de quem é a culpa?  Recentemente, o estudo da flora intestinal no paciente obeso permitiu constatar perturbações na composição da sua microbiota intestinal. Este desequilíbrio do ecossistema microbiano corresponde a uma disbiose.7 Sabia? Estudos em roedores mostraram que se transplantarmos para um ratinho a microbiota de um paciente obeso, ele também engorda!8 Espantoso? Estes novos conhecimentos oferecem uma esperança para a descoberta de novos tratamentos. De facto, as pessoas obesas teriam uma microbiota globalmente menos rica e menos diversificada,9 com menos bactérias "boas" como a Akkermansia muciniphila e as bifidobactérias, e mais bactérias potencialmente prejudiciais.8 E, nestes casos, a modificação do equilíbrio da microbiota permitiria ao intestino extrair com mais eficácia a energia daquilo que comemos e, assim, melhorar o armazenamento energético nas pessoas obesas ou com excesso de peso.8

Repercussões para além do intestino

O equilíbrio entre os aportes e os gastos energéticos depende, em parte, de uma comunicação bidirecional entre o intestino e o cérebro, aquilo a que os investigadores chamam o eixo intestino-cérebro.10 Esta comunicação é viabilizada entre os neurónios e as bactérias graças a moléculas "sinal", entre as quais estão os " (sidenote: Ácidos gordos de cadeia curta (AGCC) Os ácidos gordos de cadeia curta são uma fonte de energia (carburante) das células do indivíduo, interagem com o sistema imunitário e estão envolvidos na comunicação entre o intestino e o cérebro.   Silva YP, Bernardi A, Frozza RL. The Role of Short-Chain Fatty Acids From Gut Microbiota in Gut-Brain Communication. Front Endocrinol (Lausanne). 2020;11:25. ) " e os " (sidenote: Neurotransmissores Moléculas específicas que permitem uma comunicação entre os neurónios (as células nervosas do cérebro), mas também com as bactérias da microbiota. São produzidas tanto pelas células do indivíduo como pelas bactérias da microbiota.   Baj A, Moro E, Bistoletti M, Orlandi V, Crema F, Giaroni C. Glutamatergic Signaling Along The Microbiota-Gut-Brain Axis. Int J Mol Sci. 2019;20(6):1482. ) ".5,6,11 A microbiota intestinal, através desses mensageiros, ajuda o cérebro a regular o equilíbrio energético, o apetite e a sensação de saciedade,6 mas também ajusta o humor e o comportamento alimentar.9,10 Verifica-se que a microbiota intestinal e a obesidade estão indissociavelmente ligadas; quando a microbiota intestinal é alterada, isso provoca perturbações ao nível da digestão, do sistema de defesa, mas também com o cérebro com o qual comunica para gerir a fome.9 À semelhança de um circuito elétrico fechado, os diferentes "aparelhos" estão ligados entre si e permitem que as informações (boas ou más) circulem entre o intestino e o cérebro. 

Uma microbiota modificada para emagrecer?

A solução parece ser evidente: emagrecer e eliminar quilos cuidando da sua microbiota! Não é assim tão simples, dirão os especialistas; é necessário compreender a forma como a alimentação, os probióticos e os prebióticos ou até mesmo o transplante de microbiota fecal (TMF) influenciam o ecossistema da nossa microbiota intestinal. 

  • Alimentação: Como já vimos, a alimentação é o primeiro fator de risco de obesidade. Também é a principal alavanca de modulação da microbiota. Até à data, não foi estabelecida nenhuma ligação categórica entre a ação sobre a flora intestinal e a importância da perda de peso.12 No entanto, a resposta a um regime alimentar seria devida à composição inicial da nossa microbiota intestinal.7,11
  •  Probióticos: Vários estudos realizados em animais mostram que determinados probióticos se destacam e teriam efeitos sobre o perfil metabólico, o aumento de peso ou até mesmo a saciedade em roedores.2,7,13,14 Os resultados são encorajadores em seres humanos, mesmo com dados mais reduzidos, determinados probióticos específicos tiveram impacto sobre o peso, o IMC, o perímetro abdominal, a gordura corporal e o perfil metabólico.2,5,6
  •  Prebióticos: Quanto aos prebióticos, os resultados são divergentes em seres humanos, embora os seus efeitos benéficos tenham sido amplamente demonstrados em laboratório2. Globalmente, os estudos salientam um efeito dos prebióticos sobre a saciedade7, mas infelizmente sem repercussões no peso.2
  • Transplante de microbiota fecal: Estão a ser estudadas outras terapias de modulação da microbiota intestinal, como o transplante de microbiota fecal (TMF) utilizado atualmente para tratar a infeção recorrente de Clostridioides difficile. Os investigadores avaliam o seu benefício potencial para corrigir a disbiose, atuar sobre o comportamento alimentar e o metabolismo energético.7
Fontes

1  https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight

2  Cerdó T, García-Santos JA, G Bermúdez M, et al. The Role of Probiotics and Prebiotics in the Prevention and Treatment of Obesity. Nutrients. 2019;11(3):635.

Blüher M. Obesity: global epidemiology and pathogenesis. Nat Rev Endocrinol. 2019;15(5):288-298.

4  Maruvada P, Leone V, Kaplan LM, et al. The Human Microbiome and Obesity: Moving beyond Associations. Cell Host Microbe. 2017;22(5):589-599.

Barathikannan K, Chelliah R, Rubab M, et al. Gut Microbiome Modulation Based on Probiotic Application for Anti-Obesity: A Review on Efficacy and Validation. Microorganisms. 2019;7(10):456.

6  Abenavoli L, Scarpellini E, Colica C, et al. Gut Microbiota and Obesity: A Role for Probiotics. Nutrients. 2019;11(11):2690. 

Levy M, Kolodziejczyk AA, Thaiss CA, Elinav E. Dysbiosis and the immune system. Nat Rev Immunol. 2017;17(4):219-232.

Lee CJ, Sears CL, Maruthur N. Gut microbiome and its role in obesity and insulin resistance. Ann N Y Acad Sci. 2020;1461(1):37-52.

Mulders RJ, de Git KCG, Schéle E, et al. Microbiota in obesity: interactions with enteroendocrine, immune and central nervous systems. Obes Rev. 2018;19(4):435-451.

10 Torres-Fuentes C, Schellekens H, Dinan TG, et al. The microbiota-gut-brain axis in obesity. Lancet Gastroenterol Hepatol. 2017;2(10):747-756.

11 Rastelli M, Knauf C, Cani PD. Gut Microbes and Health: A Focus on the Mechanisms Linking Microbes, Obesity, and Related Disorders. Obesity (Silver Spring). 2018;26(5):792-800.

12 Seganfredo FB, Blume CA, Moehlecke M, et al. Weight-loss interventions and gut microbiota changes in overweight and obese patients: a systematic review. Obes Rev. 2017;18(8):832-851.

13 Lucas N, Legrand R, Deroissart C, et al. Hafnia alvei HA4597 Strain Reduces Food Intake and Body Weight Gain and Improves Body Composition, Glucose, and Lipid Metabolism in a Mouse Model of Hyperphagic Obesity. Microorganisms. 2019;8(1):35.

14 Legrand R, Lucas N, Dominique M, et al. Commensal Hafnia alvei strain reduces food intake and fat mass in obese mice-a new potential probiotic for appetite and body weight management. Int J Obes (Lond). 2020;44(5):1041-1051. 

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