Entre outras causas: mais uma vez, essa mesma disbiose intestinal! Esta provocaria um aumento da permeabilidade da parede intestinal, seguido de uma perturbação da resposta ao stress, bem como um aumento da atividade inflamatória.
Todos os caminhos conduzem à microbiota15
Neste processo, existe consenso quanto à influência das bactérias intestinais. Mas, de acordo com os estudos, a microbiota exerceria ou um efeito ansiogénico ou, pelo contrário, ansiolítico16. Com efeito, a administração de antibióticos — que perturba e empobrece a flora digestiva — estaria associada ao aparecimento de perturbações de ansiedade ou, inversamente, a uma diminuição da ansiedade nos animais.
Uma flora testada «à cega»
Nos animais, os antibióticos parecem atenuar a ansiedade durante o período de tratamento. O reverso da medalha: uma perturbação precoce da microbiota intestinal causada pelos antibióticos pode levar a uma alteração do comportamento que persiste na idade adulta17,18. Além disso, certas estirpes probióticas teriam um efeito ansiolítico. Por fim, o transplante de microbiota fecal permitiria reduzir o nível de ansiedade19. Todos estes resultados ainda têm de ser confirmados em humanos.
Como comer para manter a calma?
Os alimentos fermentados, como o queijo, os iogurtes, o kefir, o kombuchá ou ainda o molho de soja, são excelentes fontes ricas em probióticos e prebióticos. Parecem atuar como anti-inflamatórios, reforçando a integridade da barreira intestinal, melhorando a composição e as funções das bactérias intestinais e estimulando as células imunitárias ao nível digestivo. Os probióticos diminuem a frequência e a gravidade dos sintomas de ansiedade em ratos; nos seres humanos, reduzem os níveis de cortisol na urina21. O leite fermentado provoca alterações na atividade cerebral nas regiões responsáveis pelas emoções e pela dor em pessoas saudáveis e sem perturbações psiquiátricas.
Cuidar – O corpo e a mente20
Um psicobiótico é um organismo vivo (uma bactéria, por exemplo) cuja ingestão produz um efeito benéfico para a saúde de doentes que sofrem de doenças psiquiátricas, psíquicas ou neurológicas.
Em suma, trata-se de um probiótico que teria propriedades psicotrópicas e que regularia o eixo intestino-cérebro ao: