A síndrome metabólica não é, em rigor, uma doença; a sua definição é a existência, numa única pessoa, de obesidade abdominal (perímetro da cintura > 94 cm, nos homens, 80 cm, nas mulheres), associada a pelo menos dois dos seguintes problemas: níveis anormalmente elevados de insulina, hipertrigliceridemia, pressão arterial elevada, hiperglicemia ou colesterol-HDL baixo (“bom colesterol”).
Estilo de vida pouco saudável, o principal fator de risco
Mais do que a provável predisposição genética, é um estilo de vida pouco saudável que leva à síndrome metabólica. Comida de plástico, acompanhada de atividade física insuficiente, causam disfunções metabólicas que levam a inflamação crónica, o que por sua vez causa perturbações metabólicas. Inicia-se um círculo vicioso, onde um dos participantes é o desequilíbrio da microbiota ou disbiose.
Sem sinais visíveis
Além da obesidade, a síndrome metabólica não apresenta sinais visíveis o que significa que, quando os sintomas aparecem, a síndrome evoluiu para uma doença: diabetes tipo 2, aterosclerose, doença cardiovascular, etc.
Comer melhor, mexer-se mais
Por enquanto, não há tratamento para a síndrome metabólica. O único conselho médico que funciona tão bem para a prevenção como para a cura é uma dieta equilibrada com preponderância de alimentos com baixo índice glicémico e atividade física regular e contínua. Se a ideia de que os probióticos e prebióticos funcionam como reguladores da dieta e do peso se confirmar, estes podem ser tidos em conta no tratamento da síndrome metabólica.