Viajar é benéfico para os jovens... Assim como para a microbiota e a resistência aos antibióticos

Um turista americano tem 61% de hipóteses de regressar do estrangeiro com a microbiota desequilibrada e 38% de hipóteses de trazer consigo pelo menos uma resistência a um antibiótico. Faz pensar duas vezes antes de fazer a mala!

A microbiota intestinal

As viagens são momentos para criar memórias... incluindo algumas totalmente dispensáveis. Embora não surpreenda saber que um terço dos 267 americanos que viajaram para fora das fronteiras do seu país teve diarreia, é mais preocupante saber que 61% dos viajantes deixaram para trás uma parte da sua diversidade microbiana intestinal protetora. Pior ainda, muitos regressaram com passageiros clandestinos nos intestinos (Escherichia e outras enterobactérias como Klebsiella, Enterobacter e Salmonella) e sacrificaram a sua população intestinal de Alistipes.

5 milhões de mortes em todo o mundo

Nos Estados Unidos, os organismos com resistência antimicrobiana estão associados a mais de 2,8 milhões de infeções e a 35.000 mortes por ano. Em 2019, estimava-se que quase 5 milhões de mortes em todo o mundo estavam associadas à RAM bacteriana, incluindo 1,27 milhões de mortes por causa direta. 1

Bactérias e resistência aos antibióticos

Alguns dirão que são apenas algumas bactérias. É verdade, mas muitas dessas bactérias são conhecidas pela resistência aos antibióticos. E é aí que está o problema. No regresso da sua viagem, 38% dos 267 viajantes tinham adquirido pelo menos um dos 3 organismos resistentes aos  (sidenote: Antimicrobianos Os antimicrobianos - como os antibióticos, os antivirais, os antifúngicos e os antiparasitários - são medicamentos para prevenir e tratar infeções nos seres humanos, nos animais e nos vegetais. https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/antimicrobial-resistance  )  visados neste estudo e, sobretudo, 98% tinham adquirido Enterobacteriaceae muito perversas (geralmente E. coli) capazes de inativar os efeitos de muitos antibióticos e que representam atualmente o principal inimigo da luta contra a resistência aos antibióticos.

No total, o grupo de 267 viajantes americanos seguidos neste estudo regressou da sua peregrinação de 2 semanas no estrangeiro com 72 novos genes de resistência, 15 dos quais são preocupantes em termos de saúde pública!

Conselhos aos viajantes 

Se não podemos esquecer as viagens, o que podemos fazer para reduzir o risco de importar resistência aos antibióticos?

Os probióticos são conhecidos pela eficácia na prevenção da diarreia do viajante 2,3,  mas segundo os autores, não têm qualquer valor acrescentado para evitar trazer estes germes multirresistentes para casa. O estudo sugere que a composição da microbiota antes da partida não tem qualquer impacto na aquisição destas bactérias resistentes. Não vale a pena a privação de comida de rua quando se está lá, porque não faz diferença

Uma das 10 principais ameaças à saúde pública

A OMS declarou a resistência antimicrobiana como uma das 10 principais ameaças à saúde pública que a humanidade enfrenta. 4

Por outro lado, comer legumes crus parece ser muito arriscado. Não baixe a guarda quando visitar familiares ou amigos no estrangeiro, coma apenas legumes bem cozinhados, descasque a fruta e, tal como em casa, lave as mãos regularmente.

E deve estar particularmente atento se viajar para o Sul da Ásia, um destino que anda de mãos dadas com um risco acrescido de regressar com um passageiro clandestino nos intestinos!

Semana Mundial de Consciencialização do Uso de Antimicrobianos

A Semana Mundial de Consciencialização do Uso de Antimicrobianos (em inglês: WAAW, World AMR Awareness Week) é assinalada anualmente entre 18 e 24 de novembro. Em 2023, o tema escolhido é “Prevenir a resistência antimicrobiana em conjunto”, tal como em 2022. Esta resistência é uma ameaça não só para os seres humanos, mas também para os animais, as plantas e o ambiente.

O objetivo da campanha é, por conseguinte, sensibilizar para a resistência antimicrobiana e promover as melhores práticas, com base no conceito "Uma só saúde", entre todas as partes interessadas (público em geral, médicos, veterinários, criadores e agricultores, decisores, etc.), a fim de reduzir o aparecimento e a propagação de infeções resistentes.

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Prevenir a alergia aos amendoins através da microbiota?

Poderá um desequilíbrio no microbiota intestinal desempenhar algum papel no desenvolvimento da alergia aos amendoins? Esta é a hipótese de um estudo realizado ao longo de quase 10 anos e publicado na prestigiada revista JACI.

A microbiota intestinal Alergias alimentares

Alergia aos amendoins: um problema vulgar mas grave para as nossas crianças. Sabia que esta alergia afeta cerca de 2% das crianças nos países ocidentais? 1 Dificuldades respiratórias, inchaço da garganta, diarreia, náuseas, erupções cutâneas, desmaios, etc. Os sintomas variam em gravidade, mas o mais preocupante é a anafilaxia ou choque anafilático 
– uma reação intensa de todo o corpo que pode ser fatal. 2,3 Esta alergia manifesta-se frequentemente na primeira infância e, ao contrário de outras alergias alimentares, pode ser muito mais grave, prolongando-se até à idade adulta em 80% dos casos. 1

2% Esta alergia afeta cerca de 2% das crianças nos países ocidentais

80% Esta alergia pode ser muito mais grave, prolongando-se até à idade adulta em 80% dos casos

Microbiota e alergia alimentar: existe alguma ligação?

E a microbiota intestinal? Há vários anos que sabemos que as comunidades microbianas que povoam o intestino também desempenham um papel fundamental na construção do sistema imunitário. Estudos recentes sugerem mesmo que a microbiota intestinal pode estar envolvida no desenvolvimento de alergias alimentares. Os pacientes com alergias alimentares apresentam uma microbiota intestinal desequilibrada.

 Então, o que é que acontece durante a primeira infância, antes mesmo que as alergias se desenvolvam? Esta é a pergunta a que investigadores americanos tentaram responder, analisando o microbiota de 122 crianças desde a primeira infância até ao aparecimento da alergia, com o objetivo de compreender melhor como se desenvolvem as alergias para que um dia possam ser prevenidas.

O sistema imunitário

Os primeiros anos de vida de uma criança são cruciais, pois é durante este período que o sistema imunitário se desenvolve intensamente, influenciando imenso a capacidade dessa criança para combater infeções e alergias mais tarde na vida. 

Diz-me a tua microbiota, dir-te-ei a tua futura alergia...

A primeira constatação dos investigadores foi que os doentes que desenvolveram a alergia ao amendoim por volta dos 9 anos de idade tinham uma microbiota intestinal pouco diversificada durante os primeiros meses de vida. As suas comunidades microbianas evoluíram de forma mais dinâmica, com uma distribuição menos homogénea das espécies em comparação com a microbiota das crianças que não desenvolveram alergias, cuja flora intestinal evoluiu de forma mais contínua e homogénea ao longo do tempo.

A alergia ao leite de vaca e a microbiota intestinal estão relacionadas?

Saiba mais

A segunda descoberta foi que certas espécies do género Clostridium estavam mais presentes nos bebés que não eram posteriormente alérgicos ao amendoim, enquanto as bactérias Streptococcus sp estavam, pelo contrário, mais presentes naqueles que desenvolveram esta alergia. Cerca dos nove anos de idade, as conhecidas bactérias benéficas Bifidobacterium eram mais prevalentes nos indivíduos não alérgicos.

Para além destas alterações na abundância de certas bactérias, que diferiam entre os dois grupos de crianças, os autores observaram que os metabolitos produzidos pela microbiota – o metaboloma – eram diferentes nas crianças que desenvolveram alergia. Em particular, certos ácidos gordos de cadeia curta  (sidenote: Ácidos Gordos de Cadeia Curta (AGCC) Os Ácidos Gordos de Cadeia Curta são uma fonte de energia (carburante) das células do indivíduo, interagem com o sistema imunitário e estão envolvidos na comunicação entre o intestino e o cérebro. Silva YP, Bernardi A, Frozza RL. The Role of Short-Chain Fatty Acids From Gut Microbiota in Gut-Brain Communication. Front Endocrinol (Lausanne). 2020;11:25. ) , como o butirato e o isovalerato, diminuíram ao longo do tempo nos pequenos pacientes futuras vítimas de alergia. Ora, o isovalerato é já conhecido pelas suas propriedades protetoras contra a alergia (asma e atopia).

O desenvolvimento da alergia ao amendoim foi associado a alterações em 139 metabolitos, em particular ligados a uma via metabólica da histidina, um precursor da histamina, molécula bioativa que é libertada durante as reações alérgicas.

Rumo a uma prevenção precoce desta alergia?

Os autores aventam a hipótese de o desenvolvimento de alergias poder estar ligado a uma microbiota menos diversificada nos bebés, associada a alterações na abundância de certas bactérias específicas numa idade fundamental para o desenvolvimento do sistema imunitário. Estas informações permitem compreender melhor o mecanismo subjacente ao desenvolvimento da alergia ao amendoim e poderão conduzir a terapias baseadas na microbiota para a prevenir.

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Prever o risco de prematuridade através da microbiota vaginal?

Durante a gravidez, a estrutura genética da população bacteriana da microbiota vaginal parece seguir uma trajetória específica, podendo a gestação resultar em prematuridade. A Gardnerella spp. pode ser um sinal.

Complicações respiratórias, gastrointestinais e do neurodesenvolvimento: a (sidenote: Prematuridade nascimento antes das 37 semanas de gravidez. Existem subcategorias de prematuridade, em função da idade gestacional:
- Extremos prematuros (menos de 28 semanas);
- Grandes prematuros (entre a 28.ª e a 32.ª semana);
- Prematuros intermédios e tardios (entre a 32.ª e a 37.ª semana). Fonte: OMS
)
é a principal causa de morbilidade e mortalidade neonatal. A microbiota vaginal parece estar envolvida, mas os mecanismos subjacentes permanecem pouco esclarecidos. Contudo, esta flora pode evoluir rapidamente durante a gestação, devido à pressão das alterações hormonais, infeções genitais, antibióticos... Uma equipa de investigadores e de médicos dos estados de Nova Iorque e da Virgínia acompanharam, ao longo de toda a gravidez, a evolução do genoma da microbiota vaginal de 175 americanas (40 tiveram um parto prematuro espontâneo, 135 deram à luz no fim do tempo).

27% Apenas 27% das mulheres pesquisadas afirmam saber que a microbiota vaginal está equilibrada quando a sua diversidade bacteriana é baixa

Uma diversidade genética mais elevada

O estudo demonstra que os 2 tipos de gravidez se distinguem em termos da composição da microbiota vaginal: determinadas espécies bacterianas do género Lactobacillus como a L. helveticus, L. crispatus,, L. gasseri ou L. jensenii são associadas a gravidezes que chegam ao fim do tempo, enquanto as bactérias Megasphaera genomosp., Gardnerella spp. et Atopobium vaginae são associadas à prematuridade.
Outra conclusão: a diversidade genética da microbiota vaginal é mais elevada durante a primeira metade das gravidezes que terminam prematuramente, devido à espécie Gardnerella. Mais precisamente, a (sidenote: Diversidade nucleotídica número da diferença de nucleótidos para uma determinada sequência de 2 indivíduos (aqui 2 bactérias) selecionados aleatoriamente na população. ) da Gardnerella spp. é mais elevada no início das gravidezes que terminam prematuramente, alcançando um pico na 13.a semana de gestação, e voltando depois ao seu valor inicial na 20.ª semana de gestação, enquanto que no caso de gravidezes que chegam ao fim do tempo, os seus valores mantêm-se estáveis. Desta forma, a diversidade genética da Gardnerella spp. durante a primeira metade da gravidez vai afetar o resultado da mesma e poderá, talvez, ser utilizada como biomarcador no diagnóstico precoce da prematuridade.

3,4 milhões de bebés nascidos prematuramente (antes das 37 semanas de gestação) em 2020.

900 000 óbitos relacionados com a prematuridade em 2019, principal causa de mortalidade em crianças com menos de cinco anos.

4% a 16% de nascimentos prematuros consoante o país, em 2020.

Uma evolução adaptativa da Gardnerella

Mas como explicar este pico de diversidade nucleotídica da Gardnerella? Comparativamente às outras bactérias, a Gardnerella demonstra uma taxa de crescimento 1,5 vezes mais elevada no início da gravidez, (sidenote: Recombinação genética troca de informações genéticas (fragmento de ADN ou de ARN com determinados vírus) que permite a criação de novas combinações genéticas e, consequentemente, de novos genomas, garantindo uma mistura genética e a manutenção de uma diversidade que permite a adaptação a uma eventual alteração do ambiente. ) mais frequentes e uma maior seleção de mutações que trazem benefícios a esta bactéria (e uma taxa de eliminação mais elevada das mutações nocivas).
Estarão envolvidos antibióticos e outros xenobióticos. Com efeito, o património genético mais diversificado da G. swidsinskii parece corresponder a uma adaptação aos medicamentos, (sidenote: maior presença dos genes resistentes aos antibióticos transmitidos pelos bacteriófagos. )

Da microbiota vaginal ao hospedeiro

Assim, as variação genómica das bactérias vaginais irá afetar os fenótipos do hospedeiro (afetando o resultado da gravidez). No entanto, os autores não excluem outra explicação, mesmo que julguem ser pouco provável: as associações entre a diversidade genética microbiana e os resultados da gravidez podem igualmente ser uma consequência de fatores interferentes (medicamentos, compostos químicos...) não contabilizados e que influenciam as duas variáveis.

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Noticias Pediatria

O transplante de microbiota vaginal é o novo milagre para bebés nascidos por meio de cesariana?

A microbiota de bebés nascidos de cesariana é diferentes da de bebés nascidos de parto vaginal e está associada a um risco de doenças acrescido. Novas investigações demonstram que o transplante de microbiota vaginal (TMV) em recém-nascidos poderá reverter os distúrbios de microbiota relacionados com a cesariana. Mas o TMV é seguro e eficaz? Vamos descobrir.

30% 1 em cada 3 mulheres sabe também que o parto (vaginal ou por cesariana) tem impacto na microbiota intestinal do recém-nascido

A cesariana é um método comum de parto em todo o mundo. A taxa global de cesarianas permanece nos 21%, variando amplamente entre os 0,6% e 58,1% dependendo das regiões. Contudo, o parto por cesariana tem sido associado a um risco acrescido de efeitos negativos para a saúde, incluindo doenças autoimunes e distúrbios metabólicos, alterações na microbiota intestinal e mesmo perturbações do desenvolvimento neurológico dos bebés 1. A investigação emergente aponta para o Transplante de microbiota vaginal (TMV) como uma intervenção prospetiva para melhorar a maturação da microbiota intestinal e o desenvolvimento neurológico em bebés nascidos de cesariana. Contudo, a sua segurança e eficácia ainda estão a ser debatidas.

Como funciona o TMV? 

Duas horas antes da cesariana, uma gaze humedecida com solução salina estéril é colocada na parte inferior da vagina em mulheres que irão ser sujeitas a cesariana. Esta gaze permanece nesse local durante aproximadamente uma hora e é removida 30 minutos antes da administração dos antibióticos profiláticos em preparação para a cesariana.

Imediatamente após o nascimento, um enfermeiro especializado coloca a gaze em contacto com o recém-nascido. A gaze é passada nos seus lábios, rosto, peito, braços, pernas, genitais e nádegas. Em seguida, o enfermeiro limpa as costas do bebé. Demora cerca de 15 segundos. Não é dado banho ao bebé durante 12 horas 2.

O TMV é seguro e eficaz? 

Uma nova investigação publicada na Cell Host & Microbes realizou um ensaio clínico aleatório, controlado e triplo cego vara avaliar a segurança e a eficácia do TMV na melhoria do desenvolvimento neurológico, da microbiota intestinal e do metaboloma em bebés nascidos de cesariana 2. No estudo participaram 76 mulheres grávidas com cesarianas programadas.

Os recém-nascidos foram atribuídos aleatoriamente a TMV (n = 35) ou a um grupo de controlo (n = 41). O desenvolvimento neurológico dos recém-nascidos foi avaliado com o Ages and Stages Questionnaire (ASQ-3) aos 6 meses de idade. A sua microbiota intestinal e metabolomas também foram analisados. Foram também incluídas para comparação no estudo 33 mulheres grávidas com previsão de parto vaginal.

É possível destacar quatro conclusões essenciais:

  • Segurança: O estudo concluiu que o TMV é maioritariamente seguro, não apresentando incidentes adversos graves (serious adverse events, SAE) ocorridos nos primeiros 42 dias após o nascimento.
  • Benefícios para o desenvolvimento neurológico: Os bebés que receberam o TMV demonstraram índices de desenvolvimento neurológico significativamente superiores, aos 6 meses de idade, quando comparados com os bebés do grupo de controlo.
  • Maturação da microbiota intestinal: O TMV também levou a uma maturação acelerada da microbiota intestinal em bebés nascidos de cesariana. A intervenção normalizou parcialmente a composição da microbiota intestinal, fazendo com que esta se assemelhasse à de bebés nascidos por parto vaginal.
  • Função metabólica: O TMV aumentou os níveis de metabolitos fecais essenciais e das funções metabólicas, incluindo os metabolismos dos hidratos de carbono, de energia e dos aminoácidos, no prazo de 42 dias após o nascimento.

Em oposição ao Transplante de microbiota fecal (TMF), que não deve ser realizado sem supervisão médica e que acarreta riscos substanciais, o TMV destaca-se como um procedimento médico menos arriscado que pode ser facilmente ensinado a enfermeiros e parteiras. Os profissionais de cuidados de saúde devem considerar o TMV como uma potencial intervenção para melhorar o microbioma intestinal e o desenvolvimento neurológico de bebés nascidos de cesariana.

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Noticias Obstetrícia

Resistência antimicrobiana: Caro paciente, o seu comportamento é a determinante! Caro médico, o seu papel é essencial!

Em Novembro, a Biocodex e o Instituto Biocodex Microbiota juntam-se para o 4.º ano da Semana Mundial para a Sensibilização das Resistências aos Antimicrobianos (World AMR Awareness Week, WAAW) para melhorar a compreensão da resistência antimicrobiana. Reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma das principais influências na iniciativa da WAAW, o Instituto Biocodex Microbiota, um hub internacional de conhecimento dedicado à microbiota, participa nesta iniciativa com conteúdos exclusivos para os médicos e para o público leigo. De salvadores de vidas a desreguladores da microbiota, o Instituto Biocodex Microbiota explora a dualidade dos antibióticos. 

De acordo com o Observatório Internacional de Microbiotas, mais de 9 em 10 (95%) pessoas que receberam informações do seu profissional de saúde assistente adotaram comportamentos específicos para manter uma microbiota equilibrada. E os antibióticos? De acordo com o mesmo estudo, apenas 1 em 3 pacientes indicaram que o seu profissional de saúde assistente os informou de que a toma de antibióticos poderia perturbar o equilíbrio da sua microbiota. Porque as informações fornecidas pelos profissionais de saúde são um vetor de mudança do comportamento, durante a WAAW 2023 (18-24 de Novembro), o Instituto Biocodex Microbiota debruça-se sobre o papel decisivo desempenhado pelos médicos relativamente ao impacto dos antibióticos na microbiota e na saúde.

Formar os médicos: transmitir aos pacientes

Abordar os profissionais de saúde (prescritores de antibióticos) com conteúdo personalizado. Durante a iniciativa da WAAW, o Instituto Biocodex Microbiota cativa a sua comunidade médica com duas páginas centrais, reunindo todas as ferramentas médicas (área temática, formação acreditada sobre a disbiose e o impacto dos antibióticos, infografias para partilhar com os pacientes, notícias, entrevistas com especialistas...).

Continua a ser importante aumentar a sensibilização relativamente ao impacto dos antibióticos na microbiota. Estas duas páginas centrais têm como objetivo fornecer aos médicos material rápido e pronto a utilizar para melhorar a compreensão dos seus pacientes sobre a importância de utilizar antibióticos de forma prudente. 

Educar o público leigo: pode intervir!


Aclamados como um dos maiores avanços médicos do século 20, os antibióticos salvaram milhões de vidas. Hoje em dia, representam graves desafios de saúde pública: a sua utilização excessiva e desadequada leva ao surgimento de vários tipos de resistência que, a longo prazo, podem eventualmente torná-los ineficazes. Além disso, estes podem também danificar a microbiota ao induzir a disbiose. Para o público leigo, o Instituto investiga esta função ambivalente com uma página central que reúne todos os conteúdos sobre o impacto dos antibióticos na microbiota. 

Das subsidiárias ao Instituto Biocodex Microbiota, passando pelo local de produção em Beauvais, todos os colaboradores da Biocodex estão envolvidos.

Para a iniciativa da WAAW 2023, a página inicial do Instituto Biocodex Microbiota, as contas do X (Twitter), Facebook e LinkedIn passaram a ter a cor azul. As redes sociais do Instituto não são as únicas... O centro de produção e logística de 9 hectares da Biocodex em Beauvais, perto de Paris, juntou-se à cor da iniciativa, estando vestido de azul durante o evento da WAAW. Mais de 30 projetores foram instalados para oferecer aos visitantes e aos colaboradores da Biocodex uma cenografia em azul. De 18 a 24 de Novembro, o Instituto convida os colaboradores da Biocodex em todo o mundo a juntarem-se à iniciativa nas redes sociais graças ao selo azul que podem colocar no LinkedIn. 

#GoBlueForAMR.

Quote Murielle Escalmel

"Antimicrobial resistance is a global public health problem that can reshape the world of tomorrow. That's why we must come together and take action. The Biocodex Microbiota Institute's commitment is to shed light on the impact of antimicrobials on microbiota and stress the vital importance of their appropriate use."

Murielle Escalmel, Diretora de Comunicação Científica no Instituto Biocodex Microbiota

O que é a WAAW?

Em 2023, um conjunto de quatro organizações (FAO, UNEP, WHO e WOAH) reformulou o nome da Semana Mundial de Sensibilização Antimicrobiana para Semana Mundial para a Sensibilização das Resistências aos Antimicrobianos (WAAW). A iniciativa WAAW pretende aumentar a sensibilização sobre a resistência antimicrobiana (antimicrobial resistance, AMR) global e promover melhores práticas para uma utilização responsável dos antimicrobianos entre o público leigo, profissionais de saúde e responsáveis políticos, de forma a evitar uma maior emergência e disseminação de infeções multirresistentes.

About the Biocodex Microbiota Institute

O Biocodex Microbiota Institute é um centro de conhecimento internacional que visa promover uma saúde melhor através da divulgação de informações sobre a microbiota humana. Para o fazer, o Instituto dirige-se tanto aos profissionais de saúde como ao público em geral de forma a sensibilizar para o papel central deste órgão pouco conhecido.

Contato do Biocodex Microbiota Institute para a comunicação social

Olivier Valcke,
Relações Públicas e Diretor de Publicações
+33 6 43 61 32 58
o.valcke@biocodex.com

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Sala de imprensa

Resistência antimicrobiana: Caro médico, o seu papel é essencial! Caro paciente, o seu comportamento é a determinante!

Em Novembro, a Biocodex e o Instituto Biocodex Microbiota juntam-se para o 4.º ano da Semana Mundial para a Sensibilização das Resistências aos Antimicrobianos (World AMR Awareness Week, WAAW) para melhorar a compreensão da resistência antimicrobiana. Reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma das principais influências na iniciativa da WAAW, o Instituto Biocodex Microbiota, um hub internacional de conhecimento dedicado à microbiota, participa nesta iniciativa com conteúdos exclusivos para os médicos e para o público leigo. De salvadores de vidas a desreguladores da microbiota, o Instituto Biocodex Microbiota explora a dualidade dos antibióticos. 

De acordo com o Observatório Internacional de Microbiotas, mais de 9 em 10 (95%) pessoas que receberam informações do seu profissional de saúde assistente adotaram comportamentos específicos para manter uma microbiota equilibrada. E os antibióticos? De acordo com o mesmo estudo, apenas 1 em 3 pacientes indicaram que o seu profissional de saúde assistente os informou de que a toma de antibióticos poderia perturbar o equilíbrio da sua microbiota. Porque as informações fornecidas pelos profissionais de saúde são um vetor de mudança do comportamento, durante a WAAW 2023 (18-24 de Novembro), o Instituto Biocodex Microbiota debruça-se sobre o papel decisivo desempenhado pelos médicos relativamente ao impacto dos antibióticos na microbiota e na saúde.

Formar os médicos: transmitir aos pacientes

Abordar os profissionais de saúde (prescritores de antibióticos) com conteúdo personalizado. Durante a iniciativa da WAAW, o Instituto Biocodex Microbiota cativa a sua comunidade médica com duas páginas centrais, reunindo todas as ferramentas médicas (área temática, formação acreditada sobre a disbiose e o impacto dos antibióticos, infografias para partilhar com os pacientes, notícias, entrevistas com especialistas...):

Continua a ser importante aumentar a sensibilização relativamente ao impacto dos antibióticos na microbiota. Estas duas páginas centrais têm como objetivo fornecer aos médicos material rápido e pronto a utilizar para melhorar a compreensão dos seus pacientes sobre a importância de utilizar antibióticos de forma prudente. 

Educar o público leigo: pode intervir!


Aclamados como um dos maiores avanços médicos do século 20, os antibióticos salvaram milhões de vidas. Hoje em dia, representam graves desafios de saúde pública: a sua utilização excessiva e desadequada leva ao surgimento de vários tipos de resistência que, a longo prazo, podem eventualmente torná-los ineficazes. Além disso, estes podem também danificar a microbiota ao induzir a disbiose. Para o público leigo, o Instituto investiga esta função ambivalente com uma página central que reúne todos os conteúdos sobre o impacto dos antibióticos na microbiota. 

Das subsidiárias ao Instituto Biocodex Microbiota, passando pelo local de produção em Beauvais, todos os colaboradores da Biocodex estão envolvidos.

Para a iniciativa da WAAW 2023, a página inicial do Instituto Biocodex Microbiota, as contas do X (Twitter), Facebook e LinkedIn passaram a ter a cor azul. As redes sociais do Instituto não são as únicas... O centro de produção e logística de 9 hectares da Biocodex em Beauvais, perto de Paris, juntou-se à cor da iniciativa, estando vestido de azul durante o evento da WAAW. Mais de 30 projetores foram instalados para oferecer aos visitantes e aos colaboradores da Biocodex uma cenografia em azul. De 18 a 24 de Novembro, o Instituto convida os colaboradores da Biocodex em todo o mundo a juntarem-se à iniciativa nas redes sociais graças ao selo azul que podem colocar no LinkedIn. 

#GoBlueForAMR.
 

Quote Murielle Escalmel

"Antimicrobial resistance is a global public health problem that can reshape the world of tomorrow. That's why we must come together and take action. The Biocodex Microbiota Institute's commitment is to shed light on the impact of antimicrobials on microbiota and stress the vital importance of their appropriate use."

Murielle Escalmel, Diretora de Comunicação Científica no Instituto Biocodex Microbiota

O que é a WAAW?

Em 2023, um conjunto de quatro organizações (FAO, UNEP, WHO e WOAH) reformulou o nome da Semana Mundial de Sensibilização Antimicrobiana para Semana Mundial para a Sensibilização das Resistências aos Antimicrobianos (WAAW). A iniciativa WAAW pretende aumentar a sensibilização sobre a resistência antimicrobiana (antimicrobial resistance, AMR) global e promover melhores práticas para uma utilização responsável dos antimicrobianos entre o público leigo, profissionais de saúde e responsáveis políticos, de forma a evitar uma maior emergência e disseminação de infeções multirresistentes.

Sobre o Instituto Biocodex Microbiota

O Instituto Biocodex Microbiota é um centro de conhecimento internacional que visa promover uma saúde melhor através da divulgação de informações sobre a microbiota humana. Para o fazer, o Instituto dirige-se tanto aos profissionais de saúde como ao público em geral de forma a sensibilizar para o papel central deste órgão pouco conhecido.

Mais informação

 

Contato do Biocodex Microbiota Institute para a comunicação social

Olivier Valcke, Relações Públicas e Diretor de Publicações

+33 6 43 61 32 58

o.valcke@biocodex.com

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Sala de imprensa

Gosta de se bronzear? Atenção à microbiota da sua pele!

A exposição aos raios solares é suscetível de provocar um desequilíbrio na comunidade de microrganismos que vivem à superfície da pele. E as pessoas que gostam de se bronzear são as que correm mais riscos.

A microbiota da pele A microbiota intestinal Acne e microbiota Eczema alérgico Psoríase e microbiota Diabetes do tipo 2 Probióticos

Sente-se mais bonito/a, mais saudável e mais atraente quando está bronzeado/a? Infelizmente, a microbiota da sua pele pode não gostar... e a sua saúde também!

É o que sugere um estudo 1 realizado com um grupo de 4 homens e 17 mulheres do Norte da Europa que foram de férias durante pelo menos uma semana para apanhar banhos de sol.

No dia anterior à partida, os investigadores colheram-lhes uma amostra de pele da parte mais bronzeada do antebraço para analisarem a composição da microbiota cutâneo. Fizeram o mesmo no dia seguinte ao seu regresso (D1), 28 dias depois (D28) e, posteriormente, aos 84 dias (D84). 

Para conhecerem o respetivo fototipo e a evolução do seu bronzeado, os cientistas mediram também a cor da pele dos seus nádegas (pouco expostas ao sol) e dos seus antebraços, antes e depois da exposição ao sol.

Advertência:

A exposição a doses elevadas e excessivas de luz solar pode levar a uma série de riscos para a saúde, incluindo os cancros da pele. No entanto, existem maneiras de se proteger ao adotar boas práticas de proteção solar para reduzir os riscos. Aconselhe-se junto do seu médico ou farmacêutico.

A cada um a sua exposição solar...

O que mostram os resultados?

Primeiramente, foi possível classificar os voluntários em três grupos:

  • "Entusiastas do bronze", que aproveitaram ao máximo o sol durante as suas férias;
  • "Já bronzeados", que tinham a pele bronzeada à partida e a mantiveram assim;
  • "Cautelosos", que não estavam muito bronzeados antes de partirem e conseguiram proteger-se do sol.

Os investigadores demonstraram ainda que, em todos os voluntários, três grandes famílias de bactérias, três "filos" – Actinobacteria, Proteobacteria e Firmicutes – representavam 95% de todos os microrganismos.

Mas logo após o regresso das férias, em D1, os "entusiastas do bronze" e os "já bronzeados" apresentavam uma microbiota cutânea empobrecido em Proteobacteria

Embora esta redução da diversidade tenha desaparecido ao longo do tempo e fosse inexistente em D28, esta informação é importante. 

A microbiota da pele também é influenciada pela microbiota intestinal

Acne, dermatite atópica, psoríase, rosácea... Outras tantas doenças de pele ligadas a um desequilíbrio ( (sidenote: Disbiose A "disbiose" não é um fenómeno homogéneo – varia em função do estado de saúde de cada indivíduo. É geralmente definida como uma alteração da composição e do funcionamento da microbiota, causada por um conjunto de fatores ambientais e relacionados com o indivíduo que perturbam o ecossistema microbiano. Levy M, Kolodziejczyk AA, Thaiss CA, et al. Dysbiosis and the immune system. Nat Rev Immunol. 2017;17(4):219-232. ) ) da microbiota cutânea mas também... da microbiota intestinal! Existe uma comunicação permanente entre a pele e essas duas populações de micróbios. Trata-se do famoso eixo pele-intestino 2.  Mas quais são os respetivos mediadores?

Estudos realizados mostraram que certos metabolitos produzidos pela microbiota intestinal, denominados ácidos gordos de cadeia curta ( (sidenote: Ácidos Gordos de Cadeia Curta (AGCC) Os Ácidos Gordos de Cadeia Curta são uma fonte de energia (carburante) das células do indivíduo, interagem com o sistema imunitário e estão envolvidos na comunicação entre o intestino e o cérebro. Silva YP, Bernardi A, Frozza RL. The Role of Short-Chain Fatty Acids From Gut Microbiota in Gut-Brain Communication. Front Endocrinol (Lausanne). 2020;11:25. ) ), são capazes de se disseminar no organismo e de agir sobre a pele 3. Pensa-se que o acetato e o propionato, por exemplo, têm um efeito anti-inflamatório, enquanto o ácido propiónico atuará contra determinados estafilococos que causam infeções cutâneas. 

Alterações na microbiota da pele potencialmente prejudiciais à saúde

Sabe-se, de facto, que já foram observadas alterações no conteúdo de Proteobacteria na microbiota da pele em pessoas que sofrem de psoríase, eczema ou úlceras do pé ​​diabético.

Estudos demonstraram também que uma maior densidade de Proteobacteria na pele está associada a uma melhor proteção contra a inflamação cutânea relacionada com alergias. 

Estes dados sugerem, portanto, que um desequilíbrio cutâneo em Proteobacteria nas pessoas que tendem a expor-se muito ao sol pode dar origem a uma deterioração da sua saúde.

Proteobactérias: prejudiciais ou benéficas?

As proteobactérias (“Proteobacteria”) nem sempre gozam de boa imagem, e talvez já tenha ouvido falar de Escherichia coli ou de salmonelas que causam infeções. Como em todos os grupos bacterianos, existem algumas bactérias benéficas, outras mais nocivas, e ainda certas bactérias oportunistas que ajudam a microbiota quando esta é saudável, mas que se tornam inimigas quando ela se encontra em disbiose 4. Por exemplo, a Roseomonas mucosa, uma bactéria cutânea pertencente ao grupo das proteobactérias, é conhecida por combater certos agentes patogénicos cutâneos 4,5. É tudo uma questão de equilíbrio.

É certo que este estudo tem algumas limitações (número reduzido de voluntários, sobrerrepresentação das mulheres, medição apenas indireta da exposição solar, etc.), e que os seus resultados têm de ser confirmados por estudos de maior escala. 

No entanto, ele levanta a possibilidade de um dia podermos aplicar produtos à base de determinadas bactérias benéficas (probióticos) para limitar a deterioração da microbiota cutânea provocada pela exposição ao sol.

Advertência:

Doses elevadas de radiação ultravioleta (UVR) estão associadas a degradações agudas e crónicas da saúde da pele. A exposição crónica à radiação ultravioleta é o fator de risco para o cancro da pele mais fácil de evitar. Os profissionais de saúde recomendam práticas de proteção solar para reduzir o risco.

Probióticos

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Imunoterapia associada a TMF em doentes com melanoma refratário: um estudo de fase I

A imunoterapia com anti-PD-1 associada à TMF (transplante fecal) não provoca mais efeitos adversos do que a imunoterapia isolada e a respetiva resposta pode ser potencialmente melhor, de acordo com um estudo de fase I em 20 doentes.

Nos últimos 10 anos, a gama de tratamentos disponíveis para o melanoma avançado expandiu-se. No entanto, a imunoterapia anti-PD-1 não resulta em 1 em cada 2 pacientes. A terapia dupla que combina (sidenote: Anti-PD-1 imunoterapia baseada em inibidores dos pontos de controlo (checkpoints) do sistema imunitário, que elimina a inativação pelo tumor do sistema de reconhecimento ligado à proteína PD-1 presente na superfície dos linfócitos T. A eficácia do sistema imunitário contra as células tumorais é restabelecida. ) e (sidenote: Anti-CTLA-4 inibidor dos pontos de controlo do sistema imunitário que visa o ponto de controlo CTLA-4 ) melhora a taxa de resposta, mas causa eventos adversos imunomediados (irAEs). É a microbiota intestinal que regula o sistema imunitário. Que tal, então, combinar anti-PD-1 e transplante de microbiota fecal (TMF)? Esta opção foi explorada num ensaio multicêntrico de fase I que envolveu (sidenote: Com idades entre 48 e 90 anos (idade média de 75,5 anos), incluindo 12 do sexo masculino (60%) ) com melanoma irressecável ou metastático que não tinham sido previamente tratados com agentes anti-PD-1. Os participantes receberam TMF provenientes de (sidenote: 3 dadores saudáveis do sexo masculino (idade média de 35 anos) forneceram as fezes transplantadas para 4, 7 e 9 doentes, respetivamente. ) , administrado por via oral (cápsulas) e seguido 7 dias depois por um primeiro ciclo de (sidenote: nivolumab ou pembrolizumab ) .

Segurança comparável

O principal critério de avaliação do estudo foi a segurança. O TMF induziu, no máximo, eventos adversos de grau 1 ou 2 (diarreia, flatulência, etc.) em 8 doentes (40%). Após a anti-PD-1, 17 doentes (85%) apresentaram efeitos secundários, incluindo 5 pacientes (25%) com irAEs de grau 3 (2 artrites, 1 fadiga, 1 pneumonia e 1 nefrite), que necessitaram de interrupção temporária do tratamento. Em comparação com o anti-PD-1 isolado (79,5 a 93,2% de irAEs nos ensaios clínicos de fase III e 13,3 a 34,0% de irAEs de grau 3 a 5), o tratamento combinado TMF + anti-PD-1 não aumentou a incidência destes eventos.

Resposta potencialmente melhor

Em termos de eficácia, a taxa de resposta objetiva foi satisfatória, com 65% de respostas (13 doentes) e, por conseguinte, uma taxa de resposta mais elevada do que com a monoterapia anti-PD-1 (54% a 63% em ensaios aleatórios de fase III), embora a reduzida dimensão da amostra e a ausência de um grupo de controlo (apenas anti-PD-1) limitem a interpretação dos resultados. O dador não terá qualquer efeito sobre o resultado.

Mudança a longo prazo na microbiota intestinal

(sidenote: na linha de base, imediatamente antes da anti-PD-1, e depois 1 mês e 3 meses após a anti-PD-1 ) mostrou que a diversidade da microbiota intestinal dos recetores cresceu sempre após o TMF. Em termos de composição, uma semana após a TMF, a microbiota de todos os recetores assemelhava-se mais à dos respetivos dadores... mas essa semelhança diminuiu posteriormente nos futuros pacientes sem resposta, enquanto aumentou nos cujo organismo respondeu. 

Um mês após o TMF, a flora dos pacientes respondedores apresentou-se enriquecida em (sidenote: Ruminococcus, Eubacterium ramuleus. e Faecalibacterium ) e empobrecida em (sidenote: Clostridium methylpentosum, Enterocloster aldensis, Erysipelatoclostridium ramosum e Enterocloster clostridioformis ) .

Efeito nos linfócitos T?

O estudo também mostrou alterações nos metabolitos plasmáticos dos pacientes, com aumento dos ácidos biliares primários e secundários. Após o TMF, determinados linfócitos T (ICOS+CD8+) aumentaram apenas no sangue periférico dos doentes com resposta.

Por fim, modelos de ratinhos tratados com antibióticos antes do TMF confirmam o papel deste no aumento da eficácia anti-PD-1.

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Noticias Oncologia Gastroenterologia

Um desequilíbrio da microbiota ao 1 ano de idade permite prever alergia aos 5 anos

Utilizando as fezes de crianças com um ano de idade, investigadores canadianos 1 estão a tentar identificar as comunidades microbianas que permitem prever um futuro alérgico. Desafio: ser-se capaz de, um dia, vir a mudar o curso das coisas através da sua microbiota intestinal.

A microbiota da pele A microbiota ORL Asma e microbiota Rinite alérgica Alergias alimentares

Quando estavam prestes a apagar as velas do seu 5º aniversário, algumas das milhares de crianças canadianas que participam num gigantesco estudo denominado  (sidenote: https://childstudy.ca/ ) que as tem seguido desde o nascimento, foram diagnosticadas com alergias:

Mas como os seus registos médicos e fezes recolhidas aos 3 meses e 1 ano foram cuidadosamente preservados no âmbito do estudo, os investigadores puderam pesquisar se existiam sinais de alerta. E precisamente, verificaram que existe um sinal universal para estas 4 alergias: a respetiva microbiota intestinal.

Atraso da diversidade e disbiose

Asma, eczema, alergias alimentares, para não falar da febre dos fenos - qualquer que seja a alergia, todos os futuros alérgicos com 1 ano de idade possuíam uma microbiota intestinal demasiado pouco diversificada para a sua idade, como se fossem muito mais jovens do que o seu registo de nascimento indicava. Além dessa falta de maturidade, a microbiota dos futuros pacientes alérgicos apresentava disbiose: 4 espécies de bactérias benéficas surgiam em baixa, enquanto 5 bactérias geralmente consideradas patogénicas se apresentavam demasiado abundantes no seu aparelho digestivo.

Os mecanismos suspeitos

Esse desequilíbrio precoce explicará a menor produção de (sidenote: Ácidos Gordos de Cadeia Curta (AGCC) Os Ácidos Gordos de Cadeia Curta são uma fonte de energia (carburante) das células do indivíduo, interagem com o sistema imunitário e estão envolvidos na comunicação entre o intestino e o cérebro. Silva YP, Bernardi A, Frozza RL. The Role of Short-Chain Fatty Acids From Gut Microbiota in Gut-Brain Communication. Front Endocrinol (Lausanne). 2020;11:25. ) , que são bons para a saúde, e o excesso de produção de moléculas promotoras de inflamação. Isto resulta no desenvolvimento de alergias alguns anos mais tarde... mas também na esperança de um dia se poder reduzi-las através da correção da disbiose intestinal.

 "O desenvolvimento de terapias que modifiquem estas interações na primeira infância poderia evitar o desenvolvimento de todos os tipos de doenças alérgicas na infância, que muitas vezes duram toda a vida." 2

Dr. Turvey, codiretor do CHILD e coautor deste estudo

Nem todos são iguais perante a alergia

Entretanto, recordemos outro resultado deste estudo: as nossas crianças não são iguais no que diz respeito às alergias. Os rapazes são mais afetados, assim como as crianças com pai e/ou mãe alérgicos e aquelas a quem foram receitados antibióticos antes do seu 1.º ano de idade. Inversamente, a amamentação até aos 6 meses protege contra a alergia, tal como a origem caucasiana. Caso não se escolha o futuro cônjuge pela origem ou pelo registo de saúde, a amamentação pode, por conseguinte, ser encorajada e os antibióticos utilizados com a máxima precaução e apenas mediante receita médica.

Antibióticos: que impacto na microbiota e na saúde?

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Microbiota desequilibrada com 1 ano, alergia aos 5 anos?

Um atraso na maturação da microbiota intestinal durante a primeira infância parece constituir um indicador universal do desenvolvimento futuro de alergias. Poderão os metabolitos envolvidos ser utilizados como marcadores ou mesmo para se prevenir essas alergias?

Microbiote déséquilibré à 1 an, allergie à 5 ans ?

A asma, a rinite alérgica, as alergias alimentares e a dermatite atópica são frequentemente estudadas isoladamente, apesar de terem mecanismos muito semelhantes (respostas inflamatórias, IgE). E se a microbiota intestinal, que amadurece paralelamente ao sistema imunitário do bebé, fosse outro fator comum? Para o apurar, foram utilizados dados de 1.115 crianças do vasto estudo longitudinal (sidenote: https://childstudy.ca/ ) : 592 crianças diagnosticadas com uma ou mais doenças alérgicas após o seu 5.º aniversário e 523 crianças sem quaisquer sinais de sensibilização alérgica. Uma análise de regressão revelou uma série de fatores de risco, como o sexo masculino, os antecedentes paternos ou maternos e a utilização de antibióticos antes de 1 ano de idade. A amamentação até os 6 meses de idade e a origem caucasiana parecem constituir fatores de proteção.

Uma microbiota intestinal menos madura

A análise das fezes das crianças recolhidas durante as consultas aos 3 meses e ao 1 ano de idade mostra um atraso na diversificação da microbiota das futuras pacientes alérgicas: enquanto as do controlo apresentavam uma flora intestinal correspondente à sua idade ao ano de idade, as futuras alérgicas mostravam atraso na maturação da sua microbiota. Assim, uma menor maturação da microbiota ao 1 ano de idade parece estar associada a um maior risco de doença alérgica aos 5 anos, independentemente da alergia.

... e disbiótica

A disbiose intestinal ao um ano também caracteriza os futuros alérgicos: depleção de 4 espécies bacterianas que produzem ácidos gordos de cadeia curta (Anaerostipes hadrus, Fusicatenibacter saccharivorans e Eubacterium hallii, que produzem butirato, e Blautia wexlerae, que produz acetato); e aumento da abundância de 5 bactérias geralmente consideradas patogénicas (Eggerthella lenta, Escherichia coli, Enterococcus faecalis, Clostridium innocuum e Tyzzerella nexilis). O enriquecimento em C. innocuum e T. nexilis estará relacionado com a utilização de antibióticos; a abundância em C. innocuum, E. lenta, E. faecalis e T. nexilis dependerá da amamentação ou não aos 6 meses; a de C. innocuum e E. lenta na atopia paterna; etc.

Metabolitos para prever ou prevenir?

Paralelamente, os investigadores identificaram 11 vias metabólicas significativamente alteradas em pelo menos 2 dos diagnósticos de alergia: 9 vias deletérias correlacionadas principalmente com E. coli e 2 vias protetoras ligadas às bactérias B. wexlerae, F. saccharivorans, A. hadrus e E. hallii.
A análise dos metabolitos conduziu a associações com a idade previstas pelo microbiota intestinal: pensou-se que a elevação das aminas vestigiais (feniletilamina, triptamina e tiramina) promovia a inflamação e reduzia a produção de butirato. Assim, a associação entre a maturação deficiente da microbiota e as alergias aos 5 anos de idade parece ser mediada por estes metabolitos, que poderão constituir alvos de eleição para a previsão e/ou prevenção do desenvolvimento de alergias pediátricas.

Microbiota, uma imunidade diplomática?

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