Dr. Yang (vencedor dos EUA em 2018): Microbiota intestinal e eixo do cérebro intestinal

Para comemorar o Dia Mundial da Microbiota (#WorldMicrobiomeDay), o Biocodex Microbiota Institute passa a palavra aos beneficiários de Bolsas nacionais.

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Dr Tao Yang

O Dr. Tao Yang é professor assistente do Departamento de Fisiologia e Farmacologia da Universidade de Toledo, E.U.A.. Interessa-se na sua investigação pelo papel da microbiota intestinal na regulação da tensão arterial e no metabolismo dos medicamentos anti-hipertensivos.

O que é que a bolsa nacional permitiu descobrir na sua área de investigação da microbiota?

A Bolsa nacional permite-me explorar a área de investigação pela qual me interesso e desenvolver os meus projetos de investigação independentes. Participei em múltiplos projetos e a Bolsa dos E.U.A. da Biocodex Microbiota Foundation foi mencionada nos agradecimentos em 8 das minhas publicações.

Quais são as consequências para os pacientes?

A minha bolsa de investigação foi dedicada a experiências em animais. Descobrimos que a microbiota intestinal não apenas desempenha um papel importante na regulação da tensão arterial, mas também contribui para a modulação da eficácia dos medicamentos anti-hipertensivos. Este novo conceito pode suscitar o debate sobre o tratamento da hipertensão resistente.

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Do seu ponto de vista, qual foi o maior avanço dos últimos anos relacionado com a microbiota?

       A microbiota intestinal e o seu papel no metabolismo dos medicamentos
 

Pensa que existe recentemente um interesse crescente pela microbiota?

       Sim. Pelo menos na área cardiovascular, que é que eu conheço.

Tem alguma sugestão para cuidarmos da nossa microbiota?

      Comer de forma saudável e fazer exercício.

Qual é, para si, a bactéria mais fascinante?

       Coprococcus.

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Artigo

Dra. Singh (vencedora dos EUA em 2017): Microbiota e polifenóis

Para comemorar o Dia Mundial da Microbiota (#WorldMicrobiomeDay), o Biocodex Microbiota Institute passa a palavra aos beneficiários de Bolsas nacionais.

WMD_Foundation KOL USA 2017

Dra. Rashim Singh

Professora Assistente de Investigação em Farmácia da Faculdade de Farmácia da Universidade de Houston; Presidente da Sanarentero LLC. É investigadora translacional e de metabolismo e farmacocinética dos fármacos e empreendedora, e investiga como a manipulação das funções metabólicas da microbiota intestinal pode prevenir ou mitigar o cancro e a inflamação gastrointestinal induzidos pela alimentação ou medicamentos carcinogénicos

O que é que a bolsa nacional permitiu descobrir na sua área de investigação da microbiota?

A Bolsa nacional permitiu-me analisar como a reciclagem dos polifenóis pode modular a estrutura e o funcionamento da microbiota intestinal, o que não só exerce impacto na biodisponibilidade sistémica desses compostos como gera também metabolitos microbianos benéficos para a saúde humana e para aliviar várias doenças/perturbações do intestino.

Quais são as consequências para os pacientes?

A nossa pesquisa indica que o mecanismo de benefícios da dieta rica em polifenóis, apesar de sua baixa biodisponibilidade sistémica, reside nas suas interações bidirecionais com a microbiota intestinal, que é facilitada pelo seu fenómeno de reciclagem hepatoentérico e enteroentérico. Ele suporta o consumo de flavonoides ou alimentos ricos em polifenóis e suplementos alimentares não apenas pelos seus efeitos antioxidantes, como foi publicitado, mas também devido ao seu impacto positivo na manutenção de uma microbiota intestinal saudável para criar resiliência contra as toxinas.

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Do seu ponto de vista, qual foi o maior avanço dos últimos anos relacionado com a microbiota?

       Haver a capacidade de se identificar bactérias específicas relacionadas com estados saudáveis e de doença e os respetivos metabolitos microbianos como biomarcadores sistémicos ou fecais, o que permitirá o desenvolvimento de vários produtos terapêuticos baseados na microbiota para a prevenção e o tratamento de doenças gastrointestinais e metabólicas e de perturbações imunitárias.
 

Pensa que existe recentemente um interesse crescente pela microbiota?

       Obviamente, o nível de investigação translacional, bem como a consciencialização e a utilização no seio da população de produtos que modulam a microbiota, estão em rápido crescimento, e espera-se que aumentem ainda mais à medida que produtos bioterapêuticos vivos mais eficazes entrem em utilização clínica.
 

Tem alguma sugestão para cuidarmos da nossa microbiota?

      Tanto quanto possível, comer refeições preparadas no momento com uma boa porção de vegetais e frutas, manter hábitos intestinais e de sono saudáveis e participar regularmente em atividades que aliviem a tensão.
 

Há alguma situação curiosa ou facto/história surpreendente que possa partilhar sobre a sua investigação?

       Durante muito tempo, a investigação dos polifenóis levou a confusões devido à sua baixa biodisponibilidade (<5%), no entanto, à medida que o papel da microbiota na manutenção da saúde se está a afirmar, as vantagens dos polifenóis, apesar da reduzida exposição sistémica, começam a fazer sentido devido à sua ampla reciclagem que resulta em interações constantes com a microbiota
 

Qual é, para si, a bactéria mais fascinante?

       Os Lactobacillus, micróbios benéficos, fascinam-me porque muitas pessoas em todo o mundo, inclusivamente muitos dos membros da minha família, são intolerantes à lactose, possivelmente porque o seu ambiente intestinal não suporta a colonização por Lactobacillus. Assim, será que a ingestão diária de suplementos probióticos contendo Lactobacillus pode resolver o problema ou será necessário algo mais?
 

Lembra-se de alguém que lhe sirva de exemplo? (na área de investigação? / na medicina? / em geral?)

       Esta lista é longa, porque é um campo preenchido por alguns investigadores realmente talentosos. Mas sou uma grande admiradora do Dr. Emeran Meyer e leio regularmente "Gut Health Insights", em que ele tenta instruir toda a gente em linguagem simples sobre como manter uma boa microbiota intestinal e a respetiva relação com o stress e com o sistema imunitário. Acho que a comunidade em geral necessita de aprender a manter a sua própria saúde e a prevenir doenças através da manutenção da microbiota intestinal saudável.

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Artigo Gastroenterologia

Dra. Queen (vencedor dos EUA em 2020): Microbiota e cancro colorrectal

Para comemorar o Dia Mundial da Microbiota (#WorldMicrobiomeDay), o Biocodex Microbiota Institute passa a palavra aos beneficiários de Bolsas nacionais.

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Dra. Jessica Queen

Enquanto médica investigadora, tem por objetivo combinar o seu discernimento clínico com os seus empreendimentos de investigação para melhorar a saúde dos pacientes no que se refere a organismos comensais e agentes patogénicos entéricos no trato gastrointestinal. Recorrendo a amostras de pacientes e a modelos animais, estuda como a microbiota intestinal contribui para o desenvolvimento do cancro do cólon e altera ou prediz as respostas dos pacientes a terapias anticancerosas.

O que é que a bolsa nacional permitiu descobrir na sua área de investigação da microbiota?

O meu projeto envolve isolar e caraterizar cepas de Fusobacterium a partir de biópsias de cancro do cólon. É um projeto verdadeiramente translacional que me atrai enquanto médica investigadora porque me permite trabalhar diretamente com amostras de pacientes no sentido de investigar uma observação importante, o micróbio oral Fusobacterium nucleatum surge enriquecido na microbiota de muitos pacientes com cancro do cólon. Já possuía alguns dados-piloto interessantes, mas necessitava de fundos de investigação adicionais e de apoio técnico para expandir o projeto. A bolsa permitiu-nos concluir a sequenciação 16S rRNA da nossa coorte de biópsia cirúrgica de cancro de cólon, possibilitando-nos uma visão alargada da composição bacteriana da microbiota tumoral. Estamos agora a analisar esses dados no contexto das caraterísticas específicas dos pacientes (por exemplo, estadio do tumor, localização do mesmo, dados demográficos do paciente). Em paralelo, estamos a isolar cepas individuais de Fusobacterium e a realizar a sequenciação de todo o genoma, e a testar essas cepas nos nossos modelos de ratos, disponibilizando dados quantitativos sobre como esses organismos podem contribuir para a doença no cólon. Os nossos dados preliminares permitiram até agora destacar a diversidade genómica de F. nucleatum e fenótipos específicos de cepa em modelos de rato de cancreo colorectal (CCR) (dados estes recentemente descritos em mBio1), e dispomos alguns dados preliminares entusiasmantes que demonstram um potencial novo efeito pró-carcinogénico de outras espécies de Fusobacterium.

Quais são as consequências para os pacientes?

A nossa análise aprofundada desta coorte de CCR proporcionará dados com mais elevada resolução sobre a microbiota do tumor, uma vez que estamos a combinar sequenciação, cultura e modelos in vivo para investigar os organismos comensais ao nível da cepa e da subespécie, de uma forma como nunca antes se tinha feito para a Fusobacterium nucleatum. Essencialmente, a nossa esperança é que uma melhor compreensão da microbiota associada ao cancro proporcione oportunidades de desenvolvimento de novas intervenções preventivas e terapêuticas, e que permita uma abordagem medicamentosa personalizada do tratamento.

Deseja saber mais sobre o Dra. Queen

Tem alguma sugestão para cuidarmos da nossa microbiota?

      Penso que uma das coisas mais importantes que podemos fazer, tanto individual como coletivamente, é limitar a exposição desnecessária aos antibióticos, os quais podem perturbar a nossa microbiota intestinal saudável. Enquanto médica investigadora, enfatizo muito a gestão parcimoniosa dos antibióticos, que acarretam consequências a longo prazo da disbiose e têm implicações graves no desenvolvimento de organismos resistentes aos antibióticos.
 

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Artigo Gastroenterologia

Dieta mediterrânica verde: que ligações entre a saúde cardiometabólica e a microbiota intestinal?

Os benefícios bem estabelecidos da dieta mediterrânica sobre a saúde cardiovascular podem envolver a microbiota intestinal. Trabalho de investigadores israelitas publicado na Genome Medicine1 revela o impacto de uma dieta ainda mais rica em plantas na estrutura microbiana e actividade enzimática da flora intestinal, perda de peso e vários marcadores cardiometabólicos.

Photo: Régime méditerranéen « vert » : quels liens entre santé cardiométabolique et microbiote intestinal ?

É uma dieta agora unanimemente recomendada pelas sociedades de conhecimento internacional de cardiologia e diabetologia.2,3,4 Estudos epidemiológicos mostram que a dieta mediterrânica está associada a uma melhor saúde geral e a uma redução significativa dos riscos cardiometabólicos.  Estudos recentes vão mais longe e sugerem um benefício adicional sobre a morbi-mortalidade da redução das proteínas e gorduras animais a favor dos seus equivalentes vegetais (frutos de casca rija, sementes, azeite, etc.) na dieta mediterrânica.

Green-Med, uma dieta baseada em plantas e os seus polifenóis

Os investigadores realizaram um estudo que corroborou estes resultados, ao mesmo tempo que proporcionou uma melhor compreensão do papel da microbiota nestes efeitos. Eles aleatorizaram 294 participantes da coorte DIRECT-PLUS5 com mais de 30 anos de idade (88% homens) com obesidade abdominal e/ou dislipidemia em três grupos: recomendações padrão de dieta saudável, dieta mediterrânica e "Green-Med", uma dieta mediterrânica "optimizada". O Green-Med incorpora a Mankai (100 g por dia), uma planta asiática rica em fibras e proteínas vegetais que reduz a proporção de carne, e chá verde (3 a 4 chávenas por dia). Os autores salientaram o elevado teor de polifenóis nestes alimentos, capazes de modificar a estrutura taxonómica da microbiota intestinal e de intervir no metabolismo das gorduras6. Ambas as dietas foram suplementadas com frutos secos (28g por dia) e ambas foram isocalóricas e restritivas (1500-1800 kcal para homens e 1200-1400 kcal para mulheres). Todos os três grupos combinaram a dieta com actividade física moderada.

Alterações na estrutura da microbiota e na actividade enzimática

As amostras fecais dos participantes foram recolhidas e analisadas por sequenciação na linha de base e aos 6 meses. Todos os sujeitos mostraram alterações na estrutura da sua microbiota intestinal. O Green-Med levou a mudanças ainda mais substanciais, principalmente nas suas espécies raras (<50%), específicas individuais e influenciadas pela dieta. Especificamente, levou a um aumento da Prevotella, sinalizando a adesão a uma dieta 'vegetariana', e a uma diminuição das Bifidobactéria, conhecidas por melhorar o índice glicémico dietético e facilitar a perda de peso. Os investigadores também encontraram uma redução na biossíntese de aminoácidos de cadeia ramificada, metabolitos envolvidos na obesidade e resistência à insulina. 

 

Resultados superiores em marcadores de peso e cardiometabólicos

O Green-Med foi mais eficaz em termos de perda de peso (-6,5% vs -5,4% para a dieta mediterrânica e -1,58% para a dieta padrão). Além disso, foram observadas melhorias semelhantes em marcadores de risco cardiovascular, com uma diminuição da pontuação de Framingham, circunferência da cintura, tensão arterial média, resistência à insulina e níveis de leptina plasmática.

-6,5 % Green-Med

-5,4 % dieta mediterrânica

-1,58 % dieta padrão

De acordo com a modelação dos investigadores, estes benefícios estão parcialmente ligados ao impacto das alterações na microbiota causadas pela Green-Med, contribuindo por exemplo para 12% da perda de peso e 18% da redução da pontuação de Framingham.

Para os autores, este estudo destaca as interacções alimento-microbiota-hospedeiro e confirma os benefícios da dieta verde-mediterrânica na saúde cardiometabólica, cujos efeitos são parcialmente mediados por uma mudança na composição e função do microbioma intestinal do hospedeiro.

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Noticias Gastroenterologia

Dra. Brown (vencedor dos EUA em 2021): Microbiota e infecção por vírus sincítico respiratório

Para comemorar o Dia Mundial da Microbiota (#WorldMicrobiomeDay), o Biocodex Microbiota Institute passa a palavra aos beneficiários de Bolsas nacionais.

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Dra. Julia Brown

A Dra. Brown é virologista e imunologista e estuda o impacto do eixo intestino-pulmão na evolução da infeção viral. Estuda atualmente a microbiota alterada nos bebés prematuros e o papel que tal desempenha na infeção pelo vírus respiratório sincicial (VRS).

O que é que a bolsa nacional permitiu descobrir na sua área de investigação da microbiota?

Descobrimos que, em ratos cujos intestinos são colonizados com bactérias de fezes de prematuro, as respostas de anticorpos e interferão à infeção por VRS são reduzidas e o trânsito de neutrófilos para os pulmões é reforçado, o que poderá agravar os danos nos tecidos.

Quais são as consequências para os pacientes?

Os nossos dados sugerem que a microbiota contribui para o aumento dos riscos de VRS grave nos prematuros, ao desregular a resposta imunitária. Atualmente, estamos a trabalhar na identificação de bactérias ou metabolitos específicos responsáveis por esses efeitos, o que poderá potencialmente propiciar estratégias terapêuticas para a melhoria da função imunitária nos bebés prematuros mediante a manipulação da microbiota.

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Artigo Pediatria

Dr. Lajud (vencedora mexicana 2018): Microbiota e estresse

Para comemorar o Dia Mundial da Microbiota (#WorldMicrobiomeDay), o Biocodex Microbiota Institute passa a palavra aos beneficiários de Bolsas nacionais.

Investigadora Titular (Professora Catedrática) 
Laboratorio de Neurobiología del Desarrollo
Centro de Investigación Biomédica de Michoacán
Instituto Mexicano del Seguro Social

O que é que a bolsa nacional permitiu descobrir na sua área de investigação da microbiota?

Usando um modelo animal de stress no início da vida em animais “sujos” que proporcionam uma abordagem mais relevante em termos translacionais para o estudo do eixo microbiota – intestino – cérebro, tivemos a possibilidade de determinar que o transplante fecal em animais adultos reverte as consequências comportamentais, metabólicas e neuroendócrinas do stress durante a infância.

Quais são as consequências para os pacientes?  

Este é o primeiro estudo, tanto quanto sabemos, que visa proporcionar terapias centradas na microbiota a adultos que já apresentem doenças mentais, metabólicas e neuroendócrinas em consequência do stress sofrido durante a infância. No entanto, a importância de tratamentos preventivos, como o tratamento probiótico nas crianças, é inegável; essas intervenções não são pertinentes para os países em desenvolvimento, os quais já enfrentam os efeitos devastadores dos inícios de vida sofridos pelas pessoas há muitas décadas. Evidências recentes do nosso laboratório demonstraram que, no México, 90% da população entre os 35 e aos 65 anos que procura assistência médica em instituições públicas relatou experiências adversas na infância. Estas encontram-se relacionadas com a elevada prevalência de doenças metabólicas e depressão observada no nosso meio clínico. Portanto, ao avaliarmos a eficácia do transplante fecal em modelos animais clinicamente relevantes, como em animais “sujos”, seremos capazes de identificar e refinar estratégias com potencial translacional para o tratamento da depressão e das doenças metabólicas nos adultos.  

 

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Artigo Saúde mental Neurologia

Pr. Moisés Alvarez (vencedor mexicano 2019): Microbiota e câncer colorretal

Para comemorar o Dia Mundial da Microbiota (#WorldMicrobiomeDay), o Biocodex Microbiota Institute passa a palavra aos beneficiários de Bolsas nacionais.

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A investigação sobre a microbiota centra-se na nova técnica da bioimpressão de comunidades bacterianas para se recriar ambientes similares ao da microbiota. A sua equipa está a desenvolver plataformas in vitro para estudar a interação entre a microbiota humana e o cancro colorretal.

Do seu ponto de vista, qual foi o maior avanço dos últimos anos relacionado com a microbiota?  

Na minha opinião, o avanço mais importante na investigação da microbiota nos últimos anos é o reconhecimento do papel da nossa microbiota intestinal em aspetos muito variados da nossa saúde, inclusivamente na saúde mental. A constatação de que o equilíbrio ou o desequilíbrio da microbiota define sistematicamente a saúde ou a doença, e isto não apenas no intestino humano, constitui uma enorme descoberta da ciência moderna.

Pensa que existe recentemente um interesse crescente pela microbiota? 

Sem dúvida. A microbiota humana e a investigação sobre a mesma são temas que estão a conquistar grande impulso, tanto entre o público em geral como no seio da comunidade científica. 

Tem alguma sugestão para cuidarmos da nossa microbiota? 

Uma sugestão que gostaria de partilhar é que para mantermos o equilíbrio e a diversidade da microbiota devemos consumir regularmente porções de alimentos fermentados na nossa alimentação: nomeadamente, iogurte, vinho, cerveja, kombucha ou picles, entre outros.

Deseja saber mais sobre o Pr. Moisés Alvarez

Há alguma situação curiosa ou facto/história surpreendente que possa partilhar sobre a sua investigação?

       Uma situação curiosa da nossa investigação sobre a microbiota é que recrutámos recentemente um novo aluno de pós-graduação para o nosso projeto de pesquisa da microbiota financiado pela Fundação Biocodex, e ele evoluiu de forma notável e rapidamente, através da sua participação no projeto, de uma pessoa muito calada para um experimentalista muito criativo e um apresentador de extrema clareza.

 

 Qual é, para si, a bactéria mais fascinante?

       A Escherichia coli é a minha bactéria da microbiota favorita. A E. coli é uma bactéria extremamente versátil e flexível: as estirpes de E. coli podem ser comensais normais ou agentes patogénicos no nosso intestino. A E. coli é também o organismo mais amplamente utilizado em biologia molecular e provavelmente o organismo vivo mais estudado e bem conhecido.   

 

 Lembra-se de alguém que lhe sirva de exemplo? (na área de investigação? / na medicina? / em geral?)

       John F. Kennedy é uma pessoa que realmente admiro. É um exemplo de liderança, força e empenho na dedicação. Aprecio especialmente o seu discurso na Universidade de Rice, onde ele descreve porquê e como terá lugar a primeira missão à lua.  

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Artigo Cancro Gastroenterologia

Dr. Perez-Cruz (vencedora mexicana 2020): microbiota intestinal e disfunção cognitiva feminina

Para comemorar o Dia Mundial da Microbiota (#WorldMicrobiomeDay), o Biocodex Microbiota Institute passa a palavra aos beneficiários de Bolsas nacionais.

Cientista experimental, estuda o impacto da microbiota intestinal sobre as funções cognitivas superiores do cérebro. Dedica-se, em especial, à relação entre determinadas bactérias intestinais específicas e a eclosão da demência e da neurodegeneração, como na doença de Alzheimer (DA). A sua equipa explora a possível relação entre a microbiota intestinal e as alterações cognitivas após a menopausa nas mulheres. O seu objetivo é a descoberta de um tratamento preventivo para a DA nas mulheres. 

O que é que a bolsa nacional permitiu descobrir na sua área de investigação da microbiota? 

A Bolsa da Fundação Biocodex (2020) permitiu-nos iniciar um estudo multidisciplinar com o objetivo de perceber a interação entre a microbiota intestinal e a disfunção cognitiva nas mulheres.


Há provas científicas que indicam que os pacientes com Alzheimer desenvolvem uma disbiose intestinal cada vez mais grave à medida que a doença progride. Dados preliminares do nosso laboratório demonstram que ratos fêmea transgénicos para a doença de Alzheimer não possuem bactérias intestinais específicas relacionadas com o metabolismo do estrogénio. O estrogénio é uma hormona sexual associada ao reforço da função cognitiva. Após a menopausa, o declínio abrupto dos níveis de estrogénio pode ser relacionado com a disfunção cognitiva e a demência. Assim, partimos da hipótese de que a disbiose intestinal pode aumentar o risco de surgimento de demência nas mulheres devido à falta de bactérias relacionadas com o estrogénio. 


Concebemos um estudo clínico transversal com mulheres a sofrer de Alzheimer e controlos saudáveis, em colaboração com o Instituto Nacional de Neurocirurgia e Neurologia (INNN). Enquanto abordagem translacional, estamos a realizar um estudo pré-clínico no CINVESTAV com ratos fêmea transgénicos e companheiros de ninhada selvagens para se determinar a reprodutibilidade dos dados humanos. Estamos atualmente na fase final de conclusão dos estudos.
 

Quais são as consequências para os pacientes? 

Ser-se mulher é um fator de risco para o aparecimento da doença de Alzheimer, uma vez que dois terços dos casos em todo o mundo afetam o sexo feminino. Tem sido proposto que a falta de estrogénio após a menopausa provoca disfunções cognitivas e demência. No entanto, as terapias de reposição de estrogénio não têm apresentado resultados consistentes devido a uma estreita margem terapêutica e aos níveis ideais de estrogénio. 


Atualmente, há mais de 50 milhões de pessoas diagnosticadas com a doença de Alzheimer, das quais mais de 33 milhões são mulheres. Se a nossa hipótese de trabalho for aprovada, poderemos conceber intervenções terapêuticas para aumentar a abundância de bactérias relacionadas com o estrogénio, no sentido de se prevenir as alterações cognitivas e a demência após a menopausa nas mulheres. Esta abordagem terá um significativo impacto na qualidade de vida das mulheres ao longo de décadas após a menopausa.

 

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Artigo Neurologia

Dr. Bazin (vencedor francês em 2021): microbiota intestinal e Ruminococcus gnavus

Para comemorar o Dia Mundial da Microbiota (#WorldMicrobiomeDay), o Biocodex Microbiota Institute passa a palavra aos beneficiários de Bolsas nacionais.

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O que é que a bolsa nacional permitiu descobrir na sua área de investigação da microbiota?

A criação de um modelo microfisiológico para estudar as interações entre células epiteliais digestivas e a microbiota anaeróbica de amostras de pacientes.

Quais são as consequências para os pacientes? 

Atualmente, o modelo permite que os investigadores compreendam melhor a fisiopatologia da inflamação intestinal e reproduzam ex vivo as interações específicas entre as células eucariotas e as bactérias. Em última análise, este modelo irá permitir que os médicos ajustem o tratamento específico das doenças inflamatórias intestinais.

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Do seu ponto de vista, qual foi o maior avanço dos últimos anos relacionado com a microbiota? 

      As tecnologias de recriação in vitro do intestino humano (gut-on-chip). 

Pensa que existe recentemente um interesse crescente pela microbiota?

       Na última década, sim, a bolha da microbiota inchou, por vezes até demais. Nos últimos anos a investigação sobre a microbiota estabilizou e continua a ser muito produtiva.

Tem alguma sugestão para cuidarmos da nossa microbiota?

     Uma dieta personalizada saudável, bom sono, exercício físico e evitar os xenobióticos!

Há alguma situação curiosa ou facto/história surpreendente que possa partilhar sobre a sua investigação?

      A cerveja está na moda; a síndrome da autocervejaria, ou síndrome da fermentação intestinal, já se encontra descrita 😊. 

Qual é, para si, a bactéria mais fascinante? 

      Não me lembro de nenhuma em particular, o que é fascinante para mim é a conceção do ecossistema de interações ser humano/microbiota.

Lembra-se de alguém que lhe sirva de exemplo? (na área de investigação? / na medicina? / em geral?)

       Richard C. Lewontin (o livro The triple Helix)

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Artigo Gastroenterologia

Dr. Martin (vencedor francês em 2019): Microbiota gástrica e linfoma gástrico de malte

Para comemorar o Dia Mundial da Microbiota (#WorldMicrobiomeDay), o Biocodex Microbiota Institute passa a palavra aos beneficiários de Bolsas nacionais.

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O que é que a bolsa nacional permitiu descobrir na sua área de investigação da microbiota?

Estudar a microbiota gástrica em pacientes com linfoma MALT gástrico, o que nunca tinha sido feito antes.

Quais são as consequências para os pacientes?

Receitar antibióticos como rotina a pacientes com linfoma maligno gástrico, mesmo que eles não tenham infeção por Helicobacter pylori.

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Do seu ponto de vista, qual foi o maior avanço dos últimos anos relacionado com a microbiota?

       O transplante fecal para a infeção recorrente por C. difficile.
 

Pensa que existe recentemente um interesse crescente pela microbiota?

       Esta tem sido uma importante área de pesquisa ao longo da última década, de facto.
 

Tem alguma sugestão para cuidarmos da nossa microbiota?

      Boa alimentação e desporto, acho eu!
 

Há alguma situação curiosa ou facto/história surpreendente que possa partilhar sobre a sua investigação?

       A Helicobacter pylori continua a surpreender-nos.
 

Qual é, para si, a bactéria mais fascinante?

       A Helicobacter pylori? (surpresa!)
 

Lembra-se de alguém que lhe sirva de exemplo? (na área de investigação? / na medicina? / em geral?)

       O Dr. James Allison e o Prof. Tasuku Honjo pelo seu prémio Nobel relativo à utilização da imunoterapia no tratamento do cancro, talvez a descoberta mais importante dos últimos anos.

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Artigo Gastroenterologia